<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279</id><updated>2011-04-21T11:36:19.712-07:00</updated><title type='text'>MARCEL PEREIRA</title><subtitle type='html'>Este ambiente foi criado para quem tenha interesse em se manter informado sobre economia, sendo ou não um economista. O objetivo do Blog também é oferecer uma pequena amostra do serviço de consultoria econômica do autor.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>79</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-8947116869033799540</id><published>2008-01-23T06:23:00.000-08:00</published><updated>2008-01-23T06:28:18.386-08:00</updated><title type='text'>Ação do Fed contém o pânico, mas não espanta a crise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Com o fechamento dos mercados norte-americanos na segunda-feira, devido a um feriado nacional, suas bolsas de valores não observaram a retração vista na Europa, Ásia e América Latina. Nesta terça-feira, antes da abertura do mercado nos Estados Unidos, o &lt;em&gt;Federal Reserve&lt;/em&gt; anunciou um “corte surpresa” na taxa de juros, que foi reduzida em 0,75 ponto percentual, fixando-se agora a 3,5% ao ano.&lt;br /&gt;A medida, com certeza, impediu a queda acentuada que teria ocorrido nos índices Dow Jones e Nasdaq. Antes do referido anúncio, as bolsas asiáticas haviam fechado em queda ainda maior do que a observada no pregão anterior. E as bolsas européias já operavam com forte viés negativo. Sem o anúncio de corte de juros, seria uma terça-feira daquelas reservadas para os livros de história econômica.&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Fed&lt;/em&gt; agiu rápido e administrou o problema no curtíssimo prazo. É possível que tenha conseguido esfriar os ânimos para esse horizonte de tempo, mas, definitivamente, não pôs um ponto final para o atual ciclo de fortíssima instabilidade. A injeção de liquidez proporcionada pela antecipação do corte de juros minimizará os estragos apenas por certo tempo.&lt;br /&gt;A sinalização dada pelo Governo Bush de usar um corte de impostos como estratégia para evitar a recessão foi muito mal recebida pelo mercado. A resposta dos investidores foi clara: os remédios de outrora não funcionarão agora.&lt;br /&gt;Se em outros momentos de pré-estagnação, a injeção de liquidez, via corte de impostos, servia para aquecer o nível de atividade, a macroeconomia agora é outra. Há algumas boas razões para que desta vez seja diferente.&lt;br /&gt;Primeiro, porque o nível de carga tributária já está baixo, uma vez que sua redução foi utilizada como resposta à desaceleração causada pelo estouro da bolha tecnológica, em 2000, e pelo ataque terrorista a Nova Iorque, em 2001.&lt;br /&gt;Segundo, porque a moeda norte-americana está debilitada. Ela não andava tão frágil assim desde a corrida especulativa contra o dólar, após a segunda crise do petróleo, ocasião em que o então presidente do &lt;em&gt;Fed&lt;/em&gt;, Paul Volcker, viu-se forçado a subir a taxa de juros para a casa dos dois dígitos.&lt;br /&gt;E, por último, porque as contas públicas estão desajustadas, com relevante déficit fiscal; vulnerabilidade essa agravada por expressivo déficit comercial.&lt;br /&gt;Toda esta conjuntura desequilibrada fez com que a taxa de inflação ao produtor fechasse 2007 com a maior variação dos últimos 26 anos, e a taxa de inflação ao consumidor mostrasse seu pior resultado nos últimos 17 anos.&lt;br /&gt;O que o mercado esperava das Autoridades Monetárias dos EUA eram sinais de que tais problemas seriam contornados. A forte aversão ao risco dos investidores indicou que estes aguardavam um plano de ataque às vulnerabilidades estruturais, e não apenas ações pontuais de injeção de liquidez. Por hora, estes investidores ficaram mais calmos com a decisão tomada, mas estão certos de que o núcleo do problema não foi equacionado.&lt;br /&gt;É bom o Governo Bush não comemorar antes da hora: um eventual ataque especulativo contra o dólar traria contornos distintos e mais graves ao ajuste atualmente circunscrito ao meio financeiro. Com efeito, uma crise de confiança afetando a moeda norte-americana traria problemas que ainda não se vislumbram. teria contornos distintos e mais graves ao ajuste atualmente circunscrito, o que não será bom para ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-8947116869033799540?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/8947116869033799540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=8947116869033799540' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/8947116869033799540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/8947116869033799540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2008/01/ao-do-fed-contm-o-pnico-mas-no-espanta.html' title='Ação do Fed contém o pânico, mas não espanta a crise'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-2666740699653418110</id><published>2008-01-18T08:04:00.001-08:00</published><updated>2008-01-18T08:06:39.945-08:00</updated><title type='text'>Lições da Crise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O que esperar dos Estados Unidos daqui para frente? A economia norte-americana já dá sinais claros de entrada em um processo recessivo. O contágio a nível mundial só não é ou será pior porque do outro lado do globo há uma economia em escala de gigantismo que está sugando expressiva parte da demanda mundial e, com isso, mantendo o fogo aceso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A volatilidade do mercado já indica a visibilidade de perdas iminentes, alguns robustos prejuízos (muitos dos quais já expostos), e muitos negócios deixando de ser feitos.Tentando se embrenhar no universo das lições que esta crise traz, é inevitável que perdurem ainda mais perguntas do que respostas, afinal todo o processo ainda está muito recente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Crises são crises, sejam elas numa economia em escala global, numa empresa multinacional, numa cidade, no comércio da esquina ou na vida pessoal de qualquer indivíduo. Embora suas naturezas sejam muito distintas e envolvam diferentes ciências a estudá-las, todas têm uma particularidade em comum: deixam marcas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A psicologia define que crises podem ser benéficas ou maléficas, dependendo dos fatores que a formem e das conseqüências que fiquem gravadas no inconsciente. Toda crise é um momento de vulnerabilidade, mas nem toda é uma situação de risco. Há limiares, de caso a caso. Não existem crises iguais. E é por conta disso que por mais que as estudemos, pelos mais diferentes enfoques e utilizando os prismas de diferenciadas ciências, acabamos - depois de identificados os sintomas, aplicados os remédios e corrigidos os males - voltando a ficar expostos a elas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Mas até onde vai o limite de nossa capacidade de aprendizado para evitá-las? Responder a esta pergunta é o que separa aqueles que conseguem dar passos mais longos dos que tropeçam nas próprias pernas e ficam estirados no maio do caminho, aquém de alcançar seu potencial máximo e ótimo. Novamente: seja a economia de um país que migra entre níveis de desenvolvimento e de subdesenvolvimento, seja uma empresa que luta para diferenciar-se em escala de produção, uma cidade buscando se equilibrar entre a atração e a evasão de capitais físicos e humanos, um pequeno comércio que quer ampliar suas vendas, ou uma pessoa que visa ter sucesso equilibrado entre os eixos profissional, pessoal e afetivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Este texto se limitará a ater sobre o universo da gestão macroeconômica. Particularmente e especificamente sobre os Estados Unidos, onde estourou a bolha do mercado de crédito imobiliário que iniciou todo o processo que está mantendo olhos e ouvidos, em escala global, atentos às variações nas cotações de ativos. A origem de todo o problema está num ciclo econômico de longo prazo da economia norte-americana. O embrião tem nome e sobrenome: desajuste fiscal.As razões para o desajuste fiscal? Destacam-se ao menos duas: (1) redução do nível de impostos como resposta à recessão após o estouro da bolha da Nasdaq, e (2) estouro dos gastos militares com a ação militar no Iraque. Daí para frente, tudo o que ocorre é um efeito bola de neve, que inclui queda abrupta da taxa de juros, maior vulnerabilidade das contas externas e gradualismo na recondução dos juros, empurrando o problema para frente, de forma a se tentar que a liquidez do mercado esterilizasse parte dos desequilíbrios induzidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O que intriga é: depois de tantos exemplos em sua história econômica de problemas graves induzidos por um excessivo e desmedido desajuste do orçamento público, por que a reincidência no erro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O erro não é a indução da expansão fiscal. A teoria econômica já provou como, em circunstâncias particulares, a expansão dos gastos se faz necessária. A corrente keynesiana foi a que melhor elaborou tais modelos. Mas todos os que provam seu gosto, parecem ser contagiados por um incontrolável sentido de se lambuzar.Na história recente, a economia dos EUA passou por esta condição de desequilíbrio fiscal agudo entre 1982 e 86. Depois voltou a enfrentá-la entre 1990 e 92. Após um longo período de “conserto” na Era Bill Clinton, vivenciou um novo desmantelamento fiscal a partir de 2001, chegando ao pico histórico em 2004. E dentre estas idas e vindas, montagens e desmontes, avanços e recuos, segue sendo a locomotiva mais rígida e confiável da economia do planeta. Ainda assim, é recomendável não se abusar.Qual será o segredo? Será que a economia só caminha para frente quando alterna ciclos de ajuste e desajuste? Será que uma caminhada em equilíbrio é utópica? Ou pior: será irreal? Impossível de ser traçada e reservada a semi-deuses?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Talvez o melhor seja não concluir, ou não tentar impor ou induzir respostas, tão só deixar tais perguntas no ar. A história mostra os erros e acertos do passado, ela permite que se possa, probabilisticamente, se antever onde e como se acertou ou se errou mais, e quem chegou “às páginas finais” em melhores condições financeiras, individuais e emocionais. Cada um que trate de construir o ambiente certo e provocar os questionamentos que lhes levem – ao país, à empresa, à cidade, ao negócio e a si mesmo –- a analisar os fatos, usar a habilidade de escolher respostas e fazer as melhores escolhas, rumo ao desenvolvimento. Mas, que não se perca no horizonte que as conseqüências, cedo ou tarde, cobram a conta, de quem quer que seja, se as escolhas não sejam as certas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-2666740699653418110?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/2666740699653418110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=2666740699653418110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2666740699653418110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2666740699653418110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2008/01/lies-da-crise.html' title='Lições da Crise'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-3688923359574466000</id><published>2007-12-17T03:45:00.000-08:00</published><updated>2007-12-17T03:48:19.239-08:00</updated><title type='text'>Fim da CPMF foi uma derrota?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Quem teria saído prejudicado com a votação na qual deu-se fim à polêmica CPMF? O orçamento da saúde? O do Bolsa Família? O governo Lula?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Contabilmente, o fim da CPMF, embora represente polpudos R$ 40 bilhões, não comprometerá em nada a austeridade fiscal do país. A economia está crescendo bastante, empurrada pela expansão da renda doméstica. As estimativas da RC Consultores apontam que em 2007 teremos um crescimento real do PIB de 5,0%, seguido por uma expansão de 5,5% no próximo ano.&lt;br /&gt;O mercado de trabalho está aquecido. A expansão da massa salarial acumulada no triênio 2005-2007 foi de 15%. No triênio 2002-04 crescera mísero 1,5%, o que significa menos de 0,5% ao ano.&lt;br /&gt;Todos os setores da indústria estão em expansão. O setor de bens de capital cresceu bem acima de 10% nos últimos doze meses findos em outubro. Os bens de consumo duráveis se expandiram 7% nestes mesmos doze meses, seguidos de perto pelos bens intermediários e pelos bens de consumo semi e não duráveis. Extração mineral, indústria extrativa, refino de petróleo, máquinas e equipamentos, construção civil, todos estes registram expansão superior a 5%. Até a indústria têxtil - sufocada pelo câmbio apreciado e pela concorrência dos produtos chineses no mercado internacional - está crescendo, ainda que em ritmo um pouco mais lento que as demais. Tudo sugere que a massa salarial seguirá crescendo em 2008 e 2009, e que haverá aumento da formalização no mercado de trabalho, com a arrecadação tributária acompanhando este ritmo de expansão.&lt;br /&gt;Mas não é só. Um estudo do Instituto Atlântico já demonstrou como uma parte significativa dos investimentos que se realizariam no setor privado, anualmente, era desviada, via CPMF, para os cofres públicos, gerando uma perda de produtividade de cada real devolvido à circulação econômica. Em termos bastante simples: o aumento de carga tributária no presente, contratava a redução de crescimento do PIB no futuro.&lt;br /&gt;A matemática, de forma resumida e simplificada, é a seguinte: um aumento de 5 pontos acumulados de carga, por exemplo, gera uma perda no PIB “privado” (isto é, sem governo) de 2,2 pontos percentuais em ritmo de crescimento. Ou seja, se pudesse ser de 4,2% ao ano cairia para 2% apenas. Se estamos atualmente crescendo a 5% com a CPMF, poderíamos estar atingindo 7,2% sem ela. O que quer dizer que a renúncia da CPMF neste momento, será compensada, em poucos anos, no orçamento fiscal, por maior crescimento proporcionado pela injeção de liquidez extra atirada à economia, devido à menor cobrança do tributo. Com a economia se expandindo ao ritmo em que está, o tempo de espera será ainda menor.&lt;br /&gt;O governo Lula pode ter saído com arranhões políticos em sua capacidade de articulação no Congresso. Mas o governo não saiu perdendo, e muito em breve descobrirá isso. O fim da CPMF não compromete a estabilidade da economia, e a desoneração do contribuinte ainda lhe dará, logo, um “ganho de popularidade não esperado”. Incremento este que não tardará em transformar-se em retórica: “nunca antes neste país teria se cortado tanto imposto”.&lt;br /&gt;Contrariando o terrorismo discursivo do Governo, tampouco haverá mudanças na saúde, no Bolsa Família ou no PAC, a não ser para melhor.  O destino da CPMF, como da carga tributaria em geral, segundo as informações oficiais, disponibilizadas pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, é distribuído em apenas 50% para cobrir as atividades-fim do Estado brasileiro como "prestador de serviços".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Os outros 50% se distribuem entre coberturas ao encargo brutal de juros da dívida pública (20%) e à rubrica previdenciária (30%).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Não demorará nada para que o discurso oficial, agarrado em “teses velhas”, seja suplantado. Triste sina em um país que não se preocupa em inovar, mas sim em resistir teimosamente à inovação. A retórica da “indispensável CPMF” logo cairá em esquecimento, como caíram aquelas outras teses tão caras a uma certa “esquerda festiva”, e contrárias à agricultura dita de exportação e à formação de um superávit primário fiscal. Hoje, a agricultura de exportação e o superávit primário salvam o governo. Amanhã, a extinção da CPMF o salvará mais ainda. Que sorte!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-3688923359574466000?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/3688923359574466000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=3688923359574466000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/3688923359574466000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/3688923359574466000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/12/fim-da-cpmf-foi-uma-derrota.html' title='Fim da CPMF foi uma derrota?'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-2980377333488392888</id><published>2007-11-21T07:11:00.000-08:00</published><updated>2007-11-21T07:13:18.526-08:00</updated><title type='text'>Atenção com a China!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Desde o dia 16 de outubro até ontem, o índice Shangai SE, da Bolsa de Valores da China, sofreu uma queda acumulada de 13,1%. É a maior perda de valor verificada no mercado chinês nos últimos anos. E o detalhe mais importante de todos é: pela primeira vez a forte queda ocorre de forma não induzida pelo governo local. Será este um primeiro sinal de rompimento na bolha bursátil chinesa?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Desde quando estourou a crise dita do “mercado imobiliário” norte-americano, a Bolsa de Xangai se mantinha ascendente. Todos os mercados internacionais sofreram fortes turbulências: EUA, Europa, Japão e todos os seus “satélites”. A China não. Muito pelo contrário.&lt;br /&gt;Enquanto em todos os mercados, a opção de investimento migrou para ativos de menor propensão a risco, o forte crescimento econômico chinês atraiu os investidores que desejavam manter suas carteiras com aplicações de alto retorno. Assim, as ações chinesas aceleraram sua vertente altista.&lt;br /&gt;Mas mesmo antes de estourar a “Bolha Imobiliária” norte-americana, a intensidade com que vinha se valorizando a Bolsa de Xangai já impressionava. O crescimento do Shangai SE em 2006 foi de 125,8%. Em 2007, até 16 de outubro, acumulava-se um crescimento no ano de 140,7%. Isto quer dizer que uma carteira de ações adquirida no início de janeiro de 2006, poderia estar valendo 441,6% a mais. É muita coisa! Em algum momento estes preços necessitarão correção. Tal movimento pode ter recém começado. Quais seriam as conseqüências?&lt;br /&gt;Hoje, as conseqüências da crise no financiamento &lt;em&gt;“subprime”&lt;/em&gt; no mercado imobiliário norte-americano já foram em boa parte quantificadas. Os grandes bancos tiveram perdas de bilhões de dólares: Citigroup, JP Morgan Chase, Bank of America Wachovia, Bearn Stearns e BNP Paribas já mostraram números sinalizando a intensidade do golpe. A situação financeira nos EUA demonstrou-se em estado tão delicado que Henry Paulson, o hiper-ativo secretário do Tesouro de George W. Bush, lançou o MLEV - &lt;em&gt;Master Liquidity Enhancement Vehicle&lt;/em&gt; -.&lt;br /&gt;Quantificadas as perdas, diminui-se a aptidão de se manter carteiras com aplicações de maior retorno. É necessário se resgatar investimentos para se tapar os buracos deixados no fluxo de caixa. E é, em parte, isto o que está provocando este escape da bolsa de Xangai.&lt;br /&gt;Comparativamente, entre 16 de outubro e 20 de novembro, enquanto a queda do Shangai SE foi de 13,1%, a do Dow Jones, nos EUA, foi de 6,5%. Neste mesmo período também tiveram queda os índices de: Tóquio 11,2%, Londres 5,9%, Paris 4,6% e Frankfurt 4,2%.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro deste game conjuntural novo, a próxima jogada para os mega-investidores internacionais é tentar minimizar as perdas de um eventual derretimento do mercado chinês. A questão é: este movimento, dependendo da escala em que aconteça, pode afetar toda a economia mundial.&lt;br /&gt;Grandes perdas financeiras provocadas por uma desaceleração na Bolsa de Xangai implicariam em alguns pontos percentuais a menos no crescimento no nível de atividade dos demais países. Seria um caso de &lt;em&gt;“hard landing”&lt;/em&gt; mundial, com forte impacto sobre os fluxos comerciais internacionais e com um derretimento dos preços das commodities, sobretudo as minerais, causando grandes perdas de arrecadação nos mercados emergentes.&lt;br /&gt;Entretanto, um &lt;em&gt;soft game&lt;/em&gt;, ainda é, a princípio, o mais provável, com ciclos pontuais de queda no valor das ações em Xangai. Nesse caso, caminhando para um gradual movimento de correção nos preços de cotação, desinflando a “bolha bursátil chinesa”. Mas será que os especuladores ficarão gradualistas diante de perdas prospectivas?É preciso muita atenção a estes movimentos durante as próximas semanas. A intensidade com que ocorrerá tal ajuste representa uma sutil, porém complexa, distância que separará, nos próximos anos, uma economia mundial saudável de uma conjuntura caótica. As cartas estão na mesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-2980377333488392888?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/2980377333488392888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=2980377333488392888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2980377333488392888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2980377333488392888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/11/ateno-com-china.html' title='Atenção com a China!'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-7534838349624641615</id><published>2007-11-21T07:09:00.000-08:00</published><updated>2007-11-21T07:11:33.063-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/R0RKmUW8ZkI/AAAAAAAAAA8/qvxu5sV5WzU/s1600-h/imagem.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135311497269634626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/R0RKmUW8ZkI/AAAAAAAAAA8/qvxu5sV5WzU/s400/imagem.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-7534838349624641615?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/7534838349624641615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=7534838349624641615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/7534838349624641615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/7534838349624641615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/R0RKmUW8ZkI/AAAAAAAAAA8/qvxu5sV5WzU/s72-c/imagem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-717169133770825882</id><published>2007-11-12T11:49:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T11:51:16.246-08:00</updated><title type='text'>Preços ao consumidor sob pressão altista no fim deste ano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;As últimas variações dos índices de preço ao consumidor dão razão à ata do Copom: &lt;em&gt;“elevou-se a probabilidade de que a emergência de pressões inflacionárias inicialmente localizadas venha a apresentar riscos para a trajetória de inflação doméstica, uma vez que o aquecimento da demanda pode ensejar aumento no repasse de pressões sobre preços no atacado para os preços ao consumidor”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Neste momento, há um conjunto de razões que eleva o risco de alguma aceleração inflacionária:&lt;br /&gt;1) Nos últimos três meses, a inflação acumulada no atacado (IPA-M) atingiu a desconfortável marca de 4,63%;&lt;br /&gt;2) Preços internacionais das commodities agrícolas ainda mostram trajetória ascendente, exercendo pressão altista sobre o preço dos alimentos nos EUA,  Europa, Japão e China;&lt;br /&gt;3) Maior nível de renda das famílias reforça a possibilidade de repasse da inflação localizada no âmbito do atacado para a esfera do varejo;&lt;br /&gt;4) Sazonalmente, os índices de preços ao consumidor sobem no final do ano, por causa das encomendas para as festas natalinas. Com maior nível de renda, o consumidor de bens e serviços deste ano estará “menos sensível” às tentativas de repasse eventualmente praticadas pelo varejo. &lt;br /&gt;O IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Ampliado) de outubro revelou-se razoavelmente pressionado (0,30%), levando a inflação acumulada nos dez primeiros meses do ano a atingir a marca de 3,30%; e a acumulada nos últimos doze meses, o patamar de 4,12%.&lt;br /&gt;Decompondo-se a variação acumulada do referido índice nos dez primeiros meses deste ano, observa-se que as maiores pressões de preços tiveram origem nos alimentos (+ 7,5%) e nas despesas pessoais (+ 5,0%). Ou seja, atingiu-se de forma mais contundente o bolso dos consumidores de menor poder aquisitivo.&lt;br /&gt;A comparação entre dois índices de preço ao consumidor reitera o aperto sofrido pelo orçamento das famílias com renda mais baixa. O IPCA, calculado pelo IBGE, e que reflete a evolução dos gastos de famílias com rendimentos mensais de até 40 salários-mínimos, acumula variação em doze meses de 4,12%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também calculado pelo IBGE, junto a famílias com rendimentos mensais de até 8 salários-mínimos, acumula variação mais alta, de 4,78%, nos últimos doze meses.&lt;br /&gt;Outros índices reiteram esta constatação. O Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pelo DIEESE (Departamento intersindical) na região metropolitana de São Paulo, junto a famílias com rendimentos mensais de até 10 salários-mínimos, acumula variação semelhante ao INPC, de 4,86%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela FIPE, também restrito à região metropolitana de São Paulo, englobando famílias com rendimentos mensais de até 20 salários-mínimos, acumula variação similar, de 4,55%. Por fim, o Índice de Preços ao Consumidor calculado pela Fundação Getúlio Vargas (IPC-BR), junto a famílias com rendimentos mensais de até 33 salários-mínimos, acumula variação, nos últimos doze meses, de 4,51%. Ou seja, as condições observadas em 2006 estão agora invertidas. E quem sofre mais com a inflação é a camada de baixo da pirâmide sócio-econômica.&lt;br /&gt;Como os índices de preços no atacado continuam evoluindo com taxas mensais não muito modestas, parece inevitável que a pressão inflacionária perdure no final deste ano e início de 2008. Ainda assim, inexiste risco de que a variação do IPCA supere, seja em 2007, seja em 2008, o centro da meta de inflação estipulada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), isto é, a marca de 4,5%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-717169133770825882?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/717169133770825882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=717169133770825882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/717169133770825882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/717169133770825882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/11/preos-ao-consumidor-sob-presso-altista.html' title='Preços ao consumidor sob pressão altista no fim deste ano'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-9035016008379520257</id><published>2007-11-01T12:11:00.001-07:00</published><updated>2007-11-01T12:12:40.371-07:00</updated><title type='text'>A maior qualificação dos ativos brasileiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Os resultados da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nas últimas semanas podem ser usados para corroborar a afirmação de que houve uma alteração na percepção de risco por parte dos investidores em relação ao mercado nacional.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt; Depois da queda abrupta que atingiu as bolsas internacionais, cujo estopim foi a crise imobiliária norte-americana, houve forte recuperação do Ibovespa, o que demonstra a grande atratividade exercida pela economia brasileira frente às outras economias, inclusive as emergentes.&lt;br /&gt;Esse fato deriva da percepção de risco fortemente cadente do investidor estrangeiro, que aumentou a procura pelo mercado de capitais brasileiro, demonstrando otimismo com relação à forma pela qual o Brasil atravessou o período de turbulência.&lt;br /&gt;Contando com expressivo colchão de reservas; nível de endividamento externo mais alinhado ao fluxo de comércio exterior e composição de dívida interna menos vulnerável a choques externos, a volatilidade cambial diminuiu. Isso permitiu melhorar a sensação de estabilidade econômica, deixando o mercado brasileiro ainda mais atrativo.&lt;br /&gt;Para ilustrar a qualificação dos ativos brasileiros frente aos de outras economias emergentes, façamos uma comparação do Ibovespa com os índices das outras duas maiores bolsas da América Latina: o Merval, da Argentina, e o IPC, do México.&lt;br /&gt;A comparação fica ainda mais válida quando se observa que uma dessas economias já tem o “grau de investimento” (México) e a outra tem nota de risco soberano em escala bem inferior à dada ao Brasil (Argentina).&lt;br /&gt;Até 30 de julho, a Bovespa tinha acumulado uma rentabilidade de 30,5%. O Dow Jones, principal índice dos EUA, 11,9%; a bolsa mexicana, 21,6%; e a bolsa argentina, 10,2%. Após esta data, todas tiveram expressivas perdas. O Merval, inclusive, chegou a apresentar rentabilidade, acumulada no ano, negativa. Os quatro índices foram ao “fundo do poço” em 16 de agosto.&lt;br /&gt;Desde então, as referidas bolsas começaram a recuperar-se. Todavia, pode-se observar que enquanto a Bolsa de São Paulo já vem apresentando resultado mais expressivo do que em 30 de julho, só agora as demais bolsas recuperam a rentabilidade que tinham “pré-crise”. No ano, o Ibovespa acumula rentabilidade de 46,3%; o IPC, de 21,4%; o Dow Jones de 11,3%; e o Merval de 11,8%.&lt;br /&gt;A enorme rentabilidade alcançada pela Bolsa de São Paulo só endossa aquilo que os números do balanço de pagamentos já tinham mostrado antes: o expressivo aumento do investimento estrangeiro tanto direto, quanto em carteira. São provas inequívocas de que os investidores passam a diferenciar, positivamente, o mercado brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-9035016008379520257?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/9035016008379520257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=9035016008379520257' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/9035016008379520257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/9035016008379520257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/11/maior-qualificao-dos-ativos-brasileiros.html' title='A maior qualificação dos ativos brasileiros'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-2316032985060373565</id><published>2007-10-25T10:58:00.000-07:00</published><updated>2007-10-25T11:00:27.028-07:00</updated><title type='text'>Ata do Copom é bem clara ...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Quem for à procura de mensagens novas na ata que o Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou nesta quinta-feira, não achará. A ata sugere que as razões que levaram à interrupção já haviam sido explicitadas na ata da reunião anterior.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O documento também parece endossar que a decisão de interromper o ciclo de quedas não significou o fim nas reduções da Selic, tão só foi uma decisão visando esperar que a conjuntura se assente, para que se avalie melhor os efeitos da corrente pressão inflacionária no atacado e o comportamento futuro do preço do petróleo. O texto faz referência a uma &lt;em&gt;“pausa no processo de flexibilização da política monetária”&lt;/em&gt;, ratificando o espaço para que no futuro se retome o ciclo de reduções da taxa de juros.&lt;br /&gt;A explicação é a mesma: &lt;em&gt;“..se elevou a probabilidade de que a emergência de pressões inflacionárias inicialmente localizadas venha a apresentar riscos para a trajetória de inflação doméstica, uma vez que o aquecimento da demanda pode ensejar aumento no repasse de pressões sobre preços no atacado para os preços ao consumidor. Adicionalmente, cabe notar que o aquecimento da demanda doméstica pode desencadear pressões inflacionárias no setor não transacionável”&lt;/em&gt; (grifo meu na ata da 129ª reunião, divulgada em 13 de setembro).&lt;br /&gt;A ata distribuída nesta quinta projeta a taxa de câmbio em R$ 1,80 por dólar até o fim de 2007, constata que as projeções para a meta de inflação sofreram redução desde a reunião anterior, e ratifica que tais estimativas mantêm a taxa de inflação prevista, tanto para 2007 quanto para 2008, abaixo do valor central de 4,5% estipulado como meta. Em suma, todo o movimento de conjuntura ocorrido entre as duas reuniões até sugeririam a possibilidade de um novo corte sem que ele representasse um risco de descumprimento da meta. Porém, as possíveis pressões desencadeadas pelos preços no atacado sobre o setor não transacionável seriam a justificativa para uma maior prudência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-2316032985060373565?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/2316032985060373565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=2316032985060373565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2316032985060373565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2316032985060373565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/10/ata-do-copom-bem-clara.html' title='Ata do Copom é bem clara ...'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-3379927965232408587</id><published>2007-10-19T11:34:00.000-07:00</published><updated>2007-10-19T11:37:05.329-07:00</updated><title type='text'>Manutenção da Selic não representa fim do ciclo de quedas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O Copom (Comitê de Política Monetária) demonstrou coerência e precaução quando decidiu manter os juros básicos em 11,25% ao ano. Tal decisão, entretanto, não significa o fim do ciclo de queda da Selic. Procura apenas esperar que a conjuntura se assente, visando avaliar melhor os efeitos da corrente pressão inflacionária no atacado e o comportamento futuro do preço do petróleo. Após a passagem dessas “nuvens” (e salve reversão mais brusca no cenário internacional), a expectativa é que o Copom retome a trajetória de redução dos juros no país.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Sazonalmente, o último trimestre do ano é um período de alta dos preços ao consumidor, por conta do aumento nas encomendas para as festas de fim de ano. Neste ano, há importante risco de que essa alta seja mais acentuada. Os últimos resultados do Índice de Preço no Atacado (IPA) mostraram forte elevação, e as primeiras prévias de outubro trazem ainda variações positivas bastante expressivas.&lt;br /&gt;O momento atual de expansão da renda reforça a possibilidade de que haja importante repasse da inflação localizada no âmbito do atacado para a esfera do varejo. Com o bolso dos consumidores mais cheio do que nos anos anteriores, o aumento do preço dos bens e serviços não deverá comprometer o comportamento da demanda, podendo, assim, ser mais “tolerante” com a transferência da alta do custo dos insumos para o preço do produto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo o modo, é baixo o risco de comprometimento da meta de inflação, tanto para 2007, como para 2008, em função, principalmente, da recente redução da taxa média de câmbio, que transitou do patamar de R$ 1,95 / US$ para algo em torno de R$ 1,80 / US$, estabelecendo, aparentemente, um novo “centro de gravidade”.&lt;br /&gt;Quanto ao reinício do ciclo de queda da taxa Selic, acredita-se que o mesmo só ocorra no primeiro semestre do ano que vem, depois da dissipação das atuais nuvens e do alcance de maior clareza e convergência de pensamento em relação ao comportamento futuro da inflação brasileira.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-3379927965232408587?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/3379927965232408587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=3379927965232408587' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/3379927965232408587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/3379927965232408587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/10/manuteno-da-selic-no-representa-fim-do.html' title='Manutenção da Selic não representa fim do ciclo de quedas'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-5608396753049625707</id><published>2007-10-18T05:48:00.000-07:00</published><updated>2007-10-18T05:49:52.153-07:00</updated><title type='text'>O Legado de 2007</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A psicologia define que crises podem ser benéficas ou maléficas, dependendo dos fatores que a formem e das conseqüências que fiquem gravadas no inconsciente. Toda crise é um momento de vulnerabilidade, mas nem toda é uma situação de risco. Há limiares, de caso a caso. Na economia, a diferença é que os efeitos da crise atingem um grupo (a sociedade), ficando mais fácil aprender as lições deixadas. Não existem crises iguais.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Qual lição - ou legado - deixará o ano de 2007, e a “crise do subprime”, para a história econômica?&lt;br /&gt;Os investidores no mercado de capitais auferem ganhos diários em cima das margens de retorno lhes dada pela conjuntura de curto prazo. Propensos sempre ao risco, costumam manter suas atenções nas ameaças imediatas às suas alavancagens. Porém, quando toda a macroeconomia se mexe ao mesmo tempo, é como se o horizonte deixasse de ser linear.&lt;br /&gt;Se há um legado que o ano de 2007 deixará, é o de ratificar a importância dos &lt;/span&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;riscos de natureza macroeconômica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;, e de dar ênfase à importância de impulsos econômicos sustentáveis. O Século XXI parecia estar esquecendo tal lição. Quando o Federal Reserve manteve a taxa de juros a 1%, entre 2002 e 2004, sem que houvesse a preocupação com os gastos públicos norte-americanos, inflou uma bolha no mercado de títulos derivados das hipotecas nos EUA. Em 2007, a bolha estourou, afetando todos os mercados.&lt;br /&gt;Quando decidiu, em 18 de setembro, reduzir os juros de 5,25% para 4,75% ao ano, o Fed injetou liquidez na economia. Afastou os riscos de curto prazo e acalmou os mercados. Mas, logo surgiram temores de que a redução nos juros internacionais gerará impulsos desmedidos nas economias emergentes, a exemplo do acontecido em 1998, quando o Fed, em resposta às crises na Ásia (Tigres e Rússia), cortou os juros, inflando as ações de tecnologia, e formando a bolha que estourou em 2000. Será que a história poderia se repetir?&lt;br /&gt;Há uma grande diferença. Em 1998, a economia dos Estados Unidos era muito mais sólida, e as emergentes eram muito mais vulneráveis. O resultado fiscal norte-americano era superavitário em US$ 70 bilhões e hoje é deficitário em US$ 240 bi; o déficit comercial era de US$ 165 bi, hoje é de US$ 730 bi. Sua economia está mais debilitada, ao mesmo tempo em que os mercados emergentes, com volumes maiores de reservas e taxas flutuantes de câmbio, têm maior resistência a choques externos. O Brasil é o melhor exemplo de redução de vulnerabilidade; há dez anos sua divida externa representava 5 vezes as exportações em doze meses, hoje esta proporção é de 1,2 vez. Mas nada disso significa que o risco inexista.&lt;br /&gt;Há ameaças de natureza macroeconômica camufladas por trás desta nova conjuntura global. O nível de atividade mundial será gravemente atingido se houver uma reversão da expansão chinesa, implicando em forte redução nos fluxos comerciais e numa expressiva queda do preço das commodities. O estopim poderia já estar em curso: uma “Bolha Bursátil Chinesa”.A Bolsa de Valores de Xangai viveu nos últimos 21 meses um inchaço alarmante: o índice Shangai SE teve uma valorização de 375% desde o início de 2006. O risco é ainda maior porque a China não tem acompanhamento minucioso e de qualidade de sua “pulsação econômica”. Esta ausência de medidores de “pressão e temperatura” faz com que o risco de desaceleração fique maior. Um eventual derretimento de valor das ações geraria perdas generalizadas, com danos potenciais para a economia global. Que as lições de 2007 sirvam para enxugar as pujanças excessivas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-5608396753049625707?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/5608396753049625707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=5608396753049625707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/5608396753049625707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/5608396753049625707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/10/o-legado-de-2007.html' title='O Legado de 2007'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-4085691056977191221</id><published>2007-09-19T13:36:00.000-07:00</published><updated>2007-09-19T13:39:29.594-07:00</updated><title type='text'>Com a redução de juro nos EUA, o mercado ficará menos volátil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Se o mercado internacional ainda sinalizava alguma insegurança com relação ao futuro da saúde econômica global, o &lt;em&gt;Federal Reserve&lt;/em&gt; deu, esta semana, um sinal explícito de segurança, confiança e ousadia. Cortou a taxa dos &lt;em&gt;Fed Funds&lt;/em&gt; em 0,50 ponto percentual, reduzindo-a para 4,75% ao ano.&lt;br /&gt;A certeza da injeção de liquidez teve um poder tranqüilizador imediato, os mercados reagiram eufóricos, com altas recordes nas bolsas de valores.&lt;br /&gt;A decisão de realizar um corte mais ousado estava longe de ser uma unanimidade entre os &lt;em&gt;policymakers&lt;/em&gt;. Pairam, neste momento, duas ameaças explícitas sobre a taxa de inflação norte-americana: a alta do preço internacional do petróleo (que superou os US$ 80 por barril) e a persistente desvalorização do dólar frente ao euro e ao iene (a cotação frente à moeda européia oscila em patamar recorde, em torno de US$ 1,40 por euro).&lt;br /&gt;Na balança da decisão do &lt;em&gt;Fed&lt;/em&gt;, entretanto, pesou mais a preocupação com os efeitos que os prejuízos causados pelo desencadeamento da “crise do subprime” terão sobre o nível de atividade e a taxa de desemprego. Apesar das ameaças aos preços domésticos, a autoridade monetária norte-americana zelou pelo emprego e pela renda, mostrando-se disposta a eliminar o risco de um período recessivo.&lt;br /&gt;Com a inflação relativamente bem comportada e com a taxa de desemprego “assentada” nas proximidades de 4,5%, o mercado assimilou bem a idéia de um corte acentuado da taxa de juros, não dando ainda sinais de estar enxergando riscos substanciais à estabilidade econômica dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Passada a euforia desta semana nas bolsas de valores, a conjuntura pós-corte de juros, entretanto, tende a ser a mesma, sujeita ainda a intensas volatilidades. Merecerá uma especial atenção a divulgação dos próximos balanços financeiros de bancos e fundos de investimento. A constatação de grandes perdas ainda poderá voltar a provocar movimentos mais bruscos na cotação das ações e do câmbio.&lt;br /&gt;Mas a corajosa e ousada posição do &lt;em&gt;Federal Reserve&lt;/em&gt; trará mais alento e menos aversão a risco aos mercados. O cenário econômico persistirá com um viés positivo. Se ainda há riscos de volatilidades intensas, esta ameaça é menor, dada a “mão firme” com a qual o Banco Central dos EUA sinaliza que atuará. Com a redução dos juros para 4,75%, a variância das cotações nos momentos mais voláteis tenderá a ser menor, refletindo a volta de uma maior propensão a risco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O mercado brasileiro, que se destacou dentre os emergentes pela força com a qual resistiu a este momento de forte instabilidade da economia global, é um dos que mais se beneficiará com isso. Esta tendência só vem a se intensificar, à medida que o Brasil dá passos sólidos para a obtenção do &lt;em&gt;investment grade&lt;/em&gt;, possivelmente já em 2008.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-4085691056977191221?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/4085691056977191221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=4085691056977191221' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/4085691056977191221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/4085691056977191221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/09/com-reduo-de-juro-nos-eua-o-mercado.html' title='Com a redução de juro nos EUA, o mercado ficará menos volátil'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-2843894925203226732</id><published>2007-09-17T08:07:00.000-07:00</published><updated>2007-09-17T08:09:31.135-07:00</updated><title type='text'>Alan Greenspan vs Paul Volcker</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;1.Quem foi o melhor administrador de crises, Volcker ou Greenspan? Por quê?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;A realidades econômicas com as quais se depararam Volcker e Greenspan à frente do Federal Reserve foram bastante distintas. Ambos lidaram com crises, mas em escalas bastante distintas.&lt;br /&gt;Os desafios com os quais se deparou Volcker eram mais inóspitos do ponto de vista monetário. A economia mundial viveu um momento de liquidez extremamente escassa após a 2ª Crise do Petróleo (1979) e Paul Volcker, além do mais, teve que lidar com uma ataque especulativo contra o dólar. Ele não tinha muitas outras opções a não ser fazer o que fez (elevar os juros norte-americanos para 17% em 1980), sabendo que, ainda mais numa conjuntura de baixa liquidez, isto representaria uma recessão, e teria um óbvio custo político.&lt;br /&gt;Alan Greenspan se deparou com outra realidade na economia internacional, ao invés da liquidez ser escassa, era abundante. Ele enfrentou as Crises Emergentes do período 1995-1999, mas seu maior desafio foi enfrentar os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Para evitar a recessão, reduziu os juros de 6% para 1% em 2002 e, assim, conseguiu manter os "sinais vitais" do paciente (os EUA). Recuperada a economia, impôs o gradualismo na condução dos juros para evitar efeitos recessivos de uma elevação abrupta.&lt;br /&gt;Ambos foram habilidosíssimos em "farejar" e sentir a pulsação da economia. Na minha opinião, a conjuntura que Volcker enfrentou era mais difícil do que a enfrentada por Greenspan. Entretanto, exatamente por ser um cenário mais "duro", Volcker não tinha muitas alternativas na execução da política econômica, executou a que tinha à disposição. Greenspan tinha mais opções de cartadas a dar, e foi extremamente feliz naquelas que deu. Por isso, na minha opinião, por ter acertado em um leque mais amplo de opções, Greenspan foi o maior administrador de crises da história.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;2. Quem foi o melhor presidente do Federal Reserve entre os dois? Por quê?&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ambos foram, acima de tudo, duas grandes lideranças. A capaciade de ambos de "domar" o mercado foi impressionante. Muita lucidez, que gerava confiança nas suas figuras, e, assim, fazia brotar, naturalmente, a autoridade de ambos sobre os agentes econômicos. Greenspan executou uma liderança que transparecia ações de alguém fortemente convicto e ao mesmo tempo bastante flexível. Ele, na minha opinião, foi um líder, na essência da palavra, maior do que Volcker. Entretanto, quem teve decisões mais extremamente difíceis a tomar e não vacilou foi Paul Volcker. Titubear, naquele momento, poderia ter mudado completamente todo o rumo da história, mas ele foi firme, seguro e convicto, demostrando devoção às suas convicções técnicas nas suas decisões econômicas. E a história ratificou seu acerto. Por isso, para mim, embora Greenspan tenha sido maior e melhor líder, foi Volcker o maior presidente do Federal Reserve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-2843894925203226732?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/2843894925203226732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=2843894925203226732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2843894925203226732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2843894925203226732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/09/alan-greenspan-vs-paul-volcker.html' title='Alan Greenspan vs Paul Volcker'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-481073448121234483</id><published>2007-09-10T13:41:00.000-07:00</published><updated>2007-09-10T13:42:17.663-07:00</updated><title type='text'>Redução de Juro nos EUA acalmará o mercado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Ainda inseguro com relação ao futuro da saúde econômica norte-americana, por conta dos prejuízos causados pelo desencadeamento da “crise do subprime”, o mercado internacional vem reagindo com truculência à divulgação de indicadores cujos resultados fiquem aquém do esperado.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Só a certeza de haver uma injeção de liquidez via redução da taxa de juros teria um poder tranqüilizador neste momento. Por isso, as especulações quanto à decisão que será tomada na próxima reunião do Federal Reserve estão esquentando: as apostas variam entre um corte de 0,25 e de 0,50 ponto percentual sobre os Fed Funds, hoje em 5,25% ao ano.&lt;br /&gt;Com a inflação relativamente bem comportada e com a taxa de desemprego “assentada” nas proximidades de 4,5%, o mercado parece assimilar bem a idéia de um corte moderado, sem risco para a estabilidade econômica (veja a seguir os gráficos comparativos entre a taxa de juros e as taxas de desemprego e inflação).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-481073448121234483?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/481073448121234483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=481073448121234483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/481073448121234483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/481073448121234483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/09/reduo-de-juro-nos-eua-acalmar-o-mercado.html' title='Redução de Juro nos EUA acalmará o mercado'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-2447002445336872455</id><published>2007-09-10T13:40:00.001-07:00</published><updated>2007-09-10T13:41:43.136-07:00</updated><title type='text'>Gráfico 1 – Estados Unido: Taxa de Juros (ao ano) vs Taxa de Desemprego</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RuWr7lVgJCI/AAAAAAAAAA0/hPM441tP7vg/s1600-h/Grafico+1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108678392444625954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RuWr7lVgJCI/AAAAAAAAAA0/hPM441tP7vg/s400/Grafico+1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-2447002445336872455?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/2447002445336872455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=2447002445336872455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2447002445336872455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2447002445336872455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/09/grfico-1-estados-unido-taxa-de-juros-ao.html' title='Gráfico 1 – Estados Unido: Taxa de Juros (ao ano) vs Taxa de Desemprego'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RuWr7lVgJCI/AAAAAAAAAA0/hPM441tP7vg/s72-c/Grafico+1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-3644187386393521043</id><published>2007-09-10T13:38:00.000-07:00</published><updated>2007-09-10T13:40:31.374-07:00</updated><title type='text'>Gráfico 2 – Estados Unidos: Taxa de Juros (ao ano) vs Inflação acumulada em 12 meses</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RuWrtVVgJBI/AAAAAAAAAAs/wqfhs7VOPdg/s1600-h/Grafico+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108678147631490066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RuWrtVVgJBI/AAAAAAAAAAs/wqfhs7VOPdg/s400/Grafico+2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-3644187386393521043?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/3644187386393521043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=3644187386393521043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/3644187386393521043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/3644187386393521043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/09/grfico-2-estados-unidos-taxa-de-juros.html' title='Gráfico 2 – Estados Unidos: Taxa de Juros (ao ano) vs Inflação acumulada em 12 meses'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RuWrtVVgJBI/AAAAAAAAAAs/wqfhs7VOPdg/s72-c/Grafico+2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-2301368490637814809</id><published>2007-09-10T13:33:00.000-07:00</published><updated>2007-09-10T13:38:01.415-07:00</updated><title type='text'>Ainda sobre CRISES &amp; RISCOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Um trecho do artigo da jornalista Cristiane Lucchesi, publicado no Valor Econômico desta segunda-feira (10/09), sintetisa e complementa perfeitamente o argumento que defendi no artigo "O Risco da Bolha Chinesa" &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eis o trecho ao qual me refiro: "Apesar de as bolsas de valores em todo o mundo terem se recuperado, a crise de liquidez nos mercados de crédito dos Estados Unidos e Europa é "muito séria". Essa é a visão do inglês John Calverley, economista chefe e estrategista do American Express Bank. Para ele, se a situação não se normalizar nas próximas semanas, há um risco real de que os gastos das empresas e suas decisões de investimentos sejam afetadas, com forte impacto no crescimento econômico no mundo todo, inclusive nos mercados emergentes. Ele não vê esse cenário como o mais provável, no entanto, pois espera atitudes coordenadas das autoridades monetárias, dos governos e dos bancos de investimento para trazer de volta "a vontade de emprestar". Segundo Calverley, a crise de inadimplência nas hipotecas de alto risco nos Estados Unidos já teve um efeito sistêmico, atingindo o mundo todo e chegando a provocar a intervenção em dois bancos alemães. "É necessário ficar claro ao mercado que as perdas com a crise são gerenciáveis e que nenhuma outra instituição financeira está em perigo", afirma. Por isso, as tensões devem continuar pelo menos até o dia 20 deste mês, quando começam a vir a público os balanços dos maiores bancos em todo o mundo"&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-2301368490637814809?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/2301368490637814809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=2301368490637814809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2301368490637814809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2301368490637814809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/09/ainda-sobre-crises-riscos.html' title='Ainda sobre CRISES &amp; RISCOS'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-4620748437720850025</id><published>2007-09-04T12:53:00.000-07:00</published><updated>2007-09-04T12:57:40.882-07:00</updated><title type='text'>O RISCO DA BOLHA CHINESA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* artigo publicado no Valor Econômico de 5 de setembro de 2007&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A instabilidade no mercado financeiro persiste. Já esperávamos que assim fosse. Destacamos tal risco desde o primeiro semestre, quando emergiram os primeiros sinais de deflagração da crise de liquidez das hipotecas nos EUA. Havia um sinal explícito de que, embora ainda não se tratasse de uma reversão no quadro global de farta liquidez, estava instalada uma conjuntura na qual persistiria uma volatilidade mais freqüente, com maior aversão a risco e movimentos especulativos mais intensos.&lt;br /&gt;A crise financeira desencadeada pelo surto de inadimplência que atingiu o mercado imobiliário de risco norte-americano é diferente das crises anteriores, pois no desenrolar daquelas outras sempre havia uma moeda local como alvo de um ataque especulativo. Nesta crise, inexiste um alvo. A aversão a risco atingiu não só os títulos derivados das hipotecas norte-americanas mais sensíveis à inadimplência, mas todos os derivativos dos fundos alavancados, dentre os quais muitos em posse de europeus e de uma expressiva parte de investidores chineses. Um “efeito manada” de resgates nos fundos de investimento comprometeu muitas carteiras de ativos, levando a uma retração no volume de crédito e, por conseqüência, a uma conjuntura na qual passou a prevalecer uma menor liquidez.&lt;br /&gt;Apesar disso, o caráter da crise é essencialmente financeiro, com características de ajuste, cujos efeitos, por enquanto, ainda são pontuais sobre a atividade econômica. O maior perigo é a crise desencadear efeitos deletérios sobre o nível de produção e emprego, não apenas da economia norte-americana, européia e japonesa, mas, sobretudo, na chinesa.&lt;br /&gt;O nível de atividade mundial poderá ser gravemente atingido se a crise contagiar de forma substancial a economia da China. Uma desaceleração mais forte da economia chinesa implicará em preocupante redução nos fluxos comerciais globais e na queda do preço das commodities minerais. Isso afetaria diretamente o fluxo comercial brasileiro e, por conseguinte, teria uma intensidade muito mais aguda sobre a taxa de câmbio do país.&lt;br /&gt;Em resumo, pode-se dizer que, até o momento, há dois fatores preocupantes neste cenário: as incertezas, por conta da crise, não terem um alvo específico, e a possibilidade de novos e mais expressivos resultados negativos nos fundos alavancados em derivativos de hipotecas norte-americanas.&lt;br /&gt;Emergiu uma conjuntura macroeconômica inteiramente nova, similar, na herpetologia, a uma troca de pele. Ou seja, um processo que elimina alguns parasitas, mas durante o qual se fica mais vulnerável àqueles predadores delicadamente bem camuflados ao campo de visão da presa, cujo ataque pode vir a ser fatal.&lt;br /&gt;Eis que se pode avistar agora, em águas turvas, uma silhueta daquilo que pode vir a ser um predador perigoso, cujo ataque poderia deflagrar uma grande recessão, e em escala global. Sob a sombra de uma conjuntura nebulosa em riscos e incertezas novos, a ameaça que cresce sorrateira e com potencial de estragos exponencialmente superior à “Crise do Subprime” é a “Bolha Bursátil Chinesa”.&lt;br /&gt;Como resultado da nova conjuntura - “pós-deflagração da crise” - TODAS as bolsas de valores depararam-se com um certo derretimento do valor de seus papéis; as norte-americanas, as européias, a japonesa, e todos os satélites destas. MENOS UMA, que passou quase que totalmente livre de turbulências nessas últimas semanas: a chinesa.&lt;br /&gt;A Bolsa de Valores de Xangai viveu nos últimos 20 meses um inchaço que, por si só, já era alarmante. Após o estouro da bolha imobiliária norte-americana, a valorização observada dos índices Shangai Composite e Shangai SE só fez inflar.&lt;br /&gt;Apostando na pujança econômica da China, cuja atividade avança entre 11% e 12% ao ano, e sem perspectiva de rentabilidade em outros mercados, os investidores têm demandado fortemente as ações de Xangai.&lt;br /&gt;O índice Shangai SE, da Bolsa da China, teve uma valorização de 224% nos últimos 12 meses. Só nos oito primeiros meses de 2007, a variação acumulada já é de quase 100%.&lt;br /&gt;Alguns pequenos detalhes dimensionam a proporção do que poderia representar hoje um “estouro de bolha” na Bolsa de Xangai. Há certas semelhanças entre a economia da China deste início de século XXI e a economia dos EUA nos anos de 1920, antecedentes à grande recessão, que explodiu após o crash da Bolsa de Nova Iorque, em 1929.&lt;br /&gt;O sistema financeiro chinês não está se modernizando ao mesmo ritmo da economia do país. Há uma grande quantidade de créditos de alto risco concedidos para o financiamento da atividade econômica, e, ao mesmo tempo, há uma crescente especulação imobiliária, facilitada pela forte expansão do capital chinês.&lt;br /&gt;O risco fica ainda maior quando se sabe que a China não tem um monitoramento econômico de qualidade. Diferentemente dos Estados Unidos, não há um acompanhamento minucioso da “pulsação econômica” chinesa. Esta ausência de medidores de “pressão e temperatura” faz com que o risco de desaceleração seja ainda maior. É como numa “navegação sem aparelhos”....&lt;br /&gt;A expansão desenfreada do crédito, movida pelas sucessivas expansões de capital, é historicamente um dos fatores centrais a impulsionar um boom econômico. Entretanto, assim como infla, desinfla: a “Crise do Subprime” é um perfeito exemplo. A expansão monetária via crédito na China é muito mais pujante do que a derivada das hipotecas norte-americanas. Tratando-se de comparações frente aos EUA, o nível de crédito chinês, atualmente, é superior ao vivido pelos EUA nos anos 20. E as comparações entre estes dois períodos históricos não param por aí.&lt;br /&gt;No período que antecedeu ao crash de 1929, a Inglaterra era a superpotência mundial e os EUA a potência emergente, papéis que hoje podem ser vistos nos Estados Unidos e na China. Nos anos 20, o Império Britânico dava sinais de decadência e, pelo “entre-Guerras”, vivia uma situação de déficits gêmeos acentuado, assim como ocorre atualmente nos EUA. Este quadro forçou a Inglaterra - e força os EUA - a ser um devedor líquido, financiado pelo resto do mundo. Nos anos 20, os EUA eram o principal financiador das contas do Império Britânico; hoje, a China é a grande financiadora das contas externas norte-americanas. Em ambas as circunstâncias, a potência emergente vivia grandes superávits, tendo condições de ser um credor líquido. Quando o mundo forçou uma repatriação do capital, em função do auge da crise, a economia britânica entrou em colapso. Poderiam EUA e China repetir esse fato?&lt;br /&gt;As lições deixadas pela história talvez sejam capazes de impedir um evento das mesmas proporções: a débâcle da economia norte-americana após o crash da Bolsa de Nova Iorque em 1929 fez o nível de atividade recuar 66,6% e gerou uma deflação nos preços ao consumidor de 29,3%, acumulados num intervalo de apenas quatro anos (1930-1933).&lt;br /&gt;É muitíssimo pouco provável que um eventual estouro na “Bolha de Xangai” seja capaz de causar uma tragédia nestas proporções. Entretanto, descartar a hipótese “apocalíptica” não significa ignorar os danos potenciais para a economia global: total reversão na pujança de liquidez, queda abrupta do preço das commodities, sobretudo as minerais, e crescente protecionismo comercial. Neste caso extremo, não há blindagem que resista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-4620748437720850025?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/4620748437720850025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=4620748437720850025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/4620748437720850025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/4620748437720850025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/09/o-risco-da-bolha-chinesa.html' title='O RISCO DA BOLHA CHINESA'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-7860950603042839787</id><published>2007-08-29T06:55:00.001-07:00</published><updated>2007-08-29T07:00:58.589-07:00</updated><title type='text'>COPOM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Cresce, e muito, a possibilidade de manutenção da Selic em 11,5% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Especialmente após o resultado do IGP-M, divulgado agora pela manhã pela FGV. O repasse da desvalorização cambial para os preços no atacado foi bem superior ao esperado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;E, no mercado financeio, novas 'emoções' estão se aproximando ...&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-7860950603042839787?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/7860950603042839787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=7860950603042839787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/7860950603042839787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/7860950603042839787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/08/copom.html' title='COPOM'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-2807085410545093073</id><published>2007-08-29T06:46:00.000-07:00</published><updated>2007-08-29T06:54:21.945-07:00</updated><title type='text'>Tombo do dólar ...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* coluna de Luiz Sérgio Guimarães, Valor Econômico de 27/08/07&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O dólar já retornou ao preço em que estava antes de o Banco Central suspender os seus leilões diários de compra de moeda. O dólar fechou sexta-feira com desvalorização de 2,36%, negociado a R$ 1,9440, exatamente a cotação do dia 13, quando adquiriu do mercado US$ 306 milhões. A partir do dia 14, com a intensificação da crise financeira externa, interrompeu os leilões. De lá para cá, exatos nove pregões, não comprou nem vendeu nada. A recuperação do nível anterior ao da suspensão das intervenções e o pesado tombo sofrido pelo dólar na semana passada - de 4,09%, embora no acumulado do mês ainda se registra valorização de 3,24% - levam os analistas a suspeitaram que, se o cenário externo autorizar novas baixas, logo o BC irá retomar os leilões. &lt;br /&gt;Uma parte do mercado, a mais numerosa, gostaria que o BC não tivesse pressa em sua volta. "Vendida" em dólar futuro, as instituições argumentam que o mercado de câmbio ainda não está forte a ponto de suportar volatilidades eventualmente trazidas pelas operações do BC. O argumento é tosco. O BC sempre frisou que as suas compras se destinam a recolher as sobras de liquidez do sistema, justamente a quantidade exata que, sem ser enxugada, desencadeia volatilidade capaz de distorcer o preço. A preocupação da autoridade é não interferir na tendência, mas moderar excessos e formar reservas. &lt;br /&gt;Há executivos, porém, que defendem o retorno imediato do BC ao câmbio também como forma de emitir um sinal positivo do ponto de vista das expectativas de inflação. Se deixar o dólar afundar, pode passar o recado de que está preocupado com a inflação, disparando mecanismos de proteção nos mercados futuros contra eventual e desnecessário endurecimento da política monetária. Ao contrário, se agisse logo iria transmitir confiança em relação aos rumos do IPCA. A conseqüência mais financeira da retomada dos leilões - o crescimento das reservas cambiais - reforçaria a já elevada credibilidade externa do país. Na sexta-feira, o risco-país voltou a ser cotado, durante a tarde, abaixo de 200 pontos-base. &lt;br /&gt;Fechou a exatos 200 pontos-base, em queda de 3,38%. No mês, cedeu 6,10%. O terremoto financeiro externo provocou ondas de menor intensidade no Brasil comparativamente aos abalos sofridos pelos demais países emergentes. Segundo estudo do economista-chefe da RC Consultores, &lt;strong&gt;Marcel Pereira&lt;/strong&gt;, a diferença entre o risco-Brasil e o Embi+ (o conjunto de emergentes) alargou-se com a crise. Ou seja, o risco-Brasil subiu menos que a média. A taxa de risco do país situa-se, desde o dia 5 de abril, abaixo da média apurada pelo Embi+. Entre 19 de abril e 26 de junho, a distância que separava o risco do país da média de risco dos emergentes era da ordem de 11 pontos-base. Em 27 de junho, quando houve uma primeira sacudida no mercado, a diferença a favor do Brasil caiu bruscamente. Passado o impacto desse primeiro tremor, a diferença voltou a crescer. Entre 29 de junho e 14 de agosto, subiu para 15 pontos-base. E desde o 15 de agosto, após outra onda de turbulências, a distância se ampliou situando-se na faixa de 23 pontos-base. "O Brasil deixou de ser o patinho feio do mercado emergente. Arduamente, conseguiu destaque frente à média das economias emergentes", diz &lt;strong&gt;Pereira&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;As rotas do dólar e do risco-país ainda dependem, em sua essência, mais dos desdobramentos da crise de crédito externa do que dos fundamentos brasileiros. Eufóricos na sexta-feira, os mercados tentaram abreviar a crise. Ainda é cedo para se por um ponto final nela. Mas o movimento de alegre distensão nos EUA favorece a absorção dos créditos pobres pelas instituições. Não é todo dia, contudo, que saem indicadores positivos sobre a economia americana e que mereçam leitura generalizadamente positiva. Foi o que aconteceu na sexta. Tanto as encomendas de bens duráveis (alta de 5,9% em julho, para expectativa de avanço de 1%) quanto as vendas de casas novas (evolução de 2,8%, quando se esperava queda de 1,4%) foram olhadas pelo seu melhor ângulo, o que espanta a perspectiva de uma recessão na economia americana. O seu lado negativo - a possibilidade de, por isso, o Federal Reserve (Fed) não cortar o juro básico em sua reunião de 18 de setembro - foi providencialmente esquecido. Os eventos desta última semana do mês serão vistos com lupa. Hoje, sai o indicador de venda de imóveis usados relativo a julho. Amanhã, o índice de confiança do consumidor em agosto e o de manufaturados apurado pelo Fed de Richmond. Mas o dia crítico parece ser mesmo a sexta-feira. Além de discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, será divulgado o principal índice de inflação, o PCE de julho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-2807085410545093073?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/2807085410545093073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=2807085410545093073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2807085410545093073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2807085410545093073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/08/tombo-do-dlar.html' title='Tombo do dólar ...'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-8766303458072271296</id><published>2007-08-24T10:16:00.000-07:00</published><updated>2007-08-24T10:18:10.222-07:00</updated><title type='text'>Pós-Crise: Risco-Brasil teve relativa melhora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;N&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;esta semana, o desempenho dos mercados foi positivo, permitindo a recuperação parcial das perdas ocorridas nas semanas anteriores, embora ainda persista o risco de novas turbulências. Não obstante a instalação de um cenário externo composto por volatilidade e incertezas, os ativos brasileiros continuaram sendo vistos sob prisma bastante favorável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O indicador de risco-Brasil, que compara o rendimento médio (juros) da carteira de títulos emitidos pelo Brasil com o rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano, mostra que a situação do País em relação à média dos países emergentes melhorou frente à vigente há 30 dias. Isso porque, nesse período, aumentou a diferença entre o risco associado ao Brasil e o risco associado aos referidos países.  &lt;br /&gt;Desde o dia 5 de abril, o risco-Brasil se mantém abaixo do EMBI+ (média dos países emergentes), aumentando-se, todavia, a diferença a favor do Brasil. Entre 19 de abril e 26 de junho, a distância que separa o risco do País da média de risco dos emergentes era da ordem de 11 pontos-base.&lt;br /&gt;Em 27 de junho, quando houve uma primeira ”sacudida” no mercado, a diferença a favor do Brasil caiu bruscamente. Passado o referido impacto, entretanto, essa diferença voltou a crescer. Entre 29 de junho e 14 de agosto, subiu para 15 pontos-base. E desde o dia 15 de agosto, após outra onda de turbulências, a distância se alargou, situando-se na faixa de 23 pontos-base.  &lt;br /&gt;Em outros termos, o Brasil deixou de ser o “patinho feio” do mercado emergente. Arduamente, conseguiu destaque frente à média das economias emergentes. Necessita, agora, fazer novos progressos, para consolidar seus ganhos.&lt;br /&gt;Com a recente instalação de um ambiente de maior incerteza, assim como o Brasil viu sua percepção de risco diminuir perante a maior parte dos países emergentes, ele também conheceu perdas em relação a outras economias detentoras de maior “nível de confiança”. Após a eclosão da crise no mercado imobiliário dos EUA, o risco-Brasil se distanciou, por exemplo, do risco-México. Entre 5 de abril e 25 de julho, essa distância era de 65 pontos-base a favor do México. E desde o dia 26 de julho, a diferença que separa o rendimento de papéis brasileiros do rendimento de papéis mexicanos no mercado internacional subiu para 77 pontos-base. Em outros termos, isso é um sinal de que existe ainda muito trabalho de ajuste interno da economia brasileira daqui para frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-8766303458072271296?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/8766303458072271296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=8766303458072271296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/8766303458072271296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/8766303458072271296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/08/ps-crise-risco-brasil-teve-relativa.html' title='Pós-Crise: Risco-Brasil teve relativa melhora'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-586420975583697658</id><published>2007-08-17T11:58:00.000-07:00</published><updated>2007-08-17T12:02:57.003-07:00</updated><title type='text'>Em que apostar após a crise?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Desde o dia 23 de julho até ontem, o índice Ibovespa já caiu 17,2%, o que corresponde a 10 mil pontos em dezoito pregões. A taxa de câmbio, neste período, saltou de R$ 1,84 para R$ 2,09 por dólar, uma elevação de 13,3%. Dentro do mesmo movimento, o risco-país do Brasil subiu 35,5%, enquanto a média dos mercados emergentes se elevou em 38,0%.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A crise dita do “mercado imobiliário” norte-americano se prenunciava há bastante tempo. Os chamados “pessimistas” já a esperavam desde o primeiro semestre de 2006 (e ficaram “falando ao vento” desde então), pois desde 2005 a bolha formada nos preços dos imóveis, inchados por um longo período de juros a 1% ao ano, já era visível.&lt;br /&gt;Enfim, o estouro da bolha chegou. Na cultura cibernética, representou nada mais do que um “game over” de uma partida virtual. Agora o jogo será outro.&lt;br /&gt;A estratégia, agora, deve ser montada em cima dos fatos que pautaram, nos últimos dias, muitas tensões, turbulências e volatilidades. O gatilho foi o mercado de crédito imobiliário, que gerou a crise no financiamento “subprime”. Mas a crise é muito mais do que isso, e é pensando assim que vamos entendê-la melhor.&lt;br /&gt;O abalo nos retornos do Countrywide Financial, maior empresa norte-americana de hipotecas e financiamento imobiliário, atingiu os dois lados do Atlântico. Fundos do Bearn Stearns e do BNP Paribas sinalizaram a intensidade do golpe. Os Bancos Centrais dos EUA e da Europa injetaram liquidez para evitar contágios sucessivos.&lt;br /&gt;Ainda não há como se ter certeza de que a liquidez injetada pelos Bancos Centrais já ocorreu em escala suficiente para estabilizar as perdas impostas pela repentina escassez do crédito, até então farto. Portanto, ainda não se sabe se estamos no meio da ribanceira, ou prestes a alcançar o vale. Novas quedas fortes ainda são bastante prováveis neste cenário de volatilidade intensa.&lt;br /&gt;No novo game que se inicia, enquanto os ativos se reassentam, a próxima jogada é tentar antecipar a intensidade do contágio via taxa de câmbio.&lt;br /&gt;Sem cerimônia ou preocupações com os “abalos psicológicos”, o câmbio atropelou a barreira de R$ 1,90 e, logo em seguida, também a de R$ 2,00. Só no dia de ontem varou de R$ 2,02 para R$ 2,09; com direito a passar boa parte da quinta-feira acima dos R$ 2,12.&lt;br /&gt;Com a mesma rapidez que subiu poderá cair, de novo, se o mercado perceber que a perda de rentabilidade de grandes fundos de investimento - nos EUA, na Europa e na Ásia - tenha sido eficazmente drenada.&lt;br /&gt;Se não houver a certeza de que muito em breve o Federal Reserve vá reduzir os juros (o primeiro sinal foi hoje, com a redução do redesconto), e, assim, injetar mais liquidez na economia americana, o risco de novas perdas no mercado global continuará existindo. Caso seja este o jogo, persistirá uma forte volatilidade cambial para o Brasil em torno do patamar no qual o dólar é precificado frente ao real hoje.Contudo, um terceiro jogo pode ser iniciado. Esse seria o mais difícil de todos, com um contágio expressivo da economia asiática (lembrem que a bolsa de Xangai quadruplicou nos últimos 18 meses), podendo levar a uma desaceleração forte em economias como a coreana e, no que seria o cenário mais grave de todos, a chinesa. Neste caso, seria um “hard landing” global, com forte impacto sobre a taxa de câmbio brasileira, e com os fluxos comerciais do país afetados não só por uma menor demanda internacional, como ainda pelo derretimento dos preços das commodities minerais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-586420975583697658?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/586420975583697658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=586420975583697658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/586420975583697658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/586420975583697658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/08/em-que-apostar-aps-crise.html' title='Em que apostar após a crise?'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-8010316009022539705</id><published>2007-08-15T14:36:00.000-07:00</published><updated>2007-08-15T14:37:10.869-07:00</updated><title type='text'>Navegação em águas turvas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A crise financeira desencadeada pelo surto de inadimplência que atingiu o mercado imobiliário de risco norte-americano é diferente das crises anteriores, pois no desenrolar desta sempre havia uma moeda local (peso mexicano, bath tailandês, peso argentino, won sul-coreano, rublo russo, etc.), ou um conjunto delas, sendo objeto de ataque especulativo.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Desta vez, inexiste um alvo. Em tese, seria o Dólar. Porém, não interessa ao sistema global (China incluída) que sua desvalorização seja acentuada, mas apenas corretiva. É verdade que a moeda norte-americana se enfraqueceu recentemente, mas não o suficiente para colocar em risco a estabilidade dos preços internos dos EUA. Inexistem, pelo menos até o momento, indícios nesse sentido.&lt;br /&gt;O maior perigo seria a crise atual atingir, nos EUA, o mercado imobiliário como um todo, assim como os bancos, trazendo, posteriormente, efeitos deletérios sobre o nível de produção e emprego não apenas da economia norte-americana, européia e japonesa, mas também chinesa.Ainda estamos longe disso. Porém, causa bastante desconforto, quanto à evolução futura da economia mundial, o fato de haver pouquíssimos indicadores econômicos da China, que mostrem como ela reagiria em caso de intensificação da crise atual. Isso só torna mais turvas, as águas escuras que, agora, nos encontramos mergulhados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-8010316009022539705?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/8010316009022539705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=8010316009022539705' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/8010316009022539705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/8010316009022539705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/08/navegao-em-guas-turvas.html' title='Navegação em águas turvas'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-117758597436311338</id><published>2007-08-09T07:19:00.000-07:00</published><updated>2007-08-09T07:24:47.549-07:00</updated><title type='text'>COPOM: Selic cairá para 11,25% ao ano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O Copom (Comitê de Política Monetária) deverá anunciar um corte de apenas 0,25 ponto percentual nos juros básicos em sua reunião no próximo dia 5 de setembro.&lt;br /&gt;Na ata da última reunião, o comitê afirmava que &lt;em&gt;“a preservação das importantes conquistas obtidas (...) demandará que, a partir de um determinado ponto, a flexibilização da política monetária passe a ser conduzida com maior parcimônia”&lt;/em&gt;. Este trecho já insinuava eventual diminuição no ritmo de corte.&lt;br /&gt;Além disso, nas últimas semanas, por conta da crise no mercado imobiliário de risco dos EUA, houve aumento da volatilidade no mundo financeiro internacional. A forte alta do preço do petróleo e a sustentação dos preços das commodities agrícolas em patamar elevado também impediram que a tensão se reduzisse. O desdobramento local foi apenas um “trailer” de um filme velho e conhecido: elevação do risco-Brasil e desvalorização do Real frente ao Dólar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Este conjunto de fatores está longe de representar ameaça ao cumprimento da meta de inflação de 4,5% estipulada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para 2007 e 2008. Entretanto, constitui substrato suficiente para que o Copom apenas reforce sua prática sempre eivada de conservadorismo exagerado. Por conta disso, a hipótese mais provável considerada é a de que haverá redução da taxa Selic em 0,25 p.p., para 11,25% ao ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-117758597436311338?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/117758597436311338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=117758597436311338' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/117758597436311338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/117758597436311338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/08/copom-selic-cair-para-1125-ao-ano.html' title='COPOM: Selic cairá para 11,25% ao ano'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-2639538911445483309</id><published>2007-08-08T08:04:00.000-07:00</published><updated>2007-08-08T08:08:42.790-07:00</updated><title type='text'>Brasil se diferencia na crise</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;Artigo de Cristiano Romero, Valor Econômico, 8 de agosto de 2007&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A recente turbulência no mercado financeiro internacional, motivada por problemas no setor de crédito dos Estados Unidos, mostra que, apesar dos riscos e da elevada volatilidade, a economia mundial se encontra hoje mais forte do que há dez anos, quando aconteceu a crise asiática. Uma outra novidade interessante é que, hoje, os mercados emergentes estão mais robustos e resistentes a perturbações.&lt;br /&gt;Em sua análise mais recente, o Departamento de Mercados de Capitais e Monetários do Fundo Monetário Internacional (FMI), criado no início desta década justamente para acompanhar mais de perto os mercados financeiros internacionais, constatou que a turbulência confinou-se essencialmente ao setor de crédito. Os fluxos de capitais para os fundos mútuos de mercados emergentes, tradicionalmente considerados os ativos de maior risco, sofreram pouco impacto.&lt;br /&gt;Embora ainda seja muito cedo para comemoração, o Brasil se mostrou, em meio ao nervosismo, mais forte do que se esperava. Isso está se refletindo no comportamento dos papéis brasileiros. "Em um primeiro momento (da forte onda de volatilidade), houve expressivo estreitamento entre o valor de face dos papéis brasileiros e o da média dos mercados emergentes. Ou seja, diminuiu, consideravelmente, a distância entre o EMBI-Brasil e o EMBI+, que é a média dos países emergentes. Em seguida, ocorreu uma 'diferenciação por qualidade', com o aumento, a favor do Brasil, da distância entre o risco dos títulos brasileiros e a média dos títulos emergentes", diz &lt;strong&gt;Marcel Pereira&lt;/strong&gt;, economista-chefe da RC Consultores.&lt;br /&gt;O "salto de qualidade" dos ativos brasileiros, observa o economista, também pode ser visto no mercado acionário. A Bovespa, conta &lt;strong&gt;Pereira&lt;/strong&gt;, já superou, em 2007, a rentabilidade da Bolsa do México. "Portanto, o Brasil colhe, também no mercado de capitais, os frutos de seu ajuste macroeconômico. Nesse ambiente favorável, não há dúvida de que a perspectiva de aceleração da economia brasileira, com estabilidade de preços, diminui o risco relativo de se investir no país", assinala o economista da RC.&lt;br /&gt;Patinho feio dos mercados nas últimas duas décadas, a América Latina registrou, com a liderança brasileira, o melhor desempenho em ações entre janeiro e junho. No período, segundo dados do FMI, a rentabilidade média das bolsas da região foi de 25,3%, face a 17,3% das bolsas asiáticas e a 16,1% do índice "MSCI Emerging Markets".&lt;br /&gt;Embora os analistas estejam prevendo uma crise "passageira", os riscos de turbulência, de qualquer maneira, continuam postos. "O cenário básico é positivo, mas, agora, há mais riscos negativos do que antes", adverte o economista Murilo Portugal, vice-diretor do FMI. Um desses riscos é a inflação. Há cinco anos a economia mundial cresce sem parar, o que leva a crer que a capacidade de produção pode estar chegando ao limite. Os países emergentes, diz a última atualização do "World Economic Outlook", produzido pelo FMI, estão enfrentando pressões inflacionárias, especialmente em energia e alimentos.&lt;br /&gt;Ontem, o Federal Reserve, o banco central americano, deixou claro, ao manter inalterada a taxa de juros, que está preocupado com o crescimento da maior economia do mundo. Face a uma expansão de 3,3% em 2006, o PIB dos EUA deve crescer apenas 2% em 2007, embora o FMI aposte numa recuperação em 2008 (2,8%). A dúvida é mensurar que impacto os problemas creditícios terão no comportamento de uma economia cujo consumo é fortemente alavancado por crédito fácil e barato.&lt;br /&gt;Títulos e ações do país se destacam em 2007&lt;br /&gt;As outras vulnerabilidades do mercado mundial, lembra Murilo Portugal, estão no mercado financeiro e não dizem respeito apenas à crise do crédito imobiliário nos EUA. O vice-diretor do FMI menciona as fusões e incorporações de empresas feitas mundo afora com recursos de empréstimos bancários. Outro problema é o "carry-trade", o dinheiro que investidores tomam em países de juros baixíssimos, como Japão, Austrália, Suíça e Nova Zelândia, para aplicar em mercados, como o brasileiro, que estão devolvendo alta rentabilidade tanto em renda fixa quando em variável.&lt;br /&gt;O risco, nesse caso, não é o da arbitragem usual de taxa de juros feita pelos investidores, fato que responde por uma parte do dinheiro que inunda os mercados emergentes neste momento. O problema é quando se faz isso, diz Portugal, com dinheiro de empréstimo bancário. Outro risco, inerente ao "carry-trade", é a valorização das moedas em que os empréstimos foram tomados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-2639538911445483309?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/2639538911445483309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=2639538911445483309' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2639538911445483309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2639538911445483309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/08/brasil-se-diferencia-na-crise.html' title='Brasil se diferencia na crise'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-8764653073112141477</id><published>2007-08-08T08:01:00.000-07:00</published><updated>2007-08-08T08:04:02.270-07:00</updated><title type='text'>Só a continuidade do ajuste fiscal sustentará o crescimento de longo prazo do Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;... mas há margem para ampliação dos investimentos, sem comprometer a qualidade do ajuste.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Desde 1999, quando houve mudança no regime cambial, as contas externas do Brasil passam por substancial e positiva transformação, a qual teve importância vital para que houvesse enorme redução na percepção de seu risco soberano por parte do investidor. &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A dívida externa brasileira que, no final da década passada, chegou a representar 5,2 vezes a receita anual de exportações, caiu “linearmente” desde então. O múltiplo dessa relação é hoje de apenas 1,2 vez. O processo de ajuste do setor externo nacional foi completado, mais recentemente, pelo expressivo aumento das reservas, que atualmente giram em torno de US$ 150 bilhões.&lt;br /&gt;Para consolidar o ambiente de redução da referida percepção de risco, falta apenas concluir o ajuste das contas públicas. O Brasil caminha na direção correta, já que reduziu sua dívida líquida de 60% do PIB, em 2002, para o patamar atual de 44%. Precisa, porém, dar prosseguimento a este processo.&lt;br /&gt;A maior parte do ajuste fiscal já foi concretizada. Além da melhora mencionada acima, houve também: (1) eliminação dos papéis indexados à taxa de câmbio na composição da dívida mobiliária; e (2) aumento do volume de prefixados e de papéis indexados a índices de preços, que somados, já superam a marca de 50% do total da referida dívida.&lt;br /&gt;Com isso, já começam a aparecer recursos, no orçamento público, que permitirão a realização de investimentos em infra-estrutura, evitando assim o surgimento de gargalos que possam comprometer a aceleração do crescimento econômico ao longo do tempo.   &lt;br /&gt;A sustentabilidade do crescimento exige a continuidade do ajuste fiscal. O alcance de um superávit primário de 3,75% do PIB no biênio 2007-08, e de 3,25% do PIB no biênio 2009-10, seria suficiente para reduzir a proporção dívida líquida / PIB para o nível de 40% em dezembro de 2008; e de 30% em dezembro de 2010.&lt;br /&gt;Também é crucial continuar melhorando o perfil da carteira de títulos públicos. Os papéis indexados à taxa de juros, que hoje representam 34% do total da carteira, devem reduzir esse percentual para menos de 30% no final de 2007. Se houver sinalização de que o ajuste fiscal será firme, espera-se que essa fatia fique abaixo de 25%, no final de 2008; e de 20%, no final de 2009.&lt;br /&gt;A implementação dessas ações permitiria efetuar sensível redução dos juros básicos e, conseqüentemente, promover forte retração do oneroso gasto com o serviço da dívida pública, abrindo importante espaço para o incremento dos investimentos privados em obras de infra-estrutura.Este é o filme que se deseja assistir para que o Brasil, enfim, possa consolidar seu processo de crescimento acelerado, com uma economia que opere de forma mais saudável e sem ameaças à sua estabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-8764653073112141477?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/8764653073112141477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=8764653073112141477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/8764653073112141477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/8764653073112141477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/08/s-continuidade-do-ajuste-fiscal.html' title='Só a continuidade do ajuste fiscal sustentará o crescimento de longo prazo do Brasil'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-3176080968586685425</id><published>2007-05-03T10:00:00.000-07:00</published><updated>2007-05-03T10:01:38.780-07:00</updated><title type='text'>Para pensar ...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Nunca como hoje, na iminência de uma crise ministerial já prevista há algum tempo, pairaram no horizonte político tantas dúvidas sobre os cidadãos que mais provavelmente serão chamados a ocupar os primeiros cargos administrativos da nação. Nunca as opiniões estiveram tão divididas na política nacional e mais incoerentes, Mesmo aqueles que deveriam ser reconhecidos por sua idoneidade têm se caracterizado tanto por prós quanto por contras em suas condutas, o que aumenta as dúvidas da população do império".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editorial do Jornal do Commercio em 18 de abril de 1857.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-3176080968586685425?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/3176080968586685425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=3176080968586685425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/3176080968586685425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/3176080968586685425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/05/para-pensar.html' title='Para pensar ...'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-1200078684308119476</id><published>2007-04-16T10:22:00.000-07:00</published><updated>2007-04-16T10:26:27.590-07:00</updated><title type='text'>Há saída para a armadilha de câmbio na qual o Brasil está metido</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* artigo publicado nos sites Via Política (&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.viapolitica.com.br"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.viapolitica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;) e SR Journal (&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.srjournal.com.br"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.srjournal.com.br&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os preços internos e a taxa de juros são quem dão o sinal sobre a confiança na moeda nacional. A atual conjuntura - produzida por um erro de diagnósticos dos responsáveis pela condução da política econômica - força o Banco Central a comprar moedas estrangeiras. Uma dinâmica que retroalimenta a valorização do real. A principal razão está associada ao padrão político de governo, que mantém juros altos para dar legitimidade a um déficit fiscal ainda persistente. Assim, o Banco Central trabalha com um juro que suporta o desequilíbrio fiscal de modo não inflacionário, através de uma taxa elevadíssima, capaz de: (a) atrair capitais de fora, especulativamente; (b) conter o gasto total, e do setor privado em especial (abrindo espaço para o gasto público); e (c) criando um colchão de oferta de produtos, ao câmbio valorizado, que previnem elevações dos preços internos. É assim que se consegue estabilidade de preços, mesmo se gastando acima das possibilidades orçamentárias do Brasil. Essa solução inibe o ritmo da produção nacional privada. Há um risco político aí embutido, pois esta equação pode estender sua “sustentabilidade” enquanto houver uma demanda internacional crescente por bens, serviços e até pela moeda brasileira. Manter este desequilíbrio é uma condução imprudente, ainda que o Brasil tenha diminuído sua vulnerabilidade externa, reduzindo as proporções dívida/PIB e dívida externa/exportações, passando a ter um resultado de balanço de pagamentos - saldo entre os fluxos comerciais, financeiros e de rendas - superavitário, e eliminando os passivos internos em dólar. O risco cambial existe, apesar de todas essas vantagens. O forte fluxo das exportações brasileiras (motivado, sobretudo, pela acentuada elevação dos preços internacionais das commodities) não é o único fator responsável pela valorização da taxa de câmbio. A taxa de câmbio não está encontrando seu nível de equilíbrio por conta do forte influxo de capitais estrangeiros, que entram via conta financeira do balanço de pagamentos. O investidor estrangeiro continua buscando a remuneração paga por este nível desproporcional de juros. Isto neutraliza o ajuste de câmbio que ocorreria via conta comercial (exportações e importações). Com a queda abrupta do risco-país, a taxa de juros de equilíbrio reduziu-se rapidamente, e essa redução não foi acompanhada por um correspondente declínio da taxa básica de juros praticada domesticamente (Selic). Empiricamente, pode-se ver como os juros básicos estão mais elevados do que o nível de equilíbrio; nisso reside uma das principais causas dos desajustes da economia brasileira. O somatório da taxa nominal de juros nos Estados Unidos (5,25% ao ano) com o EMBI Brasil (Emerging Markets Bond Index), abaixo de 175 pontos-base, indica que o país pode operar com juros reais de cerca de 7% ao ano, no lugar do presente patamar de 8,5%. Com juros reais de equilíbrio girando em torno de 7%, e com uma meta de inflação fixada em 4,5%, seria possível, sem transtorno para a estabilidade monetária, praticar-se uma taxa Selic de 11,5% ao ano. Em outros termos, há espaço para que os juros voltem a ter corte de 0,5 ponto percentual, sem comprometimento da meta de inflação. Com base em um modelo econométrico de câmbio, desenvolvido pela RC Consultores, fez-se um exercício sobre a evolução da taxa, buscando-se identificar as relações entre o câmbio e as chamadas variáveis de “controle” (juros internos, intervenções do Bacen via compra/venda de reservas, colocação de bônus no exterior e percepção externa de risco). Concluiu-se que a continuidade da atual política de juros (cortes de 0,25%), combinada à manutenção das reservas em US$ 110 bilhões e à manutenção do risco-país em 160 pontos-base, levará a taxa de câmbio a convergir para R$ 1,90 por dólar até o terceiro trimestre. Quando a condução da política de juros é excessivamente conservadora, a valorização cambial esperada sempre aumenta se o corte de juros do Copom é inferior ao projetado pelo mercado, porque o investidor estrangeiro que está no Brasil passa a estimar uma valorização cambial que lhe corresponderá a um ganho extra, o qual se agregará ao ganho financeiro direto embutido na operação. Nos últimos anos, houve determinados momentos nos quais a remuneração do investidor chegou a ser até seis vezes maior do que o custo de oportunidade embutido na operação (juro real de equilíbrio, em reais). Logo, sobram evidências de que o centro da distorção cambial é a taxa de juros, assim como sobram exemplos de que há margem para correção. A questão, entretanto, é como corrigir? Em que dose? Como se pode ajustar essa distorção sem comprometer as expectativas do mercado? Um ajuste abrupto (por exemplo: corte de 1,0 ponto percentual, ou mais, na Selic, em uma só reunião do Copom) poderia levar à descrença do mercado em relação à manutenção dos fundamentos da economia. O tiro poderia sair pela culatra. A saída clássica seria através de um aperto no torniquete fiscal. Sem tanta pressão do gasto público sobre a demanda, não seria mais necessário manter juros anormalmente elevados para equilibrar preços. Seria, por exemplo, a estratégia do “déficit nominal zero”, cuja eficiência é mais do que testada e comprovada em vários países. Há outras estratégias que também teriam efeito positivo. A liberalização nas regras de conversão cambial pelos exportadores, ainda mais aprofundada do que a já feita no fim de 2006. A retenção de dólares pelos exportadores poderia passar a 50% imediatamente e, gradualmente, até 100%. Outra iniciativa seria a criação de uma lei que obrigasse a permanência por um tempo mais longo do capital estrangeiro aqui investido. Uma terceira seria a criação de um mercado offshore, através de uma legislação diferenciada, dentro do Brasil. Expressivos resultados também adviriam de uma significativa redução do recolhimento compulsório sobre depósitos à vista. Tal redução poderia começar pela flexibilização imediata desse percentual, quando da sua aplicação em créditos em regiões mais carentes de irrigação financeira. Jogaria liquidez na economia, impulsionaria de forma mais expressiva o mercado de crédito, e abriria mais espaço para uma redução da taxa de juros praticada. Todas essas opções passam por se estabelecer como critério essencial à equalização do tratamento tributário entre investidores locais e estrangeiros. Equacionando esses gargalos, desatar-se-ia o nó do desequilíbrio entre câmbio e juros, levando o nível do real a um patamar mais competitivo para o setor produtivo&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-1200078684308119476?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/1200078684308119476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=1200078684308119476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/1200078684308119476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/1200078684308119476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/04/h-sada-para-armadilha-de-cmbio-na-qual.html' title='Há saída para a armadilha de câmbio na qual o Brasil está metido'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-3433264609851919042</id><published>2007-04-13T12:59:00.000-07:00</published><updated>2007-04-13T13:04:05.380-07:00</updated><title type='text'>Nada abala "viés parcimonioso" do Copom</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* matéria publicada no VALOR ECONÔMICO em 12 de abril de 2007&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A substituição do diretor de Política Monetária do Banco Central, a aproximação do dólar da barreira dos R$ 2,00 e o tom imprevisto da última ata do Federal Reserve (Fed) não alteram a tendência de o Comitê de Politica Monetária (Copom), que volta a se reunir na próxima quarta-feira, de manter em 0,25 ponto a velocidade de queda da taxa Selic. Esta é a projeção de 11 dos 12 analistas consultados ontem pelo Valor. A decisão de cortar a Selic de 12,75% para 12,50%, por já ter sido amplamente sinalizada pelo BC, tende a ser cumprida no dia 18. Mas a maioria dos analistas considera provável que o Copom volte ao ritmo anterior de queda, de 0,50 ponto, no encontro seguinte, marcado para 6 de junho, desde que os mercados internacionais não piorem até lá, provocando alta do dólar, por causa da indicação do Fed de que poderá voltar a subir o juro. &lt;br /&gt;A maior parte dos especialistas entende que a troca no comando da diretoria de Política Monetária altera o perfil conservador do Copom. Paulo Tenani, estrategista do UBS Wealth Management, diz que, gradativamente, a diretoria do BC "vai convergindo para uma composição mais adaptada a uma realidade de juros mais baixos". No seu entender, podem estar aumentando as chances de um retorno dos cortes de 0,50 ponto, "se não nesta, nas próximas reuniões". Isto não tem influência imediata sobre a tendência do dólar, já que o diferencial de juros persistirá muito amplo. Apenas quando a Selic cair abaixo de 10%, o viés de apreciação poderá ser mudado. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O economista-chefe da RC Consultores, Marcel Pereira, acredita que, tecnicamente, a revisão do PIB dá margem, mesmo com todo o conservadorismo e a cautela do Copom, para um ritmo mais acentuado nos cortes. O Copom poderia perfeitamente já cortar 0,50 agora e se explicar depois na ata. "Mas o Comitê não tem trabalhado assim. Por isso, a tendência é de virem com mais um 0,25 ponto", diz Pereira. Se o Copom acreditar que poderá voltar ao ritmo de 0,50 ponto, abandonado em janeiro, só o fará depois que sinalizar em ata essa intenção. É por esta razão que o mercado está, operacionalmente, mais interessado no que acontecerá dia 26 (divulgação da ata) do que na reunião do dia 18, o da decisão em si&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;O consultor Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor - único dos analistas ouvidos pelo Valor que defende para já o corte de 0,50 ponto - argumenta que todos os fatores indicam a necessidade de o Copom voltar a acelerar a velocidade de queda da Selic. A revisão do PIB de 2006 mostrou ao BC que ele não tem de temer, como demonstrou nas últimas atas do Copom, os efeitos retardados das baixas já feitas no juro básico sobre a atividade econômica. O Copom cortou a Selic ao longo de 2006 e a inflação não explodiu apesar de o PIB ter crescido 3,7%, acima do ponto de equilíbrio anterior, a barreira de 3,5% considerada dogma pelo BC. O retorno do ritmo de 0,50 ponto é importante também porque, na visão de Daoud, irá acentuar a curva negativa do juro futuro. E isso já passará a inibir as arbitragens cuja conseqüência é a derrubada do dólar à vista. &lt;br /&gt;O chefe de análises da CMA, Luiz Francisco Rogê Ferreira, diz que não é do interesse do BC agir monetariamente para desvalorizar o real. "Certamente a economia crescerá mais aceleradamente daqui para a frente, mas ainda baseado fortemente no consumo. Se avaliarmos o efeito que um câmbio sobrevalorizado pode ter sobre a inflação, entendemos porque o BC não tem interesse em ter o câmbio desvalorizado", diz o economista. &lt;br /&gt;O economista da MB Associados Sergio Vale acredita que os dois fatores que mudaram significativamente desde a última reunião do Copom - o novo PIB e o câmbio mais apreciado - "não me parecem motivos fortes" para o BC voltar atrás agora em sua decisão de conduzir a política monetária com pendor parcimonioso. "Acredito que o BC vai seguir sua própria máxima de esperar os efeitos maiores do afrouxamento que ele já fez. O argumento de que a Selic já caiu muito e que o BC espera o resultado disso na atividade deve continuar sendo usado com mais intensidade", diz Vale. A volatilidade dos mercados internacionais também pesa na preservação da cautela. &lt;br /&gt;Paulo Valente, da Profit Consultoria, integra o vasto time de analistas que crava aposta seca de mais um corte de 0,25 ponto, mas pessoalmente acredita que a velocidade da baixa deveria aumentar. Mas prevalece a prudência no BC, na sua opinião, porque não "há no Brasil uma experiência clara do que é uma taxa de juros real baixa ex-ante, isto é, a taxa esperada para o futuro com a inflação atual ou projetada", diz Valente. Mas, no seu entender, "está na hora de provarmos qual o limite inferior dos juros no equilíbrio brasileiro". Se eventualmente houver um "excesso de queda" mais à frente há sempre o recurso de manter a taxa ou até fazer um pequeno ajuste para cima. O mundo não vai desabar por causa disso, nem o BC perder sua credibilidade&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-3433264609851919042?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/3433264609851919042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=3433264609851919042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/3433264609851919042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/3433264609851919042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/04/nada-abala-vis-parcimonioso-do-copom.html' title='Nada abala &quot;viés parcimonioso&quot; do Copom'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-7038362313679460777</id><published>2007-03-28T13:13:00.000-07:00</published><updated>2007-03-28T13:20:55.704-07:00</updated><title type='text'>PIB “revisitado” não reverteu o mau desempenho relativo do Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Foi divulgado nesta quarta-feira, 28 de março, o resultado revisado do PIB em 2006. Semana passada já se havia sido apresentado a revisão do desempenho entre 2000 e 2005. Com estes resultados, a taxa média de crescimento real na primeira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 2,7% ao ano para 3,3% ao ano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O melhor desempenho, entretanto, não é suficiente para reverter o mau resultado relativo do Brasil frente ao resto da economia mundial. Segundo os dados do FMI, entre 2003 e 2006, a economia mundial, “surfando a onda” da abundância de liquidez nos mercados globais, cresceu, em média, 4,9% ao ano. Ou seja, o Brasil cresceu, por ano, somente 0,69 vez o que o mundo cresceu neste período.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se comparado às quatro gestões anteriores que estiveram à frente da Presidência da República, considerando os mandatos de Fernando Collor de Melo e Itamar Franco como uma só gestão, não há melhoria (ver gráfico abaixo).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Portanto, nem tudo é positivo na constatação de que o Brasil cresceu mais do que se pensava nos últimos anos. O diagnóstico de que desajustes no modelo econômico estão “apertando o torniquete” mais do que seria necessário, permanece válido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A nova metodologia adotada pelo IBGE aperfeiçoou o sistema de coletas de informação, incorporando ao cálculo do PIB uma maior base de dados. Dentre as principais mudanças de metodologia, destacam-se: redefinição da composição de formação bruta de capital fixo (investimentos diretos) e a incorporação de serviços novos (como: processamento de dados, banco de dados e distribuição on-line, atividades de áudio-visual e cinematográficas, e agências de notícias).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Na composição da taxa de investimentos, diminuiu-se a participação da construção civil e aumentou-se a de máquinas e equipamentos.&lt;br /&gt;A incorporação de novos serviços levou a expansões maiores, concentradas em “comércio” e “consumo das famílias”. O agregado do setor de serviços aumentou sua participação total na formação do PIB de cerca de 55% para cerca de 65%. Este foi o fator mais expressivo na geração de uma taxa de crescimento maior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O terceiro fator a gerar expansão maior neste período foi o setor público (que corresponde à cerca de 15% no resultado do PIB). A depreciação dos ativos do governo passou a ser agregada como “consumo do governo”. O valor da produção governamental passou a ser a soma entre: gastos de custeio, remunerações de funcionários e consumo do capital fixo (depreciação).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Em 2006, essa mudança fez a taxa de crescimento real da economia subir de 2,9% para 3,7%. O setor de serviços, que subira 2,4% na metodologia antiga, acumulou alta de 3,7%. A administração pública, que crescera 2,1% no resultado anterior, agora cresceu 3,1%. No consumo, o do governo subiu de 2,1% para 3,6% e o das famílias de 3,8% para 4,3%. As mudanças nos três setores da economia foram as seguintes: agropecuária de 3,2% para 4,1%, indústria de 2,8% para 3,0% e serviços (já citado) de 2,4% para 3,7%.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Quanto à obtenção do &lt;em&gt;Investment Grade: a&lt;/em&gt; melhoria no resultado do PIB dos últimos anos não altera minha expectativa quanto à obtenção do grau de investimento pelo Brasil, ainda que melhore o resultado do indicador onde o país tem maior debilidade: a proporção entre a dívida e o PIB. O Brasil deverá conquistar o “triplo B menos”, nota mínima para a classificação como grau de investimento, em 2009. Havendo uma grande possibilidade de um &lt;em&gt;upgrade&lt;/em&gt; nas agências para “duplo B mais” antes do fim de 2007, deixando o país a apenas um degrau do posto almejado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A relação entre a dívida líquida e o PIB foi reduzida, com a revisão da metodologia feita pelo IBGE, de 49,7% para 46,5%. O nível que consideramos ideal para a obtenção do &lt;em&gt;investment grade&lt;/em&gt; é abaixo de 40%. O dado revisado do PIB, por um lado reduz a proporção dívida/PIB no presente, mas por outro, reduz a velocidade da redução deste indicador anteriormente projetada. Com um PIB maior, reduz-se o resultado do superávit primário, sendo este menor do que aquele que antes utilizava-se na conta. A trajetória rumo ao nível inferior a 40% fica sendo, grosso modo, praticamente a mesma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O outro indicador a representar uma debilidade na obtenção da nota é a proporção de títulos prefixados na composição da dívida mobiliária. Este resultado não sofre alterações com o PIB maior. Hoje, os papéis prefixados representam cerca de 32% da dívida, bem abaixo do nível de qualidade na administração da dívida que consideramos a vulnerabilidade mínima compatível ao grau de investimento: 50%. Por essas razões, sustento minha aposta. O Brasil deverá conseguir atingir a nota que lhe garantirá o &lt;em&gt;investment grade&lt;/em&gt; em 2009&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-7038362313679460777?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/7038362313679460777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=7038362313679460777' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/7038362313679460777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/7038362313679460777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/03/foi-divulgado-nesta-quarta-feira-28-de.html' title='PIB “revisitado” não reverteu o mau desempenho relativo do Brasil'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-8165682906638465396</id><published>2007-03-28T13:11:00.000-07:00</published><updated>2007-03-28T13:13:05.725-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RgrMSlyB21I/AAAAAAAAAAc/CMYSB6xbDTk/s1600-h/imagem+1.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047070952173722450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RgrMSlyB21I/AAAAAAAAAAc/CMYSB6xbDTk/s400/imagem+1.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-8165682906638465396?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/8165682906638465396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=8165682906638465396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/8165682906638465396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/8165682906638465396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/03/blog-post_6792.html' title=''/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RgrMSlyB21I/AAAAAAAAAAc/CMYSB6xbDTk/s72-c/imagem+1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-7911416539608989988</id><published>2007-03-28T13:10:00.000-07:00</published><updated>2007-03-28T13:20:01.181-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RgrN51yB22I/AAAAAAAAAAk/cYNA4pI7qJY/s1600-h/imagem+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047072725995215714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RgrN51yB22I/AAAAAAAAAAk/cYNA4pI7qJY/s400/imagem+2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-7911416539608989988?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/7911416539608989988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=7911416539608989988' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/7911416539608989988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/7911416539608989988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/03/blog-post_28.html' title=''/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RgrN51yB22I/AAAAAAAAAAk/cYNA4pI7qJY/s72-c/imagem+2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-7249798975834989981</id><published>2007-03-21T07:15:00.000-07:00</published><updated>2007-03-21T07:19:18.223-07:00</updated><title type='text'>Tensão pré-Fomc trava mercados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* coluna de Luiz Sérgio Guimarães no VALOR ECONÔMICO de 21 de março de 2007.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A tensa expectativa que cerca a reunião de hoje do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês) do Federal Reserve (Fed) travou a maior parte dos mercados e segurou a queda do dólar. Os investidores optaram por não ampliar as suas apostas. A maior parte dos analistas não prevê mudanças significativas no comunicado pós-reunião - juro básico mantido em 5,25% e insistência na preocupação do Fed com as pressões inflacionárias, relegando para segundo plano os sinais de desaceleração econômica -, mas não quiseram ontem se comprometer operacionalmente com esta crença.&lt;br /&gt;Poucos investidores assumem um viés mais otimista. Uma nota pós-Fomc adepta da idéia de que a inflação caminhará naturalmente para um patamar anual abaixo de 2% e de que a atividade econômica irá desaquecer-se apenas moderadamente será capaz de restaurar a euforia nos vários mercados. Mas não se descarta o oposto disso, a adoção de um tom bem mais sombrio em nota carregada de advertências. Na dúvida, os mercados não saíram do zero-a-zero ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dólar cai a R$ 2,0780 e chega ao piso do ano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em pregão de reduzida volatilidade, a maior parte dos contratos futuros de juros negociados na BM&amp;amp;F fechou estável ontem. A exceção foi o contrato mais negociado, para janeiro de 2009, que cedeu 0,01 ponto, para 11,79%. O risco-país permaneceu sem alteração, a 185 pontos-base, durante a maior parte do dia. E o dólar caiu apenas 0,04%, cotado a R$ 2,0780, o mesmo valor do piso do ano, marcado no dia 21 de fevereiro. O menor preço anterior a este, de R$ 2,0610, foi alcançado em 10 de maio de 2006, justamente em dia de reunião do Fomc.&lt;br /&gt;Se o Fomc descartar a possibilidade de recessão no fim do ano, assumindo uma visão anti-Greenspan, o fluxo de dólares em direção ao Brasil será ampliado. &lt;strong&gt;A RC Consultores acredita que&lt;/strong&gt;, se a política monetária não for alterada, o dólar poderá chegar a R$ 1,90 até o terceiro trimestre. A consultoria desenvolveu modelo econométrico considerando manutenção do ritmo de queda da taxa Selic em 0,25 ponto por reunião do Copom, reservas internacionais acima de US$ 100 bilhões e risco-país com tendência a cair a 160 pontos-base. A variável-chave é a velocidade de corte do juro básico. Pelo modelo, se o BC restaurasse o compasso de 0,50 ponto de queda, o dólar não teria forças para cair abaixo de R$ 2,10 no penúltimo trimestre de 2007.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A RC Consultores argumenta que&lt;/strong&gt; não haveria conseqüências nocivas à inflação se o Copom voltasse a diminuir a Selic ao ritmo de 0,50 ponto. Isso porque a taxa ainda carrega uma gordura considerável. O BC poderia reduzir o juro real para a faixa de 7% (hoje está em 8,5%) sem medo de provocar fuga de capitais estrangeiros. Esse juro real de 7% é o que os investidores aceitam sem aversões para adquirir papéis brasileiros lá fora, pois é o resultado da soma da taxa básica americana (5,25%) e do risco-país (ontem de 185 pontos-base). Este ganho real de 7,10% mais a expectativa de IPCA para o acumulado do ano de 3,87%, segundo o boletim Focus, equivale a uma Selic de 11,24%. Ou seja, o juro básico brasileiro poderia cair 1,5 ponto sem gerar instabilidades cambiais. Isto, se o BC quiser, de fato, cumprir a meta de inflação de 4,5% para este ano. Mas &lt;strong&gt;a RC desconfia que&lt;/strong&gt; os seus planos são outros. "Claramente, há outra orientação na condução da política monetária, cujo propósito não é mais, apenas, o de atingir os 4,5% de inflação. Essa mudança é altamente significativa", diz &lt;strong&gt;Marcel Pereira, economista-chefe da consultoria&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Como a ata do Copom sinalizou a continuidade, não se sabe até quando, do ritmo de 0,25 ponto, muito em breve, segundo &lt;strong&gt;Pereira&lt;/strong&gt;, o dólar estará abaixo de R$ 2,00. "A conseqüência será uma menor aceleração do crescimento da economia, já que os preços dos produtos brasileiros ficam menos competitivos no mercado externo e os juros domésticos enxugam liquidez no mercado interno", &lt;strong&gt;diz o economista&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Diante do conteúdo conservador da ata do Copom e da melhora constatada no cenário externo, LCA alerta que poderá alterar as projeções de Selic e de taxa de câmbio para o final do ano incorporadas em seu cenário básico. Por ora, ainda mantém estimativa de 10,75% para a taxa básica e de R$ 2,25 para o dólar, ambas das mais otimistas do mercado.&lt;br /&gt;O BC irá realizar hoje à tarde pesquisa junto aos seus 17 dealers de câmbio para conhecer o interesse dos credores em renovar os contratos de swaps cambiais reversos que irão vencer no dia 2 de abril. A consulta é pró-forma. Na verdade, como os contratos rendem a Selic e esta paga o maior juro real do mundo, os bancos sempre estão interessados em revalidá-los. O estoque total de swaps reversos em poder dos bancos alcança US$ 12 bilhões&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-7249798975834989981?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/7249798975834989981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=7249798975834989981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/7249798975834989981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/7249798975834989981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/03/tenso-pr-fomc-trava-mercados.html' title='Tensão pré-Fomc trava mercados'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-4825955981562107281</id><published>2007-03-21T07:08:00.000-07:00</published><updated>2007-03-21T07:11:47.541-07:00</updated><title type='text'>JUROS: há espaço para corte maior (novos indícios)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Recorrentemente, temos batido nesta tecla. É importante insistir - e sempre demonstrar com novas evidências – que os juros básicos estão, ainda, muito elevados e nisso reside uma das principais causas dos desajustes da economia brasileira. Torna-se ainda mais válido retornar ao tema após a divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).&lt;br /&gt;O argumento central já foi mostrado outras vezes: o somatório da taxa nominal de juros nos Estados Unidos (5,25% ao ano) com o EMBI Brasil (abaixo de 200 pontos-base) indica que o país pode operar com juros reais de cerca de 7% ao ano, no lugar do presente patamar de 8,5%.&lt;br /&gt;Se os juros reais de equilíbrio giram em torno de 7% e a meta de inflação está fixada em 4,5%, seria possível, sem transtorno para a estabilidade monetária, praticar-se uma taxa Selic de 11,5% ao ano, abaixo, portanto, dos atuais 12,75% ao ano. Em outros termos, há espaço para que os juros voltem a ter corte de 0,5 ponto percentual, sem comprometimento da meta de inflação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Esse argumento ganha ainda mais sustentação quando o próprio Copom observa que &lt;em&gt;“a despeito da perspectiva de consolidação de um ambiente de menor liquidez global, em virtude dos efeitos dos processos de elevação das taxas de juros nas economias industrializadas, e do recente, e possivelmente temporário, aumento de volatilidade nos mercados globais, o cenário externo continua favorável”&lt;/em&gt; (tópico 18 da ata).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O Copom, contudo, não vê a existência de espaço para cortes maiores. Desde janeiro, o comitê alterou o ritmo de queda da Selic de 0,5 p.p. para 0,25 p.p. e, na ata divulgada na última quinta-feira, sentenciou: &lt;em&gt;“os efeitos defasados dos cortes de juros sobre uma demanda agregada que já cresce a taxas robustas se somarão a outros fatores que continuarão contribuindo de maneira importante para a sua expansão. Essas considerações se tornam ainda mais relevantes quando se levam em conta os sinais de demanda aquecida, as pressões sobre a inflação no curto prazo, e o fato de que as decisões de política monetária passarão a ter impactos concentrados no segundo semestre de 2007 e, progressivamente, em 2008”&lt;/em&gt; (tópico 22 da ata).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O mercado enxerga espaços para um corte maior. As expectativas para o IPCA, acumulado doze meses à frente, mostram que bancos, consultorias e instituições do mercado financeiro estão vendo uma dinâmica diferente da vista pelo Copom. Quando o ritmo de corte foi alterado, em janeiro, o comportamento das expectativas de inflação inverteu a tendência de alta (que convergia em direção ao centro da meta) e voltou a apontar para baixo (é o que mostram as linhas pontilhadas no gráfico a seguir).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Claramente, há outra orientação na condução da política monetária, cujo propósito não é mais, apenas, o de atingir os 4,5% de inflação. Essa mudança é altamente significativa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Este desajuste na condução das políticas econômicas gera distorções custosas. Sobretudo para o setor produtivo. No momento, a pior conseqüência é a taxa de câmbio. Há algumas semanas, a RC Consultores usou um modelo econométrico - por nós desenvolvido - para explicar que a continuidade na atual política de juros (cortes de 0,25 p.p.), combinada a um acúmulo de reservas em nível superior a US$ 100 bilhões e somada à tendência de queda do risco-país para 160 pontos-base, empurraria a taxa de câmbio para R$ 1,90 por dólar. Ela poderá atingir este patamar, se nada mudar, até o terceiro trimestre.&lt;br /&gt;Usando este mesmo modelo, se o ritmo de corte da Selic fosse de 0,5 p.p. ao mês desde janeiro - mantidas as premissas com relação às reservas e ao nível de risco-país -, a taxa de câmbio, no terceiro trimestre, estaria projetada em R$ 2,10, próxima ao atual nível.&lt;br /&gt;A taxa de câmbio não está encontrando seu nível de equilíbrio por conta do forte influxo de capitais estrangeiros, que entram via conta financeira do balanço de pagamentos. O investidor estrangeiro continua buscando a remuneração paga por este nível desproporcional de juros. Isto neutraliza o ajuste de câmbio que ocorreria via conta comercial (exportações e importações).&lt;br /&gt;A ata do Copom, entretanto, deixa claro que a tendência para as próximas reuniões do comitê é de manutenção no ritmo de cortes na escala de 0,25 p.p. Neste contexto, muito em breve a taxa de câmbio estará abaixo de R$ 2,00 por dólar.A conseqüência será uma menor aceleração do crescimento da economia, já que os preços dos produtos brasileiros ficam menos competitivos no mercado externo e os juros domésticos enxugam liquidez no mercado interno&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-4825955981562107281?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/4825955981562107281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=4825955981562107281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/4825955981562107281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/4825955981562107281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/03/juros-h-espao-para-corte-maior-novos.html' title='JUROS: há espaço para corte maior (novos indícios)'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-6799788506300890113</id><published>2007-03-21T07:01:00.000-07:00</published><updated>2007-03-21T07:08:42.160-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RgE8AjTcW5I/AAAAAAAAAAM/k08YLnNTRlQ/s1600-h/cambio-juros.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044379037806123922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RgE8AjTcW5I/AAAAAAAAAAM/k08YLnNTRlQ/s400/cambio-juros.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-6799788506300890113?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/6799788506300890113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=6799788506300890113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/6799788506300890113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/6799788506300890113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/03/blog-post.html' title=''/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ISBPm2ystPE/RgE8AjTcW5I/AAAAAAAAAAM/k08YLnNTRlQ/s72-c/cambio-juros.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-1497265333468073383</id><published>2007-03-06T11:31:00.000-08:00</published><updated>2007-03-06T11:35:52.145-08:00</updated><title type='text'>Onde há e onde não há razão para o ‘pânico’ instalado no mercado financeiro global</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* Este artigo foi publicado no SR Journal (&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.srjournal.com.br"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.srjournal.com.br&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Os últimos dias foram muito agitados, com muita tensão nos mercados financeiros globais. A poeira ainda não baixou, mas já há um pouco mais de base para a análise das causas e conseqüências por trás desta recente turbulência.&lt;br /&gt;Há dois grandes atores nesta tensa conjuntura: China e Estados Unidos. Ambos são casos interligados, porém, com suas particularidades. A China foi o estopim da tensão, mas o centro da questão está nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Tudo começou na China, com o anúncio de que o Governo fará um esforço maior para enxugar parte do excesso de liquidez de sua economia, visando aumentar a rigidez das regras para concessão de crédito e melhorar a qualidade dos empréstimos concedidos.&lt;br /&gt;O Governo Chinês transmitiu a seguinte mensagem de que pretende amenizar o atual ritmo de crescimento para estendê-lo por mais tempo. Foi o suficiente para a deflagração de um movimento de “manada”, aumentando a aversão ao risco em todos os mercados.&lt;br /&gt;A China manterá um ritmo ainda forte de crescimento, mesmo com as medidas de contenção de crédito atingindo seu objetivo. O PIB chinês ainda continuará crescendo na faixa de mais de 8% ao ano (ligeiramente abaixo da taxa de 10% ao ano na qual atualmente evolui).&lt;br /&gt;O efeito primário desta expectativa de uma leve desaceleração chinesa atingiu as ações das companhias exportadoras de commodities, uma vez que a China é a principal consumidora de commodities do mercado internacional. A perspectiva de um eventual declínio do seu nível de atividade econômica gerou sensível retração, em escala mundial, do preço das ações de empresas ligadas a exportação destes produtos básicos.&lt;br /&gt;Os investidores, juntamente, aproveitaram a instalação desta conjuntura para correr em direção a uma mega-operação global de realização de lucros. Houve em todas as Bolsas, portanto, um movimento de ajuste de preços dentro um ambiente com grande fartura de liquidez. Trata-se, de um momento de rearranjo da carteira de apostas, apropriando-se antes dos resultados positivos obtidos pelos investimentos realizados durante o longo período de bonança.&lt;br /&gt;É interessante reparar um caráter nesta crise: A cotação do ouro recuou fortemente, a despeito da crise financeira internacional. O preço da commodity despencou 6% em uma semana. Este fato chama a atenção, dando uma cara mais de caráter especulativo do que de crise de confiança à atual crise. Em momentos de crise de confiança, a tendência é que a demanda por ouro cresça, já que este é um ativo de alta liquidez, uma reserva anti-risco. O mercado parece estar precificando uma turbulência e um nível de risco inexistentes há 10 dias. Daqui para frente, não há indícios de que a liquidez terá drástica redução. A China seguirá crescendo em bom ritmo, e mantendo, assim, a demanda global aquecida. Mas no caso de um cenário com menor crescimento chinês, será colocado em pauta outro ponto da conjuntura internacional: a China tem sido a grande financiadora do déficit dos Estados Unidos. Crescendo menos, seu apetite por títulos públicos norte-americanos diminuiria&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-1497265333468073383?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/1497265333468073383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=1497265333468073383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/1497265333468073383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/1497265333468073383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/03/onde-h-e-onde-no-h-razo-para-o-pnico.html' title='Onde há e onde não há razão para o ‘pânico’ instalado no mercado financeiro global'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-5028760179866611566</id><published>2007-02-28T12:18:00.000-08:00</published><updated>2007-02-28T12:21:16.291-08:00</updated><title type='text'>Explicação para a turbulência da terça-feira (27/02)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#330099;"&gt;&lt;em&gt;Chega ao fim um dia de extrema tensão nos mercados financeiros internacionais. O dia já começou com sinais de tensão após o ataque terrorista a uma base norte-americana no Afeganistão, cujo alvo era o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney. Uma cereja a mais num ambiente já nervoso pelo acirramento de posições entre a ONU e o Irã, que nos últimas dias gerara novas pressões sobre o preço do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gatilho da tensão, entretanto, foi disparado ainda mais ao Oriente. Na China, o anúncio de que o Governo fará um esforço maior para enxugar parte do excesso de  liquidez em sua economia, aumentando a rigidez das regras para concessão de crédito, de forma a melhorar a qualidade dos empréstimos concedidos, provocou uma forte evasão de capitais na Bolsa de Shangai. A mensagem que o governo chinês está transmitindo com este anúncio é a de que pretende amenizar seu atual ritmo de crescimento para estendê-lo por mais tempo.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo este movimento de "euforia" e aversão a risco ocorre porque a China é a grande estrela na demanda por commodities no mercado internacional. A perspectiva de uma eventual queda de seu ritmo de crescimento econômico - com o menor volume de crédito no país gerando contenção de investimentos - gerou a forte retração, em escala mundial, das ações dependentes das empresas exportadoras de commodities.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de um cenário de maior risco, fez com que os investidores corressem para realizar uma mega-operação global de realização de lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As consequências finais só poderão ser realmente avaliadas dentro de um ou dois dias. Porém, a conjuntura internacional sugere que toda esta turbulência, ainda que forte, seja passageira. Amanhã voltaremos ao assunto, com um pouco mais de molho.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-5028760179866611566?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/5028760179866611566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=5028760179866611566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/5028760179866611566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/5028760179866611566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/02/explicao-para-turbulncia-da-tera-feira.html' title='Explicação para a turbulência da terça-feira (27/02)'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-2623776844839813842</id><published>2007-02-28T11:59:00.000-08:00</published><updated>2007-02-28T12:18:06.955-08:00</updated><title type='text'>PIB do Brasil é, de novo, lanterninha na América Latina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;Matéria publicada na Gazeta Mercantil (segunda-feira, 27 de fev de 2007)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O tamanho do Estado, com ênfase no déficit progressivo da Previdência Social, é apontado por analistas como o principal fator para que a economia brasileira figure, há anos, entre os piores resultados de expansão e o País não consiga aproveitar na sua potencialidade um dos períodos mais longos de benesse no cenário mundial. Não se compara aqui nem mesmo com os países asiáticos, mas com os próprios vizinhos como a Venezuela, com crescimento projetado de 10%, ou ainda com Peru e Uruguai, cujas estimativas de expansão são de 7,2% e 7,3%, respectivamente (veja tabela ao lado), de acordo com relatório da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Ricardo Amorim, diretor-executivo para mercados emergentes e América Latina do banco WestLB, lembra que enquanto os gastos, na média, dos países latino-americanos com previdência social do setor público são de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), no Brasil, esse percentual chega a 8% - destinados a pagar 1,2 milhão de aposentados. "É claro que esse não é o único motivo da menor expansão da economia brasileira, mas é disparado o maior problema", afirma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Marcel Pereira&lt;/strong&gt;, economista-chefe da RC Consultores, complementa sustentando que o sistema atual é insolvente e não há programa ou disposição do governo para resolver essa escalada crescente do déficit. "Temos que repetir esse mantra, pois a resolução deste problema é a base que pode fazer com que sobre mais recursos para investimentos em infra-estrutura e educação, por exemplo", ressalta &lt;strong&gt;Pereira&lt;/strong&gt;. O economista da RC Consultores ressalta ainda que o pouco de crescimento que o Brasil vem obtendo deve-se a dois fatores. O primeiro é aos bons ventos da economia mundial, que vem carregando as economias que estão "mais azeitadas", ou seja, que fizeram suas reformas estruturais. É justamente aí, diz Pereira, que o Brasil perde outra oportunidade, pois não terminou seu processo de ajuste. "Temos estabilidade da moeda, superávit primário, contenção dos déficits de estatais, estados e municípios, mas ainda falta ajustar a esfera federal". &lt;strong&gt;Pereira&lt;/strong&gt; reconhece que o perfil de gasto assistencialista sustenta a classe de mais baixa renda, que usa os recursos para sobreviver, mas ressalta que a estrutura atual faz com que não sobre recursos para investimentos públicos. "E não há crescimento sem um nível maior de investimentos do que os cerca de 20% do PIB atuais", sentencia&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-2623776844839813842?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/2623776844839813842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=2623776844839813842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2623776844839813842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/2623776844839813842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/02/pib-do-brasil-de-novo-lanterninha-na.html' title='PIB do Brasil é, de novo, lanterninha na América Latina'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-117129800451292431</id><published>2007-02-12T08:24:00.000-08:00</published><updated>2007-02-12T08:35:27.610-08:00</updated><title type='text'>Banco Central paga caro ...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* coluna de Luiz Sérgio Guimarães (Valor Econômico, 12/02/07)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Tudo o que o Banco Central quiser comprar de dólar o mercado estará disposto a vender. Isso porque o BC está pagando pela moeda americana mais do que os tesoureiros acreditam que ela valha. Após quatro dias abaixo de R$ 2,10, o dólar fechou sexta-feira a R$ 2,1090, com valorização de 0,71%, graças a pesada atuação do BC.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Para mostrar que não errou a mão monetária quando, no dia 24 de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;janeiro, cortou pela metade a velocidade de queda da Selic, o BC abandonou explicitamente o objetivo formal de suas intervenções cambiais. Ele não está mais comprando dólar com a finalidade exclusiva de "recompor as reservas cambiais". Até porque as reservas - já em US$ 93,4 bilhões - estão em patamar historicamente alto, que não precisa ser recomposto . Os leilões de compra de dólar desfechados por ele nos três últimos dias da semana passada tiveram o claro objetivo de puxar a cotação de dólar para cima. Na sexta-feira, ao aceitar 13 propostas pela taxa de corte de R$ 2,1020 e retirar do sistema cerca de US$ 600 milhões, ele conseguiu alcançar a meta de trazer de volta o dólar para cima da linha psicológica dos R$ 2,10, depois que a moeda afundou a R$ 2,0860 na terça-feira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para alegria do mercado: se o dólar vale R$ 1,90, é um excelente negócio vendê-lo ao BC por R$ 2,1020. A demonstração de força visa adicionalmente reconfirmar a tese do BC de que, se o dólar cai, é porque está entrando muito fluxo via balança comercial. Se o dólar à vista estivesse cedendo por causa das operações com a moeda fechadas nos mercados futuros - tese defendida na quinta-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para rechaçar a necessidade de um controle de capitais - as compras do BC não teriam efeito algum. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Visando ampliar ainda mais seu poder de fogo e atuar também no mercado futuro, o BC agora se prepara para voltar com os "swaps reversos". Hoje, ele faz uma pesquisa no mercado para saber a real demanda pelo instrumento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, o dólar vale R$ 1,90? Qual o preço correto e real para a moeda americana nas condições atuais da economia brasileira? Esta é a pergunta que assanha hoje o mercado financeiro pois a sua resposta vale um milhão de dólares. Quando os tesoureiros rodam os seus modelos econométricos chegam à conclusão que, em breve, o dólar estará entre R$ 1,80 e R$ 1,90. Só que, para o mercado e suas operações destinadas a maximizar aqui e agora os lucros, o futuro é hoje. E os investidores tendem a buscar o preço já.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os modelos levam em consideração, como variáveis-chave, os juros básicos, o risco-país e o volume de reservas internacionais. A peça que movimenta todo o jogo é a Selic. Se o Copom insistir, como sinalizou, no ritmo mais conservador de corte da taxa básica - de 0,25 ponto por reunião - logo o risco-país descerá a 160 pontos-base e as reservas chegarão a US$ 100 bilhões. Nessas condições, para que o dólar não bata logo nos R$ 1,90, o BC terá de comprar dólar em quantidade muito maior do que vem fazendo. A armadilha no qual o BC se colocou com a diminuição da velocidade de queda da Selic consiste no fato de que, quanto mais reservas juntar, mais baixos serão o risco-país e o dólar. Em algum momento, a coisa estoura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O &lt;strong&gt;economista-chefe da RC Consultores, Marcel Pereira&lt;/strong&gt;, diz que o fracasso do pacote cambial anunciado pela Fazenda no ano passado não é difícil de ser explicado e entendido. "O forte fluxo das exportações brasileiras - motivado pela acentuada elevação dos preços das commodities - não foi o único fator responsável pela valorização do câmbio. Com a queda abrupta do risco-país, a taxa de juros de equilíbrio reduziu-se rapidamente, porém, essa redução não foi acompanhada por um correspondente declínio da taxa Selic", diz Pereira. Faltou a Fazenda combinar com o BC.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma rápida conta feita por Pereira mostra isso. Atualmente, com uma taxa nominal de juros nos EUA de 5,25% ao ano, ao lado de um EMBI Brasil em torno de 180 pontos-base, existe espaço para que o país opere com juros reais de cerca de 7% ao ano. "Isto implica dizer que, com juros reais de equilíbrio de 7% e uma meta de inflação de 4,5%, seria possível, neste momento, praticar-se uma Selic de 11,5% ao ano, sem qualquer transtorno para a estabilidade monetária", diz o economista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resta saber se os cinco integrantes do Copom que, no dia 24 de janeiro, votaram pelo freio monetário terão a independência e a autonomia necessárias para reconhecer o erro e repará-lo no dia 7 de março (próximo Copom) por meio de uma queda de 0,75 ponto da Selic, capaz, pelo menos, de restituir a velocidade anterior. É claro que a confissão do erro presume a existência de uma vontade original em acertar. E talvez o BC tenha acertado. O cenário de dólar a R$ 1,90 terá de ser checado esta semana. O dado básico que o sustenta e que torna distorcida a política monetária brasileira é o viés de baixa posto ao juro americano pelo Federal Reserve (Fed) em sua última reunião, realizada no dia 31 de janeiro. O presidente do Fed, Ben Bernanke, dará um depoimento ao Congresso na quarta-feira e deve voltar ao tema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-117129800451292431?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/117129800451292431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=117129800451292431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/117129800451292431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/117129800451292431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/02/banco-central-paga-caro.html' title='Banco Central paga caro ...'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-117035890466274476</id><published>2007-02-01T11:40:00.000-08:00</published><updated>2007-02-01T11:42:57.836-08:00</updated><title type='text'>Os investimentos em infra-estrutura e a busca pela aceleração do desenvolvimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;* este artigo será publicado na edição de fevereiro da Revista Brazilian Business&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O PAC objetiva trazer a taxa de crescimento do país para o patamar de 5%. Há, nele, uma questão de suprema implicação política, pois, com ele, determinou-se qual régua mensurará o tamanho do êxito do segundo mandato do Presidente Lula.&lt;br /&gt;Se bem sucedido, o PAC ensejará avanço do PIB, nos próximos 4 anos, em R$ 240 bilhões adicionais ao que o País cresceria no ritmo atual. Quer dizer: cada brasileiro terá direito a 13 parcelas de R$ 100 a mais em sua renda - todos os meses mais um - permanentemente. Isso é muito mais do que qualquer Bolsa-Família. Como as condições do cenário internacional continuam excepcionalmente favoráveis, politicamente, é vencer ou vencer.&lt;br /&gt;Os meios para o alcance dos objetivos propostos são: (1) incentivar o investimento privado, (2) aumentar o investimento público em infra-estrutura e (3) remover obstáculos burocráticos, normativos e jurídicos ao crescimento.&lt;br /&gt;O mais relevante a se observar em relação às metas a serem alcançadas nas medidas, é que o Governo Federal tentou alcançar estas mesmas metas na Gestão 2003-2006, através das Parcerias Público-Privadas (PPPs), e conseguiu evoluir muito pouco.&lt;br /&gt;Seria bastante útil se refletir os porquês dos resultados insuficientes das PPPs. A maior razão dessa incapacidade de se promover a aceleração do crescimento está nos desarranjos macroeconômicos do País. As contas públicas seguem desajustadas, apesar de toda as conquistas dos últimos 10 anos. Os estados e municípios, assim como as estatais, já não pressionam mais o déficit público; porém, o déficit do governo federal segue crescendo em escala exponencial. Há vários vilões nessa escalada, impondo uma série de gastos supérfluos à escala federal. O maior de todos é a Previdência Social, que há anos está completamente insolvente, sendo sustentada pelo Governo Federal.&lt;br /&gt;Sem um ajuste nas contas públicas, não há viabilidade para a sustentação de uma expressiva redução de carga tributária, condição sine qua non para o sucesso de qualquer tentativa de aceleração da taxa de crescimento econômico.&lt;br /&gt;A principal questão relativa é: como viabilizar uma expansão de investimentos públicos sem comprometer a estabilidade fiscal? O PAC afirma ser viável eliminar certos gargalos, reduzir custos e aumentar a produtividade sem ameaças à meta de superávit primário. O meio proposto é via Empresas Estatais. Ele propõe investimentos de R$ 503,9 bilhões entre 2007 e 2010, destes R$ 436,1 bi via estatais - sobretudo da Petrobrás e da Eletrobrás -; os outros R$ 67,8 bi seriam originados no orçamento fiscal, sendo R$ 52,5 bi via PPI (Projeto Piloto de Investimentos), cujos gastos não entram na conta do superávit primário.&lt;br /&gt;Há, aí, entretanto, um problema de diagnóstico. Um programa de aceleração de crescimento precisa dinamizar o setor privado, cujos efeitos catalisadores são muito maiores. Isso se faz pela balização das expectativas do investidor privado. O Governo afirmou no PAC que será ele próprio que gerará 76% dos investimentos. A leitura disso é: “em algum momento alguém pagará essa conta”. Quem será?&lt;br /&gt;A não sinalização de reformas efetivamente estruturais não gera impacto positivo sobre as expectativas dos investidores privados. Isso gera o risco de um efeito invertido, podendo fazer o resultado final, ao invés de positivo, ser negativo.&lt;br /&gt;Outro ponto relevante são as medidas fiscais de longo prazo propostas. O cerne da proposta é utilizar a indexação dos salários do setor público como ferramenta de controle das despesas de pessoal da União. Isso é um retrocesso. Uma tentativa fútil de evitar assumir a responsabilidade de aplicar uma “mão firme” sobre os gastos públicos. Para concluir o ajuste macroeconômico, o Brasil deveria concluir o processo de desindexação, herança nefasta de tempos hiperinflacionários, jamais pensar em uma reindexação.&lt;br /&gt;O PAC, no seu âmago, é um conjunto de boas intenções, mas ainda aquém da escala necessária para se retomar um crescimento acelerado. O programa prevê um crescimento econômico de 4,5% em 2007 e de 5% nos três anos subseqüentes. O Programa é “tímido” frente a tamanho desafio.&lt;br /&gt;Em que sentido a promessa de investir R$ 50 bilhões pode ser considerada falha ou tímida? Porque, de fato, há um erro central de diagnóstico no PAC. É um equívoco conceitual, até compreensível e consertável, mas que depende de um absoluto entendimento prévio e reconhecimento tempestivo da falha. A moderna teoria macroeconômica aponta o erro nas expectativas dos agentes econômicos – os tomadores de decisão privados – que julgam, corretamente, que os anunciados aumentos de gastos – embora sendo de investimentos – representarão aumento de carga tributária e do custo financeiro (juros) para financiar o esforço do governo. Poderão pensar eles: é importante agarrar-se na própria liquidez, investindo menos e incorrendo em menos riscos e compromissos.&lt;br /&gt;A situação é potencialmente grave pelo seguinte: pela lógica oficial, se o governo investir mais, o país correrá atrás e investirá também. É a lógica Keynesiana, elaborada para um outro tipo de situação, como o da Grande Depressão nos anos 30, com armadilha de liquidez, juros baixos, crise financeira e crise de comércio. Nada disso ocorre agora. O enfrentamento, aqui, é outro: juro altíssimo, imposto sufocante, câmbio desfavorável e oportunidades ótimas fora do Brasil.O diagnóstico alternativo segue delineado e não há como se fugir dele: atacar o centro da questão, que é o próprio governo, seu alto padrão de imposto e gasto, e o alarmante custo financeiro de sua dívida pública&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-117035890466274476?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/117035890466274476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=117035890466274476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/117035890466274476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/117035890466274476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/02/os-investimentos-em-infra-estrutura-e.html' title='Os investimentos em infra-estrutura e a busca pela aceleração do desenvolvimento'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116912395061317969</id><published>2007-01-18T04:35:00.000-08:00</published><updated>2007-01-18T04:40:19.306-08:00</updated><title type='text'>Explicações para a inflação baixa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Este artigo será publicado no caderno de economia do Jornal do Brasil no próximo domingo, 21 de janeiro.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Apesar de ainda não ter conseguido reengatar a marcha do crescimento acelerado, o Brasil conseguiu dar um salto de qualidade importante na economia. O controle da inflação teve papel de destaque nessa “reengenharia”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A estabilidade de preços na Era do Real foi uma das principais peças na engrenagem do ajuste macroeconômico, com um maior controle de gastos públicos viabilizando o controle da inflação. O Brasil progrediu à medida que, além de controlar preços, conseguiu uma gradativa estabilização das contas externas a partir da mudança do regime cambial, uma significativa redução da dívida externa e uma importante melhoria na qualidade dos papéis da dívida mobiliária. Foram fatores que, juntos, proporcionaram uma importante reversão no comportamento entre dívida e PIB e solidificaram o quadro conjuntural de redução da percepção do risco sistêmico relativo à sua economia. O país inteiro ganhou com essa melhoria, todas as classes sociais sentiram a diferença no bolso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim o Brasil migrou para uma taxa de inflação baixa. O resultado do IPCA em 2006, de 3,1%, foi bem próximo ao da taxa de inflação ao consumidor dos Estados Unidos, que fechou o ano próxima a 2,5%.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas será que era necessária uma taxa tão baixa assim? Por que não um resultado mais alinhado ao centro da meta perseguida pelo Banco Central (4,5%)? Para explicá-la não basta o conteúdo econômico, é preciso descascar um viés político também. Lula aprendeu com FHC. A última vez que o Brasil teve seu IPCA inferior a 4% foi oito anos antes, em 1998, quando a inflação ficou em 1,66%. Não por coincidência, 1998 e 2006 foram os anos em que FHC e Lula conseguiram, respectivamente, ser reeleitos. Em 2007, o IPCA voltará a se alinhar a um nível próximo a estes 4,5%&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116912395061317969?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116912395061317969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116912395061317969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116912395061317969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116912395061317969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/01/explicaes-para-inflao-baixa.html' title='Explicações para a inflação baixa'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116897036967811316</id><published>2007-01-16T09:49:00.000-08:00</published><updated>2007-01-18T04:42:53.030-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;O blog, assim como o autor, esteve "fechado para balanço" entre 16 de Dezembro de 2006 e 15 de Janeiro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Neste período, no Chile, pude observar as novas peripécias socialistas da América do Sul. É sempre interessante observar as coisas por outra ótica ... mas minha opinião sobre o "socialismo venezuelano" fica para mais adiante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Jamais imaginei, no entanto, que, ao voltar, encontraria o Brasil tão propriamente desenhado com a sua cara: uma cratera gigantesca no meio de seu coração econômico-financeiro (meus pêsames às vítimas de São Paulo), uma completa "revolução anárquica" contra o poder público no centro de seu pulmão turístico (meus pêsames às vítimas do Rio de Janeiro) e a incompetência em ebulição no correr de suas veias "aéreas" (ninguém merece nossos aeroportos). E Brasília? Terá ficado alguém lá? De fato seria uma injustiça se eu fosse o único a ter tido direito a férias ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;E &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;tudo segue como antes ...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000066;"&gt;PS: na próxima vez que vá, não sei se volto ...&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116897036967811316?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116897036967811316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116897036967811316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116897036967811316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116897036967811316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2007/01/o-blog-assim-como-o-autor-esteve.html' title=''/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116523453286188056</id><published>2006-12-04T04:10:00.000-08:00</published><updated>2006-12-04T04:15:32.883-08:00</updated><title type='text'>Crescer 5% depende da conclusão dos ajustes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;artigo publicado no site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.viapolitica.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.viapolitica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; e na edição de dezembro da revista Brazilian Business&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O fato mais relevante para a economia mundial em 2006 foi a conclusão do ajuste monetário na economia dos Estados Unidos. Entre 2002 e 2005, a taxa de juros foi mantida no menor nível já registrado na história americana, jamais permanecera tão baixa por um período tão longo. Isso proporcionou uma fartura de liquidez na economia global. E as principais economias emergentes aproveitaram o forte influxo de capitais estrangeiros para acelerar seu ritmo de crescimento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O ciclo de alta na taxa de juros americana iniciou-se em julho de 2004, quando o nível de atividade interna estava aquecido e surgiu uma crescente ameaça de pressão inflacionária, imposta pela forte elevação no preço internacional do petróleo. O Federal Reserve iniciou então o processo de ajuste gradual dos juros, elevando a taxa em 0,25 ponto percentual a cada reunião. A fartura de liquidez foi gradativamente se reduzindo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;No começo de 2006, o núcleo da inflação ao consumidor dos Estados Unidos (CPI) – que exclui alimentos e energia – acumulava uma variação de 2,11% em doze meses. A taxa referencial de juros (fed target rate) estava estipulada em 4,25% (3,25 pontos percentuais acima do nível em que se encontrava em julho de 2004). Os juros fecharão o ano em 5,25% (apenas 0,65 ponto percentual abaixo da média histórica). O preço internacional do petróleo caiu bastante no segundo semestre, reduzindo a pressão sobre os preços. Entretanto, ainda paira uma ameaça de pressão inflacionária: o quadro orçamentário federal deficitário. Há algum tempo, os gastos do governo têm superado a arrecadação do Tesouro. Mais gastos significam mais transações, o que exerce pressão nos preços. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Uma outra ameaça paira sobre a economia dos EUA e é fator de risco para a economia internacional: os sucessivos déficits comerciais. Eles impõem maior dificuldade de financiamento externo. E, o que é mais ameaçador, podem significar um aumento da incerteza com relação à moeda americana. Os déficits gêmeos (fiscal e comercial) impõem o risco de que, eventualmente, bancos centrais de diversos países diversifiquem suas reservas internacionais, trocando o dólar por outros ativos (corrida contra o dólar). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Durante 2006, as incertezas quanto ao futuro político da União Européia amenizaram os efeitos de desvalorização da moeda americana. O euro oscilou durante a maior parte do ano entre US$ 1,25 e US$ 1,28. Em novembro, frente a uma crescente expectativa de nova desaceleração da atividade econômica nos Estados Unidos, a cotação do euro voltou a atingir US$ 1,30, seu maior patamar desde abril de 2005. O contraponto a essa ameaça de desaceleração da atividade, que paira sobre a economia mundial em 2007, é a manutenção de um forte aquecimento na economia da China, que tem pressionado a cotação de preços das commodities minerais e agrícolas. O gigante asiático superou as metas de crescimento colocadas pelo próprio governo. Crescendo a taxas de 10% ao ano, os chineses têm utilizado o mecanismo do comércio exterior para adquirir mais insumos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Este cenário de elevação dos preços das commodities no mercado internacional, naturalmente, favorece os países que as exportam, dentre os quais destaca-se o Brasil, mitigando, em parte, o risco de menor fluxo de liquidez no mercado de capitais global. Isso permitirá ao Brasil manter em 2007 o processo de queda na taxa nominal de juros (a Selic deve fechar o ano em 12% a.a.) com estabilidade da inflação. A taxa de juros real brasileira ainda se mantém como a mais alta do mundo. E tem tornado o Brasil o destino preferido, dentre os emergentes, para os dólares que estão sobrando no mercado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Em 2006, a valorização da moeda brasileira frente ao dólar provocou uma redução nos preços relativos dos bens comercializáveis (tradeables), trazendo duas importantes conseqüências para a economia: colocou a taxa de inflação abaixo do centro da meta e gerou estímulos às importações e desestímulos às exportações, prejudicando o saldo comercial no ano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Contudo, mesmo com este desestímulo natural do câmbio, o valor exportado pelo Brasil cresceu, por conta de um efeito preço, já que a remuneração das commodities se elevou bastante. Houve redução no volume (quantum) exportado e crescimento do montante recebido (em dólares). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Para 2007, o baixo desempenho da economia nos anos anteriores fez o presidente Lula prometer publicamente que vai fazer de tudo para crescer 5% sem ameaçar a estabilidade. Nos últimos dez anos, a média de crescimento econômico do Brasil foi de 2,3% ao ano. Nos quatro anos da primeira gestão do presidente Lula (2003-2006), essa taxa foi de 2,7% ao ano. Nos próximos quatro, projetamos um crescimento médio próximo a 3,3%. À medida que vai concluindo o ajuste macroeconômico, equacionando o déficit fiscal, mantendo a inflação sob controle, diminuindo seu nível de endividamento e sua vulnerabilidade externa, o Brasil caminha rumo a um nível de crescimento mais acelerado. A equação final para um salto definitivo que lhe permitirá equilibrar estabilidade de preços e crescimento econômico depende, entretanto, do corte de gastos supérfluos e do equacionamento do déficit da Previdência Social, ações que lhe permitiriam a redução da pesada e onerosa carga tributária sem comprometer o resultado fiscal. É isso o que se espera da gestão reeleita&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116523453286188056?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116523453286188056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116523453286188056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116523453286188056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116523453286188056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/12/crescer-5-depende-da-concluso-dos.html' title='Crescer 5% depende da conclusão dos ajustes'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116439649159510239</id><published>2006-11-24T11:26:00.000-08:00</published><updated>2006-11-24T11:30:18.236-08:00</updated><title type='text'>Renda Fixa ainda é Rainha, mas está perdendo sua Majestade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;É equivocada a visão de que foram os ajustes econômicos vividos pelo Brasil desde a implementação do Plano Real que impuseram a asfixia financeira sobre o setor produtivo. O cotejo entre a rentabilidade média das ações negociadas em bolsa e o retorno obtido na renda fixa, nos últimos trinta anos, prova que o período anterior à implementação do ajuste monetário era mais sufocante. Logo, o ajuste mostrava-se necessário, e haveria de pagar-se um preço por ele.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O cálculo desta rentabilidade busca explicitar a dimensão da perda de competitividade da atividade produtiva brasileira. O resultado mostra o tamanho das distorções da economia do Brasil. Nos últimos vinte anos, seu funcionamento esteve “de ponta cabeça”, sob uma lógica de funcionamento inversa à que seria normal em uma economia saudável: a aplicação mais rentável foi a que oferecia menos risco, e não o inverso, como reza a lógica econômica.&lt;br /&gt;Resultado: com uma rentabilidade menor das ações frente aos juros pagos na renda fixa, não há como a indústria ser competitiva e multiplicar empregos. Sem crescimento, a indústria não ganha escala e perde competitividade. Acaba não havendo incentivo à produção. A economia, estando menos dinâmica, não funciona sob regras de competição que estimulem a queda no custo de seu produto final. O mercado de capitais acaba atrofiado, sem “fôlego” para financiar a atividade produtiva.&lt;br /&gt;A indústria também perde competitividade internacional. O êxito externo só é possível em momentos nos quais há um eventual “boom” de preços no mercado internacional que compense esta distorção entre a rentabilidade dos ativos domésticos.Essa desproporção inverteu-se nos últimos anos. A rentabilidade do mercado de ações voltou a superar a da renda fixa. Só com a continuidade nos ajustes macroeconômicos será possível dar continuidade a este quadro, permitindo à economia perpetuar essa “normalidade”&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116439649159510239?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116439649159510239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116439649159510239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116439649159510239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116439649159510239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/11/renda-fixa-ainda-rainha-mas-est.html' title='Renda Fixa ainda é Rainha, mas está perdendo sua Majestade'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116439636997760583</id><published>2006-11-24T11:25:00.000-08:00</published><updated>2006-11-24T11:26:09.993-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5819/3550/1600/942973/valor.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5819/3550/400/237210/valor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116439636997760583?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116439636997760583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116439636997760583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116439636997760583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116439636997760583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116300301489805675</id><published>2006-11-08T08:22:00.000-08:00</published><updated>2006-11-08T08:23:34.926-08:00</updated><title type='text'>Expectativas para 2007</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A visão para 2007 é otimista, mas com precauções. Há muitas décadas o Brasil não começa uma gestão nova na Presidência da República sob tão baixa vulnerabilidade. A inflação está sob controle, a taxa de juros no nível mais baixo da história recente, não há um problema grave de déficit no balanço de pagamentos, a dívida externa caiu muito, a dívida interna recuou bastante como proporção do PIB e o salário mínimo voltou ao patamar em que se encontrava no final dos anos 70. O Brasil avançou muito na minimização do risco sistêmico de sua economia.&lt;br /&gt;O “colchão de reservas” está cheio. A proporção entre exportações e dívida externa, um dos mais relevantes indicadores de risco soberano, que era de 5 para 1 em 1998, está em 1,2 para 1, patamar mais próximo ao de Chile, México e Rússia, por exemplo, todos três países que já obtiveram o investment grade. A participação de papéis indexados a câmbio na composição de sua dívida mobiliária foi zerada, os indexados à selic estão diminuindo e os prefixados aumentando sua fatia. Por conta do superávit primário, a relação dívida/PIB está perto de romper 50%. Tudo isto é muito bom, e todo este cenário tende a se aprofundar durante 2007, por isso o otimismo.     Mas nem tudo são rosas. É um erro grave acreditar que o processo de ajuste macroeconômico já se concluiu e os problemas são coisa do passado. Este processo está ainda na metade do caminho. O quadro fiscal ainda é vulnerável. A inflação ainda pode voltar se o processo de reformas não andar. Se este processo não se concluir, equacionando-se o desarranjo fiscal, os desajustes externo, fiscal, monetário e de preços voltarão a médio prazo. Por isso, o país ainda não saiu da rabeira na escala de risco soberano. Está a dois degraus de obter o investment grade, patamar onde nunca antes havia estado, mas ainda na companhia de países cuja percepção de risco é alta, como Colômbia, Peru e Venezuela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116300301489805675?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116300301489805675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116300301489805675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116300301489805675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116300301489805675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/11/expectativas-para-2007.html' title='Expectativas para 2007'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116229960620795346</id><published>2006-10-31T04:51:00.000-08:00</published><updated>2006-11-01T11:24:50.723-08:00</updated><title type='text'>É um erro grave achar que o problema macroeconômico do Brasil já está equacionado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5819/3550/1600/agencias.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5819/3550/320/agencias.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O quadro acima mostra a posição do Brasil no quadro de avaliação de risco nas duas principais agências classificadoras internacionais: S&amp;P e Moody's. O Brasil segue na rabeira, enquanto outras nações emergentes "penetram" um mundo mais desenvolvido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O recente controle da inflação nos últimos anos dá ao Brasil uma falsa impressão de "problema resolvido". Ingenuidade ...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O processo de ajuste está no meio de seu processo. As contas externas estão, por hora, arrumadas. O quadro fiscal ainda é vulnerável. A inflação ainda pode voltar se o processo de reformas não andar. Se o processo não se concluir, o desarranjo externo, fiscal, monetário e de preços volta. Por isso, o país ainda não saiu da rabeira na escala de risco soberano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116229960620795346?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116229960620795346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116229960620795346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116229960620795346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116229960620795346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/10/um-erro-grave-achar-que-o-problema.html' title='É um erro grave achar que o problema macroeconômico do Brasil já está equacionado'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116180613921693800</id><published>2006-10-25T12:42:00.000-07:00</published><updated>2006-10-25T12:55:39.226-07:00</updated><title type='text'>Rio de Janeiro: mudança radical na esfera do Poder Econômico</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5819/3550/1600/Rio.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5819/3550/320/Rio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Compartilhando, no gráfico acima, algumas contas sobre a evolução da participação do PIB do município do Rio no total do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116180613921693800?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116180613921693800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116180613921693800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116180613921693800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116180613921693800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/10/rio-de-janeiro-mudana-radical-na.html' title='Rio de Janeiro: mudança radical na esfera do Poder Econômico'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116135149400826160</id><published>2006-10-20T06:30:00.000-07:00</published><updated>2006-10-20T06:41:13.396-07:00</updated><title type='text'>Brasil não terá 'Grau de Investimento' antes de 2009</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Utilizando um conjunto de cinco indicadores estratégicos como cenário para mensurar o risco soberano do Brasil, busca-se avaliar a caminhada do país para alcançar o nível de &lt;em&gt;investment grade&lt;/em&gt; junto às agências internacionais. Os cinco indicadores são: (1) dívida/PIB, (2) reservas/dívida externa, (3) dívida externa/exportações, (4) corrente de comércio/PIB, e (5) participação de papéis prefixados na composição da dívida mobiliária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Para a construção destes cenários se teve como referência o nível em que tais indicadores se encontram em economias emergentes que já obtiveram o ‘grau de investimento’, como Chile, México e Rússia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A nota do Brasil, nesse momento, está nivelada nas três maiores agências internacionais: “BB” na &lt;em&gt;Standard and Poor’s&lt;/em&gt; e na &lt;em&gt;Fitch&lt;/em&gt;, e “Ba2” na &lt;em&gt;Moody´s&lt;/em&gt; (o que equivale ao “BB” nas demais). A nota mínima de investment grade é o “BBB-“ (triplo B menos). Falta, portanto, ao Brasil, galgar dois degraus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;No conjunto destes 5 indicadores, a principal dificuldade para a obtenção do &lt;em&gt;investment grade&lt;/em&gt; antes de 2009 está na relação dívida/PIB. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O salto no “degrau final” depende da convergência da dívida líquida total para, pelo menos, 40% do PIB.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Para conseguir jogar a relação dívida/PIB para este nível antes de 2009, seriam necessários dois anos consecutivos (2007 e 2008) de taxa de crescimento do PIB acima de 5% ao ano, com superávit primário acima de 5% do PIB nesses dois anos e a taxa Selic (nominal) terminando 2008 abaixo de 10% ao ano. É muito pouco provável que aconteça!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O cenário mais provável até lá é: economia brasileira crescendo, na média, até 2009, 3,5% ao ano; com o superávit primário sendo mantido nestes três próximos anos entre 4,0% e 4,25% do PIB e a Selic convergindo para 10% ao ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Nestas condições, em 2009, a relação dívida/PIB se encontrará em um patamar ao redor de 43%, sinalizando que baixaria de 40% já em 2010. Nesse caso, já se desenharia um cenário favorável à obtenção do &lt;em&gt;investment grade&lt;/em&gt; em 2009.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116135149400826160?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116135149400826160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116135149400826160' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116135149400826160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116135149400826160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/10/brasil-no-ter-grau-de-investimento.html' title='Brasil não terá &apos;Grau de Investimento&apos; antes de 2009'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116075049980341142</id><published>2006-10-13T07:38:00.000-07:00</published><updated>2006-10-13T07:45:07.433-07:00</updated><title type='text'>Houve espaço para redução maior dos Juros</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5819/3550/1600/juros.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5819/3550/320/juros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Os juros reais nos Estados Unidos estão na casa dos 2,35% ao ano (juros nominais de 5,25% e núcleo de inflação ao consumidor em doze meses em 2,8%). O prêmio de risco sobre títulos brasileiros no mercado internacional (risco-país) está na casa dos 230 pontos-base. Com isso, há margem para os juros reais no Brasil estarem na faixa dos 4,75% ao ano. Dada a meta de inflação do Banco Central de 4,5%, poderia-se afirmar que, com um pouco mais de ousadia, e sem nenhum descompromisso com a estabilidade da moeda, a Selic poderia estar em 10% ao ano (taxa de equilíbrio). Mesmo se imputássemos mais 2 pontos percentuais como “margem para arbitragem”, ainda assim falaríamos num juro nominal de 12%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116075049980341142?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116075049980341142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116075049980341142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116075049980341142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116075049980341142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/10/houve-espao-para-reduo-maior-dos-juros.html' title='Houve espaço para redução maior dos Juros'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116059917857935096</id><published>2006-10-11T13:38:00.000-07:00</published><updated>2006-10-11T13:39:38.593-07:00</updated><title type='text'>Expectativa para o Copom: 13,75% ao ano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Não só pela leitura do atual ambiente econômico, mas com base também na análise da última ata, minha aposta é de que o Copom (Comitê de Política Monetária), na reunião do próximo dia 18 de outubro, deverá tomar a decisão de cortar novamente os juros (Selic) em 0,50 ponto percentual, trazendo a taxa básica de juros para 13,75% ao ano&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116059917857935096?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116059917857935096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116059917857935096' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116059917857935096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116059917857935096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/10/expectativa-para-o-copom-1375-ao-ano.html' title='Expectativa para o Copom: 13,75% ao ano'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116039883612430779</id><published>2006-10-09T05:57:00.000-07:00</published><updated>2006-10-09T06:00:36.140-07:00</updated><title type='text'>ARTIGO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;Artigo "Brasil dividido debate seu rumo no 2° turno" no site Via Política: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.viapolitica.com.br/balcao_view.php?id_balcao=17"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;http://www.viapolitica.com.br/balcao_view.php?id_balcao=17&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116039883612430779?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116039883612430779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116039883612430779' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116039883612430779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116039883612430779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/10/artigo.html' title='ARTIGO'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116015871384269145</id><published>2006-10-06T11:15:00.000-07:00</published><updated>2006-10-07T11:06:41.666-07:00</updated><title type='text'>Uma Nova Cara no Legislativo e nos Governos Estaduais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;As eleições para a Câmara e o Senado trouxeram um quadro bastante complexo à administração da próxima gestão presidencial, seja ela qual for. Na Câmara, os partidos que conseguir maior votação foram PMDB e PT (coligação governista); no Senado ficaram com a maioria o PFL e o PSDB (coligação oposicionista). Será necessária a costura de muitos acordos para a garantia de uma boa governabilidade, porém, isso não deverá ser problema para um País em que há muitas décadas vive a constante realidade da costura de acordos.&lt;br /&gt;O balanço final no Legislativo parece ter mais sinais positivos do que negativos. Apesar do sucesso de alguns nomes envolvidos em escândalos de corrupção, foi bastante elevada, para padrões brasileiros, a taxa de renovação em ambas as casas. O alto coeficiente de renovação foi a melhor das notícias para um País politicamente desgastado por seguidos escândalos.&lt;br /&gt;Para Lula, a melhor notícia foi a volta de grande parte de sua “Guarda Palaciana”. Se reeleito, o papel estratégico de Palocci, Genoino e cia no Congresso, terá grande importância.&lt;br /&gt;As eleições estaduais deram duas importantes vitórias, já em primeiro turno, para o PSDB. A eleição de José Serra, em São Paulo, e de Aécio Neves, em Minas Gerais, foram amplas e deram ao partido um importante poder de liderança. O partido também se fortaleceu com a ida de Yeda Crusius para o segundo turno no Rio Grande do Sul, onde ela medirá forçar com Olívio Dutra do PT, espelhando a bipolarização da corrida presidencial. A candidata do PSDB parece ser a favorita. Se vencer, dará ao PSDB a liderança de três dos quatro estados mais ricos da Federação.&lt;br /&gt;Dos 4 estados economicamente mais fortes, só no Rio de Janeiro as possibilidades do PSDB são mais remotas. Denise Frossard sai atrás de Sérgio Cabral, do PMDB, que esteve perto da vitória em primeiro turno.&lt;br /&gt;Já o PT, elegeu quatro governadores em primeiro turno: Bahia, Acre, Piauí e Sergipe. Para o segundo turno suas maiores esperanças deverão estar focadas no embate no Rio Grande do Sul contra o PSDB.&lt;br /&gt;A nossa leitura do resultado das eleições estaduais é bastante positiva. Houve um novo corte político, com a queda de algumas velhas lideranças (sobretudo no Nordeste). A tendência parece ser a de se reforçar e melhorar o plano local, em um processo de aproximação às bancadas em Brasília.O perfil da maioria dos candidatos eleitos, sobretudo os que já demonstraram na história política brasileira ter maior liderança, embute um maior comprometimento com a responsabilidade fiscal e com qualidade de gestão&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116015871384269145?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116015871384269145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116015871384269145' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116015871384269145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116015871384269145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/10/uma-nova-cara-no-legislativo-e-nos.html' title='Uma Nova Cara no Legislativo e nos Governos Estaduais'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-116007994007272500</id><published>2006-10-05T13:23:00.000-07:00</published><updated>2006-10-05T13:25:40.096-07:00</updated><title type='text'>É possível haver mudança de resultado no 2º turno?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 46.662.365 votos (48,61% do total de votos válidos – excluindo brancos e nulos). Geraldo Alckmin recebeu 39.968.369 (41,64% deste total). Por tanto, ambos ficaram separados por uma distância de 6,7 milhões de votos. É possível se inverter tal diferença?&lt;br /&gt;Qual será a tendência de migração dos 6,6 milhões de votos recebidos por Heloísa Helena, candidata do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL? E os 2,5 milhões de votos recebidos por Cristovam Buarque, ex-ministro de educação de Lula? Eles tendem a automaticamente migrar para o candidato do PT? E qual será o destino dos 6 milhões de votos nulos e 2,8 milhões de votos brancos dados neste primeiro turno? Manter-se-ão nulos e brancos?&lt;br /&gt;Onde haverá espaços, se é que haverá, para Alckmin tirar a diferença? A distância é grande, por tanto cabe analisar os estados nos quais ele foi superado por Lula na “casa do milhão”.&lt;br /&gt;Na Bahia, Lula ficou 2,6 milhões de votos a frente de Alckmin. O estado é um tradicional reduto do PFL, aliado do PSDB. Mas na eleição estadual, a surpreendente vitória de Jacques Wagner (PT) sobre Paulo Souto (PFL) pode ser um indício de que há limitações à diminuição desta diferença no estado.&lt;br /&gt;No Ceará, Lula o superou por 1,9 milhão de votos; na corrida estadual o governador eleito declarou apoio a Alckmin. No Maranhão, Lula o superou em 1,6 milhão, e o estado é reduto do ex-presidente José Sarney, aliado de Lula.&lt;br /&gt;Em Pernambuco, a diferença a favor de Lula foi de 2 milhões, e haverá segundo turno entre candidatos do PFL (aliado do PSDB) e PSB (aliado do PT). Aí poderá haver espaço para “roubar votos”.&lt;br /&gt;Em Minas Gerais, Lula venceu por 1 milhão de diferença. Houve outro 1,5 milhão de votos brancos e nulos no estado. Porém, a vitória estadual do PSDB foi avassaladora, com Aécio Neves, reeleito governador com 7,5 milhões de votos, mais de 77% do total. Colar no governador reeleito seria a estratégia para tentar angariar cerca de, pelo menos, 2 milhões de votos só em Minas.&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, a vantagem de Lula foi de 1,7 milhão. Tradicional reduto do pensamento de esquerda, o estado terá segundo turno entre PMDB (que dá apoio nacional a Lula) e PPS (que declarou apoio a Alckmin), a margem aqui é baixa.Assim, Bahia, Ceará, Pernambuco e Minas Gerais parecem ser os centros onde o PSDB teria maior margem para reverter a vantagem de seu opositor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-116007994007272500?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/116007994007272500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=116007994007272500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116007994007272500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/116007994007272500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/10/possvel-haver-mudana-de-resultado-no-2.html' title='É possível haver mudança de resultado no 2º turno?'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115998953206039855</id><published>2006-10-04T12:18:00.000-07:00</published><updated>2006-10-04T12:18:52.130-07:00</updated><title type='text'>O Retrato de um País Dividido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Em 1976, o economista Edmar Bacha criou a expressão “Belindia” para ajudar na compreensão da complexidade e da diversidade, política e econômica, existente dentro do Brasil. Avaliando o nível de desenvolvimento sócio-econômico das meso regiões brasileiras, com base no IDH, concluiu que havia dois “Brasis”, um com padrões similares à Bélgica, outro com padrões mais próximos ao da Índia.&lt;br /&gt;Talvez, depois da divisão “economicista” de Bacha, em nenhum outro momento da história brasileira ficou geograficamente tão explícita, como ficou nesta eleição presidencial, a extremização de pólos opostos dentro do Brasil.&lt;br /&gt;O mapa abaixo mostra isso. Em azul estão os estados onde Geraldo Alckmin recebeu mais votos. Em bege, os estados nos quais Luiz Inácio Lula da Silva foi agraciado com maior votação. À exceção de Roraima, uma “ilha alckmista” no extremo norte, na fronteira com a Venezuela, poder-se-ia passar uma “fronteira imaginária”, em diagonal, dividindo duas visões completamente distintas no que tange à compreensão de Brasil.     &lt;br /&gt;A “metade alckmista” concentra o maior centro econômico do Brasil (São Paulo), a região com melhor distribuição de renda e acesso à educação (os três estados da região Sul), o alto escalão do Serviço Público (Brasília) e o corredor do agronegócio (região de fronteira com o Paraguai, a Bolívia e a floresta Amazônica).&lt;br /&gt;A “metade lulista” engloba a maior parte do Norte, todo o Nordeste, Minas Gerais e Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Dividindo o País, há dois pesos na balança. De um lado o viés econômico associado à divisão de renda: houve aumento do poder de compra das camadas inferiores da pirâmide social nos últimos quatro anos, catalisado pela combinação do aumento mais expressivo do salário mínimo nos últimos 25 anos e a baixa inflação, sobretudo no que se refere ao custo de alimentos, que variaram só 2% em 2005 e começaram este ano em deflação. Isso levou o custo da cesta básica a cair de 70% para 55% do valor do salário mínimo entre 2002 e 2006.&lt;br /&gt;Do outro lado o viés político, associado a escândalos de corrupção como uma agravante ameaça à democracia. Nos últimos dois anos emergiram suspeitas, envolvendo membros da cúpula do Governo, de compra de votos de deputados no Parlamento, de desvio de verba pública para dentro do partido do Presidente e de falsificação de provas contra candidatos opositores na corrida eleitoral.&lt;br /&gt;A divisão geopolítica do País nas urnas demonstra como cada uma das partes equilibrou esses dois lados da balança e definiu o viés de seu voto.&lt;br /&gt;Há outros fatores econômicos que também contribuíram a essa divisão. Um dos principais é a taxa de câmbio sobrevalorizada, que deflacionou os preços no atacado e permitiu o encolhimento da inflação, mas, por outro lado, também prejudicou os setores voltados ao mercado externo, sobretudo do eixo Centro-Sul, onde Alckmin ganhou mais votos.&lt;br /&gt;O fato é que o segundo turno já está consumado e, no entender da RC Consultores, as implicações associadas à sua realização são positivas, uma vez que se favorecerá a melhor compreensão de onde haverá pontos de mudança na agenda econômica. Agora, há uma tendência a um debate mais amplo, com ambos os programas de governo mais expostos à reflexão do eleitor&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115998953206039855?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115998953206039855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115998953206039855' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115998953206039855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115998953206039855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/10/o-retrato-de-um-pas-dividido.html' title='O Retrato de um País Dividido'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115990390147933586</id><published>2006-10-03T12:29:00.000-07:00</published><updated>2006-10-03T12:37:02.273-07:00</updated><title type='text'>Eleições 2006 expõem "dois Brasis"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5819/3550/1600/brasilmapa2.0.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5819/3550/320/brasilmapa2.0.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Em azul os estados onde a vitória foi de Geraldo Alckmin. Em bege, aqueles onde a vitória foi de Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5819/3550/1600/brasilmapa2.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115990390147933586?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115990390147933586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115990390147933586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115990390147933586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115990390147933586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/10/eleies-2006-expem-dois-brasis.html' title='Eleições 2006 expõem &quot;dois Brasis&quot;'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115982199676273819</id><published>2006-10-02T13:45:00.000-07:00</published><updated>2006-10-02T13:46:36.790-07:00</updated><title type='text'>Brasil deve crescer 3,2% em 2006 e 3,7% em 2007</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Após a divulgação de vários indicadores de desempenho da economia nacional e internacional nas últimas semanas, ficaram menores as projeções de crescimento do PIB brasileiro em 2006 e 2007. Para este ano, essa previsão foi revista de 3,5% para 3,2%. Para o próximo exercício, reduziu-se o incremento da economia brasileira de 4,0% para 3,7%.&lt;br /&gt;Os principais fatores que pesaram nesse sentido foram:&lt;br /&gt;Setor Externo: em setembro, houve forte declínio do preço das commodities no mercado externo, o que deverá resultar na desaceleração do crescimento da receita das exportações brasileiras, sobretudo no próximo ano. Com isso, o saldo da balança comercial de 2007 deverá recuar cerca de US$ 8 bilhões em relação a 2006, situando-se em US$ 35 bilhões.&lt;br /&gt;Agronegócio: a safra de verão do próximo ano está irremediavelmente comprometida, o que deve levar, entre outros efeitos, à diminuição das exportações de soja, um dos principais itens da pauta brasileira. Desse modo, em 2007, à exemplo do ocorrido em 2006, o PIB Agrícola deverá ter modesta evolução, inibindo o crescimento de setores fornecedores de insumos e serviços para a lavoura.  &lt;br /&gt;Nível de atividade 1: a desaceleração do crescimento da produção no segundo trimestre foi mais intensa do que a esperada, gerando alguma elevação da ociosidade, o que deverá resultar em certa inibição do crescimento dos investimentos no final de 2006 e no primeiro semestre de 2007.&lt;br /&gt;Nível de atividade 2: em linha com o exposto acima, o volume de vendas do varejo mostrou relativo enfraquecimento nos últimos meses, limitando seu crescimento à taxa de 4,2% em 2006. No primeiro semestre, a previsão era que o comércio varejista teria, neste ano, crescimento de 6,0%.&lt;br /&gt;Nível de atividade 3: é nítida a percepção de que o Governo Federal, em 2007, deverá empreender um aperto nos gastos públicos para atingir o superávit primário de 4,25%, sobretudo após a elevação das despesas correntes no atual exercício.  &lt;br /&gt;Como resultante dos fatores mencionados acima, estima-se que:&lt;br /&gt;O PIB agrícola cresça 1,7% em 2006; e 2,5% em 2007. O PIB industrial aumente, respectivamente, 3,8% e 4,0%. E o PIB de serviços tenha incremento de 3,2% e 3,7%, respectivamente.Nestes respectivos anos, de 2006 e 2007, sob a ótica da demanda, esperam-se os seguintes resultados: exportações crescem 1,6% e 0,9%; importações, 12,2% e 9,5%; consumo das famílias, 4,0% e 4,6%; consumo do governo, 1,8% e 1,1%; e investimentos 4,8% e 5,9%&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115982199676273819?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115982199676273819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115982199676273819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115982199676273819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115982199676273819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/10/brasil-deve-crescer-32-em-2006-e-37-em.html' title='Brasil deve crescer 3,2% em 2006 e 3,7% em 2007'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115939035704074734</id><published>2006-09-27T13:43:00.000-07:00</published><updated>2006-09-27T13:52:37.070-07:00</updated><title type='text'>Reflexões Políticas para antes das urnas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;De &lt;strong&gt;autor desconhecido&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, "explicáveis" demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.&lt;br /&gt;Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é uma situação inédita na História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes , as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este governo é psicopata!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de "povo", consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações "falsas", sua condição de cúmplice e comandante em "vítima".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me: "Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?". A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações.&lt;br /&gt; As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para coonestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma novi-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o populismo e o simplismo&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115939035704074734?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115939035704074734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115939035704074734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115939035704074734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115939035704074734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/09/reflexes-polticas-para-antes-das-urnas.html' title='Reflexões Políticas para antes das urnas'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115920107046307806</id><published>2006-09-25T09:09:00.000-07:00</published><updated>2006-09-25T15:27:45.676-07:00</updated><title type='text'>Um dos trunfos de Lula: Salário Mínimo volta ao patamar de 1980</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Desde a implementação do Plano Real, o salário mínimo (SM) cresceu 80%, em termos reais. Esse ganho teve a seguinte distribuição ao longo do tempo: 24% no período 1995-1998; 16% no período 1999-2002; e 25%, entre 2003-2006. Isso permitiu que o salário mínimo recuperasse a perda em seu poder de compra ocorrida no intervalo 1980-1994.&lt;br /&gt;Para chegar a este resultado, colocamos os valores em termos reais, utilizando como deflator, para corrigir o preço, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a taxa de inflação em famílias que recebem até 8 salários mínimos. Entendeu-se que o uso deste índice seria mais adequado que o IPCA (índice Nacional de Preços ao Atacado), que capta a variação da inflação em famílias que recebem até 40 salários mínimos. Ou seja, a metodologia de cálculo do IPCA se aproxima mais do universo em que estão os que se sustentam com o SM. &lt;br /&gt;A preços de agosto de 2006, o valor do SM em 1980 era de R$ 315. Em 1994, esse valor caiu para R$ 183; subindo, em 1998, para R$ 227; e depois, para R$ 264, em 2002. No ano passado, atingiu R$ 295; e, em 2006, tende a ficar em torno de R$ 334 (são todos valores referentes à média no ano).&lt;br /&gt;Eis, de pronto, um dos principais fatores de sustentação da candidatura de  Luiz Inácio Lula da Silva na liderança das pesquisas eleitorais. Desde a implementação do Plano Real, o SM está em recuperação. Mas foi na Gestão Lula que essa trajetória apresentou ritmo mais intenso.&lt;br /&gt;Em face da perspectiva de manutenção desse padrão evolutivo, espera-se que o SM, em 2007, retorne ao patamar vigente no final dos anos 70.&lt;br /&gt;Esse incremento no SM viu-se ainda magnificado pela sobrevalorização do câmbio. Em dólares, o seu valor aumentou de forma ainda mais acentuada, exacerbando a percepção (e o brilho) dessa melhora de seu poder de compra.Há, porém, o outro lado da moeda. Esse ganho salarial começa a ser tornar peso incômodo quando a taxa de câmbio está fora de prumo, prejudicando a competitividade das exportações de setores intensivos em mão-de-obra, como têxteis e calçados, por exemplo, o que limita a geração de novos empregos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115920107046307806?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115920107046307806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115920107046307806' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115920107046307806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115920107046307806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/09/um-dos-trunfos-de-lula-salrio-mnimo.html' title='Um dos trunfos de Lula: Salário Mínimo volta ao patamar de 1980'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115878683190026194</id><published>2006-09-20T14:12:00.000-07:00</published><updated>2006-09-20T14:13:51.916-07:00</updated><title type='text'>Preço do petróleo se acomodará em novo patamar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O preço do petróleo encontra-se sob grande volatilidade e freqüentes ataques especulativos desde junho de 2004, quando o produto era comercializado na faixa de US$ 32/barril. Nos últimos meses, sustentava-se em patamar acima de US$ 70/barril, indicando haver pouca “flexibilidade para baixo”. &lt;br /&gt;Diversos fatores justificam o fato de o preço do petróleo ter mais do que duplicado nos últimos dois anos: a persistente instabilidade política instalada no Oriente Médio, envolvendo Israel, Iraque, Irã e, mais recentemente, Líbano, é um deles, embora não seja o principal. Esse fator estimula a especulação quando o mercado opera com estreita distância entre nível corrente de demanda e capacidade futura de oferta. Entender os motivos desse risco potencial de desequilíbrio entre oferta e demanda é a questão central para a compreensão desta escalada de preços.&lt;br /&gt;Três grandes fatores exerceram pressão altista neste período recente: estoques relativamente baixos nos EUA, reduzidos investimentos realizados pelos países da OPEP e explosão da demanda na China e, em menor escala, na Índia.&lt;br /&gt;Os níveis contraídos dos estoques norte-americanos foram uma das principais razões da forte pressão altista sobre os preços negociados no mercado futuro, uma vez que sinalizavam que o maior consumidor mundial de petróleo não lograva afastar-se do risco de desabastecimento. Esse risco parecia tão iminente que até uma temporada mais intensa de furacões no Caribe tinha desproporcional poder de alavancagem sobre o preço do produto.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o baixo volume de investimentos em extração e refino de óleo, sobretudo no caso dos países-membros da OPEP, foi outro fator relevante de alimentação dos movimentos especulativos. Nos últimos anos, a utilização da capacidade instalada mundial andou bem próxima de seu limite. No caso das refinarias, essa utilização já superava os 95%.&lt;br /&gt;A terceira razão foi a crescente demanda da economia chinesa. Só em 2004, as importações cresceram 40%. Ao lado das causas anteriores, a forte aceleração da demanda foi outro grande fator responsável pela rápida valorização do petróleo.&lt;br /&gt;A resultante de tudo isso foi o estabelecimento de um canal, dentro do qual o preço evoluiu ao longo dos últimos dois anos. As oscilações no preço, determinadas por especulações que ganharam espaço com as instabilidades geo-políticas, fizeram a cotação evoluir ora na metade de cima, ora na metade de baixo da margem estabelecida. Em determinados momentos, a evolução caminhou ligeiramente fora desse canal, como entre 15 de abril e 15 de agosto últimos, quando o conflito bélico entre Israel e Líbano fez o preço “vazar” do intervalo previsto.&lt;br /&gt;No mês passado, o preço do petróleo sofreu queda acentuada. É claro que a interrupção do conflito no Líbano não foi a única razão. O anúncio da descoberta de uma grade bacia no Golfo do México foi outro importante fator no sentido de reforçar essa desvalorização do produto, já que abre a perspectiva de maior equilíbrio entre oferta e demanda pelo produto em escala mundial.&lt;br /&gt;Além disso, a alta dos juros internacionais nos últimos anos começou a fazer efeito, encarecendo o custo de sustentação do petróleo (e de qualquer outra commodity) e desaquecendo o nível de atividade global, a começar pela economia norte-americana.&lt;br /&gt;Com isso, o preço do petróleo rompeu o piso do canal, que atualmente encontrava-se em US$ 66,8 por barril. A tendência, ainda indefinida, é de que ele busque se reacomodar alguns degraus abaixo, definindo um novo patamar. Por enquanto não há como se visualizar este novo canal. Nossa previsão é de um fechamento entre US$ 65 e US$ 70 o barril no final do ano (no canal anterior, se mantido, o fechamento se daria no intervalo de US$ 72 e US$ 77).&lt;br /&gt;Determinado esse novo canal, as conseqüências para a economia mundial serão: (1) diminuição das pressões sobre o custo de energia e combustíveis em nível global; (2) menor probabilidade de um novo ciclo de alta da taxa de juros nos EUA; e (3) redução da volatilidade observada no mercado financeiro internacional nos últimos meses.Além das naturais conseqüências positivas deste cenário para o Brasil, cabe comentar que o petróleo foi colocado, na última ata do Copom, como um dos principais fatores de inibição do ritmo de redução dos juros (Selic) no Brasil. Logo, sob este novo cenário, reduz-se drasticamente a possibilidade de alta do preço doméstico da gasolina neste ano, removendo-se mais um obstáculo para que a política monetária seja menos restritiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115878683190026194?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115878683190026194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115878683190026194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115878683190026194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115878683190026194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/09/preo-do-petrleo-se-acomodar-em-novo.html' title='Preço do petróleo se acomodará em novo patamar'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115835049211388077</id><published>2006-09-15T13:00:00.000-07:00</published><updated>2006-09-15T13:01:32.133-07:00</updated><title type='text'>É a inflação, estúpido!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Paradigmas podem ser definidos como simples padrões psicológicos; modelos de navegação para nortear o consciente coletivo. Os paradigmas podem ser valiosos e construtivos para a prosperidade coletiva, mas também podem ser perigosos e daninhos quando tomados como verdades absolutas, sem a aceitação de qualquer possibilidade de novas óticas, provenientes de um rearranjo do ângulo da observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É extremamente simplista definir binariamente, entre falso ou verdadeiro, ou entre incorreto ou correto, qualquer passagem histórica, seja em seu viés político, econômico, sociológico, antropológico ou qualquer outro. Porém, muitas vezes, certos paradigmas se formam à base da formatação da complexidade em arranjos simplistas. Daí, muitas vezes, meias verdades se tornam estandartes de uma razão absoluta, ou até “falsas verdades” são forjadas em pilares de uma lógica inquestionável. Não são poucas as vezes em que esses perigosos paradigmas ficam registrados nos livros da história, perpetuando erros de diagnóstico. Necessitando ser quebrado mais a frente, por gerações futuras, ou jamais sendo quebrados; o que, tanto num caso quanto noutro, produz algum tipo de perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre a quebra de um paradigma, por si só, garante que o aprendizado com a lição será perpetuado, e seu lado daninho estará extirpado. O espírito propício para se absorver tal lição, e transformá-la em um ambiente saudável à perpetuação de uma estrutura frutificativa, depende da capacidade de absorção da informação. O que por sua vez depende da capacidade de compreensão da mesma. O que é ainda mais difícil em situações nas quais a percepção do algo errado precisa ser absorvida por um coletivo da sociedade, e não simplesmente por um indivíduo ou por uma parte do organismo social.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo para ilustrar o quão complexo é absorver certas lições pode ser tirado do passado recente, político e econômico, dos Estados Unidos. A gestão do presidente George Bush “Sênior”, entre 1989 e 1992, ficou marcada pela geração de um desequilíbrio no orçamento público para financiar a Guerra do Golfo. Terminado o conflito no Iraque, havia um ligeiro descontrole na inflação e um crescente aumento do desemprego. O pai do atual presidente George W. Bush, às vésperas da campanha eleitoral, na qual tentaria reeleger-se, se via enrolado em equacionar estes problemas. Na campanha eleitoral que elegeu Bill Clinton em 1992, ficou famosa uma frase utilizada por seu estrategista, James Carville, e que virou o símbolo de sua emersão à Casa Branca: “It’s the Economy, Stupid!” (É a economia, estúpido!). Usando de uma certa arrogância, mas em uma dose naquele momento necessária para quebrar um paradigma, assim Carville respondeu a um interlocutor atônito que afirmava não conseguir entender como Clinton houvera batido Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil atual, antes mesmo da conclusão do pleito, já há uma reflexão atônita daqueles que não conseguem entender a iminente reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A busca por respostas que acalentem essa atônita reflexão anda produzindo paradigmas perigosos e daninhos. O núcleo do diagnóstico é correto: pelos benefícios proporcionados à população de baixa renda. Já o restante do diagnóstico, de que o poder de compra da camada inferior cresce por conta do sucesso dos programas de distribuição de renda (Bolsa Família e Fome Zero) é equivocado. Com o agravante de que isso pode gerar falsas premissas na formulação de políticas públicas futuras.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder de compra da população de baixa renda está relativamente mais elevado porque o seu custo de consumo está baixo. É a baixa inflação que aumenta a sua capacidade de gastos, e não os vale-auxílios, distribuídos pelo Governo Federal através de seus programas sociais, quem o faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O IPCA está num nível baixo, de 3,84% acumulado nos últimos doze meses, já sendo inferior, por exemplo, à inflação ao consumidor em doze meses nos EUA, que está acumulada em 4,15%. O IPCA mede a variação dos preços numa cesta de produtos consumidos pelas famílias que recebem até 40 salário mínimos. Os índices de preços que medem a variação em cestas consumidas pelas camadas salariais mais baixas têm variação ainda menor durante este mesmo período. É o caso, por exemplo, do INPC, referente à pesquisa com famílias com rendimentos de até 8 salários mínimos; a variação nos últimos doze meses foi de 2,85%. O preço dos alimentos foi o subgrupo com menor variação neste período.&lt;br /&gt; Com isso, o valor da cesta básica, hoje, em 2006, representa 55% do valor do salário mínimo. Há doze anos, quando lançado o Plano Real, valia 100%. Oito anos depois, em 2002, valia 70% (redução de 30 pontos percentuais). Nos últimos quatro anos, foram reduzidos mais 15 pontos percentuais. Já sobra muito mais salário para ser transformado em consumo de outros bens que há até alguns anos atrás era luxo conseguir&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115835049211388077?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115835049211388077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115835049211388077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115835049211388077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115835049211388077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/09/inflao-estpido.html' title='É a inflação, estúpido!'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115816142595924460</id><published>2006-09-13T08:29:00.000-07:00</published><updated>2006-09-13T08:30:25.973-07:00</updated><title type='text'>Juros altos ou inflação alta? O que concentra mais a renda?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;É inegável que a condução de uma política de juros altos não favorece a desconcentração de renda. Os serviços financeiros remunerados pela taxa básica são de “acesso restrito” à faixa superior de renda da sociedade, enquanto que a grande maioria das pessoas não tem recursos disponíveis para usufruir desse benefício.&lt;br /&gt;Entretanto, as evidências indicam que elevadas taxas de inflação são mais concentradoras de renda do que os juros altos.&lt;br /&gt;Quando há inflação elevada, estão disponíveis para aqueles que têm acesso ao mercado bancário várias ferramentas de correção monetária. Porém, para aqueles que estão excluído desse mercado, a deterioração do poder de compra é inevitável.&lt;br /&gt;Nos tempos de hiperinflação, todos os que não tinham condições de abrir contas em banco percebiam que seu dinheiro perdia valor de compra de um dia para outro. No final do mês, os produtos estavam 30%, 40%, 50% mais caros, mas a renda recebida no início do mês mantinha-se “congelada”. Rigorosamente, “sobrava cada vez mais mês no final do dinheiro”.&lt;br /&gt;No mundo empresarial, a inflação impunha também uma lógica cruel e concentadora de renda. Sua elevação gerava efeitos perversos sobre a dívida pública, o que levava os bancos, por sua vez, a promover uma captação passiva de recursos para o financiamento dessa dívida. Nesse ambiente, os recursos para crédito tornavam-se escassos,  o que penalizava duramente o fomento às micro e pequenas empresas.&lt;br /&gt;No período de descontrole de preços, houve maior concentração de renda do que no período pós-Real, no qual prevaleceram juros altos, mas estabilidade de preços. Isto é visível no coeficiente de Gini, índice utilizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para medir a proporção entre a renda dos mais ricos e a dos mais pobres. Quanto menor, o coeficiente de Gini, menor é a concentração de renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da implementação do Plano Real, há visível trajetória de diminuição da desigualdade, que guarda paralelo com movimento semelhante verificado nos anos 70, quando o PIB do país cresceu à taxa de mais de 5% ao ano.&lt;br /&gt;A explicação para este fenômeno tem nome e sobrenome: melhora do poder de compra da população de baixa renda. A estabilidade de preços incide diretamente sobre o custo da cesta básica, aumentando a capacidade de consumo dos quem têm menos renda no bolso.&lt;br /&gt;Uma comparação entre o nível de desiguldade nos últimos dez anos e a proporção entre custo da cesta básica e salário mínimo (aqui utilizado como referência para a medir o poder de compra dos mais pobres) revela como é importante o papel desempenhado pela manutenção do poder de compra da população de baixa renda na redução da desigualdade social no Brasil.&lt;br /&gt;Ou seja, se a proporção da cesta básica frente ao salário mínimo diminui, aumenta o poder de compra das camadas de baixa renda.&lt;br /&gt;O barateamento da cesta básica e o aumento do salário mínimo ainda são as maiores ferramentas de desconcentração de renda no Brasil. E a queda da inflação é ainda o principal vetor para a redução da desigualdade social.&lt;br /&gt;Portanto, é uma “meia verdade” dizer que as políticas sociais ficaram mais eficientes e por isto a desigualdade está caindo. A essência do fenômeno ainda é de caráter macroeconômico. Os efeitos microeconômicos existem, mas em menor escala.Em suma, juros altos são fator de concentração de renda. Porém, inflação alta é fator de concentração de renda ainda maior, e por isso é tão indesejável. Estabilidade não é um capricho econômico, é pré-condição para uma sociedade mais justa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115816142595924460?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115816142595924460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115816142595924460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115816142595924460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115816142595924460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/09/juros-altos-ou-inflao-alta-o-que.html' title='Juros altos ou inflação alta? O que concentra mais a renda?'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115798633914405242</id><published>2006-09-11T07:49:00.000-07:00</published><updated>2006-09-11T07:52:19.200-07:00</updated><title type='text'>Inflação sob controle é trunfo para a reeleição de Lula</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Os últimos resultados das taxas de inflação ao consumidor no Brasil ratificam um estado de estabilidade, principalmente no que se refere aos preços para aquela que deveria ser o foco de toda e qualquer política econômica: a grande massa de baixa renda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É o que confirma o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), assim como o IPCA, também calculado pelo IBGE, cuja pesquisa coleta dados nas seis maiores regiões metropolitanas do país junto às famílias com rendimentos mensais de até oito salários-mínimos, que acumula variação de 2,85% nos últimos doze meses. O Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pelo DIEESE (departamento intersindical) na região metropolitana de São Paulo junto a famílias com rendimentos mensais de até dez salários-mínimos, acumula variação semelhante, de 2,46% nos últimos doze meses. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado pela FIPE na região metropolitana de São Paulo junto a famílias com rendimentos mensais de até vinte salários-mínimos, acumula variação ligeiramente menor, de 2,11% nos últimos doze meses. O Índice de Preços ao Consumidor calculado pela Fundação Getúlio Vargas (IPC-BR) na região metropolitana de São Paulo junto a famílias com rendimentos mensais de até trinta e três salários-mínimos, também acumula variação baixa, de 2,41% nos últimos doze meses. E o IPCA, também calculado pelo IBGE nas seis maiores regiões metropolitanas, só que englobando famílias com rendimentos mensais de até quarenta salários-mínimos, acumula a variação em doze meses mais alta de todos os índices ao consumidor: 3,84%. Porém, o acumulado mais baixo desde junho de 1999.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todos estes indicadores comprovam que a inflação está sob controle.&lt;br /&gt;A análise dos sub-grupos do IPCA também endossa o argumento de que a estabilidade dos preços é o trunfo eleitoral para a corrida presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. O sub-grupo “mais leve” é alimentos e bebidas, que acumula uma variação nula (0%) nos últimos doze meses. Se há dez anos o pilar do Plano Real era o argumento de que ele permitiu ao pobre ter acesso a um frango mais barato para acompanhar o arroz, o feijão e a farofa nas refeições. Agora este mesmo pobre consegue substituir o frango pela carne ao ritmo da deflação dos alimentos. Eis o milagre da popularidade de Lula!Dentre os demais sub-grupos, ainda destacando o acumulado em doze meses, do “mais leve” para o “mais pesado” na cesta tem-se a inflação de 4,51% na habitação, de 5,68% no vestuário, de 6,20% em transportes, de 6,33% em saúde, de 6,05% na educação e de 6,87% em despesas pessoais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115798633914405242?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115798633914405242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115798633914405242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115798633914405242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115798633914405242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/09/inflao-sob-controle-trunfo-para.html' title='Inflação sob controle é trunfo para a reeleição de Lula'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115772009940729082</id><published>2006-09-08T05:45:00.000-07:00</published><updated>2006-09-08T05:57:20.406-07:00</updated><title type='text'>Cortar gastos na Esfera Federal, incluindo a Reforma na PREVIDÊNCIA, é o passo final de conclusão da REFORMA FISCAL iniciada no Plano Real</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;Em 1994, quando se criou o Plano Real, a implementação do controle de gastos públicos era crucial para se obter sucesso no combate à hiperinflação. O déficit fiscal então girava em torno de 85% do PIB, sendo: a) 25% de responsabilidade do governo federal e Banco Central; b) 40%, dos governos estaduais e municipais; e c) 20%, das empresas estatais.&lt;br /&gt;No final de 1995, ou seja, dezoito meses após a criação do referido plano, o déficit se reduziu para pouco menos de 8% do PIB, concentrando-se metade nas esferas estadual e municipal, 2,5% no governo federal e Bacen e 1,5% nas empresas estatais.&lt;br /&gt;Com o Programa de Privatizações, o déficit nominal das estatais se transformou em superávit. Hoje, novas privatizações não são mais um fator emergencial. Com a Lei de Responsabilidade Fiscal, colocou-se “rédea” no déficit em estados e municípios, o qual representa hoje menos de 1% do PIB. Falta apenas equacionar as contas no âmbito federal.&lt;br /&gt;O déficit do governo federal hoje é de mais de R$ 80 bilhões ao ano, sendo que metade corresponde à diferença entre receita e despesa da Previdência Social Pública.&lt;br /&gt;Nos últimos doze meses, o Brasil gerou um resultado primário que foi superavitário em quase R$ 90 bilhões (4,33% do PIB). Conceitualmente, esse resultado primário é fruto da dedução do pagamento de juros do resultado nominal. Como os juros pagos foram de R$ 160 bilhões, as finanças públicas (de âmbito federal, estadual e municipal) produziram, nesses período, um déficit nominal de R$ 70 bilhões (3,6% do PIB).&lt;br /&gt;À título de exercício, se de tal déficit (de R$ 70 bilhões) fosse deduzido o déficit da Previdência (R$ 40 bilhões), o resultado nominal seria negativo em R$ 30 bilhões (1,6% do PIB). Ou produziria um superávit primário de 6,3% do PIB!&lt;br /&gt;É claro, portanto, que uma Reforma da Previdência teria contribuição relevante para melhor ajuste das Contas Públicas no Brasil. Mas isso não significa que se deva parar por aí. Para o alcance de pleno equilíbrio nas finanças públicas nacionais será necessário também realizar cortes de gastos, de caráter amplo e irrestrito, na esfera federal&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#000066;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115772009940729082?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115772009940729082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115772009940729082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115772009940729082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115772009940729082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/09/cortar-gastos-na-esfera-federal.html' title='Cortar gastos na Esfera Federal, incluindo a Reforma na PREVIDÊNCIA, é o passo final de conclusão da REFORMA FISCAL iniciada no Plano Real'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115746290446408347</id><published>2006-09-05T06:26:00.000-07:00</published><updated>2006-09-05T06:28:24.476-07:00</updated><title type='text'>Desenvolvimento Sustentável</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Rating, Governança e Sustentabilidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Gustavo Pimentel&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Em 1982, a Manville Corporation, empresa americana da área de materiais de construção, pede concordata na Corte de Falências de Nova Iorque. O que poderia parecer muito comum para um mercado desenvolvido como o americano, onde a falência é um risco associado ao capitalismo, se tornaria um caso emblemático, já que a empresa tinha um rating A, considerado investment grade, atribuído pela agência Moody´s, que foi subitamente rebaixado para um D (Default). O desastre financeiro ocorreu em consequência da ação de responsabilidade civil por danos sócio-ambientais causados pela fabricação e venda de produtos a base de amianto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;a href="http://www.gustavopimentel.blogspot.com"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Íntegra do artigo aqui&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115746290446408347?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115746290446408347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115746290446408347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115746290446408347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115746290446408347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/09/desenvolvimento-sustentvel.html' title='Desenvolvimento Sustentável'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115705112984556435</id><published>2006-08-31T11:51:00.000-07:00</published><updated>2006-08-31T12:07:52.563-07:00</updated><title type='text'>Há trinta dias, eu, quase que solitariamente, defendia que era o mais provável o Copom cortar 0,5 ponto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Na ata divulgada em 27 de julho o termo a inserção do "maior" antes da já tradicional "parcimônia" assustou grande parte do mercado. As projeções foram refeitas, passando a considerar um corte de 0,25 p.p. ante à expectativa anterior de 0,5 p.p. Eu fiquei quase que solitário na defesa de que ainda prevalecia como mais provável o corte de meio ponto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A opinião ficou registrada nas colunas de Luiz Sérgio Guimarães, no jornal &lt;strong&gt;Valor Econômico&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;28 de julho e 31 de julho&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;28/07: &lt;em&gt;"&lt;strong&gt;Marcel Pereira&lt;/strong&gt;, economista-chefe da RC Consultores, fez uma leitura da ata diferente da maioria dos seus pares. O cenário traçado pelo documento foi, na sua visão, tão benigno que não resta dúvida a respeito da continuidade do ritmo de corte da Selic em 0,50 ponto."Também não é para menos: a inflação brasileira acumulada nos 12 meses encerrados em junho passou a ser de 4,03%, estando menor do que a variação da inflação americana (IPC) no mesmo período, que foi de 4,22%", compara Pereira. Pelos seus cálculos, desde o biênio 1947-1948, o Brasil não tinha uma inflação menor que a verificada lá"&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;31/07: &lt;em&gt;"Para firmar o consenso de que a taxa recuará apenas de 14,75% para 14,50% no dia 30 de agosto, as instituições se basearam num detalhe, pequeno mais significativo, depois que foi decifrado o código usado pelo BC para indicar desacelerações no ritmo de afrouxamento: se vai brecar a queda, ele junta "maior" à "parcimônia", mas se pretende manter a intensidade do desaperto tira o "maior", só deixa parcimônia. A última ata fala em "maior parcimônia". Mesmo assim, &lt;strong&gt;apenas o economista-chefe da RC Consultores, Marcel Pereira, notou&lt;/strong&gt; que o "maior parcimônia" sofreu agora uma atenuação. No parágrafo em que aparece o código de intenções, ao invés do simples "pode" empregado nas atas anteriores apareceu um "poderá demandar", um condicionante futuro desconhecido do mercado. "A conjugação do termo negativo está no futuro e numa relação causal: poderá demandar se piorar", interpreta Pereira"&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A análise se concretizou em fato. Ontem, 30 de agosto, o Copom anunciou a redução da taxa Selic de 14,75% ao ano para 14,25% ao ano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115705112984556435?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115705112984556435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115705112984556435' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115705112984556435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115705112984556435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/h-trinta-dias-eu-quase-que.html' title='Há trinta dias, eu, quase que solitariamente, defendia que era o mais provável o Copom cortar 0,5 ponto'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115697937869178707</id><published>2006-08-30T15:41:00.000-07:00</published><updated>2006-08-30T16:09:38.706-07:00</updated><title type='text'>Corte de 0,5 do Copom era mais do que justificável</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Na última ata, divulgada em 27 de julho, referente à reunião de 18 e 19/07, o Comitê de Política Monetária fez a seguinte afirmação: o grau de incerteza no cenário internacional "poderá demandar que a flexibilização adicional da política monetária seja conduzida com maior parcimônia". Naquela ocasião os temores do mercado giravam, sobretudo, em torno da possibiliddade de a taxa de juros norte-americana ser elevada a 5,5% - o que não aconteceu na última reunião do Federal Reserve (8 de agosto) - e, até não parar por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Federal Reserve não só não elevou a taxa em mais 25 pontos base, como sinalizou na última Minuta, divulgada nesta terça-feira (29/08), que há evidências de que novas elevações dos fed funds significariam um apertado monetário demasiado, sendo os atuais juros de 5,25% ao ano suficientes para equilibrar a economia. Logo, arrefeceu o sinal de incerteza nos mercados internacionais ao qual se referia a 120ª Ata do Copom, portanto não haveria mais a necessidade de uma condução com maior parcimônia.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o restante da última ata descrevia um cenário benigno. E este cenário perdura: queda do IPCA acima da esperada, "baixa probabilidade a um cenário de deterioração significativa nos mercados financeiros internacionais", o crescimento ainda  moderado da atividade industrial e a utilização da capacidade instalada inferior à registrada no mesmo período do ano passado. Outro ponto de risco, o preço internacional do petróleo, arrefeceu depois da interrupção do conflito entre Israel e Líbano. Durante a reunião de julho, o preço do petróleo estava oscilando entre US$ 72 e US$ 73 e o Copom considerou que este nível não implicava em risco. Agora o preço do barril está um pouco abaixo dos US$ 72, tendendo mais a romper, para baixo, o nível de US$ 70.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Com o Fed tendo interrompido a sequência de elevações nos juros e com os resultados de inflação nos EUA amenizando o cenário de risco, o fluxo de capitais a mercados emergentes se ascentuará. A tendência de pressão por apreciação cambial gerada por este influxo de capitais tende a reforçar as expectativas de que os preços no atacado acumulem baixas taxas na previsão para 2007, aliviando eventuais fatores de pressão sobre os preços ao consumidor projetados para o próximo ano. Uma mudança no ritmo de corte da Selic faria com que a pressão de valorização cambial fosse muito maior. Para defender a moeda, o BC intensificaria o acúmulo de reservas, o que gera um custo em emissão de nova dívida. Ambos são um efeito indesejado, sendo mais um fator a favor da manutenção do ritmo de cortes de 0,5 ponto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115697937869178707?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115697937869178707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115697937869178707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115697937869178707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115697937869178707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/corte-de-05-do-copom-era-mais-do-que.html' title='Corte de 0,5 do Copom era mais do que justificável'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115685614568670939</id><published>2006-08-29T05:48:00.000-07:00</published><updated>2006-08-29T05:55:45.700-07:00</updated><title type='text'>Mercado Financeiro Brasileiro sofre com a "Ameaça Conservadora"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Na semana passada, o Ibovespa teve a expressiva redução de 4,25% em relação à semana anterior, voltando aos 35.958 pontos na última sexta-feira. Seu desempenho acompanhou a tendência da Bolsa de Nova York, que foi influenciada por uma onda de dúvidas quanto à capacidade de manutenção dos juros nos EUA em 5,25% a.a. até dezembro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Os índices das principais Bolsas de Valores Hispano-americanas tiveram comportamento diferente ao da Bovespa na semana que passou. O IPC da bolsa mexicana manteve oscilação entre os 21.000 pontos, tendo caído 0,25% na semana; o Merval da bolsa argentina subiu 1,26% no acumulado da semana, voltando a apontar para os 1.700 pontos. O viés conservador dos juros no Brasil alimentou essa diferença de comportamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O risco-país calculado pelo JP Morgan - diferença entre o rendimento médio (juros) da carteira de títulos emitidos pelo país e o rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano, tidos como de referência de risco zero – teve uma redução de 186 pontos-base nos últimos 12 meses. Em agosto, o EMBI Brasil ficou 27,5 pontos-base acima da média dos mercados emergentes; em maio, a diferença média era de 50 pontos-base; em junho, caiu para 40 pontos-base; e em julho, para 32 pontos-base&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115685614568670939?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115685614568670939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115685614568670939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115685614568670939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115685614568670939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/mercado-financeiro-brasileiro-sofre.html' title='Mercado Financeiro Brasileiro sofre com a &quot;Ameaça Conservadora&quot;'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115635396588910070</id><published>2006-08-23T10:21:00.000-07:00</published><updated>2006-08-23T10:26:05.890-07:00</updated><title type='text'>Comércio Varejista cresce, mas com o freio de mão puxado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O volume de vendas no comércio varejista caiu 0,38% em junho, segunda a última Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, uma queda que levou a taxa de variação acumulada em 12 meses para 4,22% - resultado levemente inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Desde fevereiro de 2005 o crescimento do setor mantém-se num patamar quase constante, com taxas anualizadas entre 4% e 6%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Entretanto, o volume total de receitas teve uma pequena queda de 0,26% em termos nominais; com isso, a variação em 12 meses caiu para 4,89%. O resultado acumulado em doze meses representa menos da metade do crescimento registrado no mesmo período findo em junho do ano passado. A diminuição no ritmo das receitas está fortemente correlacionada à queda de preços.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115635396588910070?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115635396588910070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115635396588910070' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115635396588910070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115635396588910070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/comrcio-varejista-cresce-mas-com-o.html' title='Comércio Varejista cresce, mas com o freio de mão puxado'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115635367388347790</id><published>2006-08-23T10:17:00.000-07:00</published><updated>2006-08-23T10:21:13.903-07:00</updated><title type='text'>Comércio Exterior em julho voltou a esquentar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O saldo comercial nos últimos doze meses já soma US$ 45,3 bilhões. Contudo, o resultado acumulado já não cresce ao ritmo de aceleração observado até o fim de 2005 (fato visualmente perceptível com a ajuda da linha tracejada no gráfico ao lado). O saldo em 12 meses, apesar do câmbio apreciado, mantém-se em um patamar elevado, por conta de um efeito preço, já que as commodities, sobretudo as minerais, estão em alta no mercado internacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A variação na margem do comércio exterior indica uma tendência de desaceleração das exportações e de uma suave aceleração nas importações. Em julho, no entanto, as exportações somaram US$ 13,6 bi - 23% a mais do que o observado em julho de 2005 -  amenizando este efeito de desaceleração sobre o valor acumulado no ano, que é de US$ 74,5 bi, 15% a mais que nos 7 primeiros meses de 2005.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115635367388347790?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115635367388347790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115635367388347790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115635367388347790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115635367388347790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/comrcio-exterior-em-julho-voltou.html' title='Comércio Exterior em julho voltou a esquentar'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115616014845586616</id><published>2006-08-21T04:35:00.000-07:00</published><updated>2006-08-21T04:35:48.456-07:00</updated><title type='text'>Brasil: uma Anão Financeiro num Oceano de Capitais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O estoque financeiro mundial, atualmente, é de US$ 120 trilhões. Até 2010 a economia mundial possuirá um estoque financeiro de US$ 208 trilhões entre títulos de dívida pública, títulos de dívida privada, depósitos bancários e seguros. As economias gigantes, que reterão a maior parte desta riqueza, serão EUA, Japão, Zona do Euro, India e China.&lt;br /&gt;Segundo as previsões do relatório trimestral da McKinsey, a China terá, em 2010, pouco estoque de dívida público e privada, centrando suas reservas nos tradicionais depósitos bancários. Os EUA terão poucos depósitos bancários, poucos títulos de dívida pública e muitos títulos de dívida privada.&lt;br /&gt;Já o Brasil, ao compasso que anda, estará numa posição absolutamente inferior. Enquanto o estoque financeiro das economias gigantes é de 400% a 600% do PIB, o Brasil mantém um quadro similar a "grandes economias de massa pobre", como Indonésia e Paquistão, onde a proporção é de 200% do PIB.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115616014845586616?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115616014845586616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115616014845586616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115616014845586616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115616014845586616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/brasil-uma-ano-financeiro-num-oceano_21.html' title='Brasil: uma Anão Financeiro num Oceano de Capitais'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115590803141618296</id><published>2006-08-18T06:24:00.000-07:00</published><updated>2006-08-18T06:33:51.426-07:00</updated><title type='text'>Guerra Urbana: evidências e conclusões nos números de Orçamento Público</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O IBGE divulgou uma pesquisa sobre as Despesas Públicas dos Governos Estaduais e Municipais entre 1999 e 2002. Há conclusões bastante interessantes a se tirar destes números.&lt;br /&gt;Primeiro analisando os gastos estaduais com &lt;em&gt;Pessoal Ativo&lt;/em&gt;: nestes quatro anos os gastos cresceram, em média, 3,9% ao ano em termos reais (descontando-se a variação da inflação de cada ano).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Com pessoal ativo em &lt;em&gt;Educação&lt;/em&gt; houve um crescimento de ritmo mais lento, de 2,7% ao ano, e em escala decrescente: em 2000, sobre 1999, houve crescimento de 4,4%; em 2001, sobre 2000, cresceu 2,4% e em 2002 foi de 1,4%.&lt;br /&gt;Enquanto isto, os gastos com o pessoal ativo na &lt;em&gt;Saúde&lt;/em&gt; cresceram 7,5% ao ano, e em escala crescente; só em 2002 cresceu, sobre 2001, 10%.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;E com segurança pública o crescimento foi de 6,5% ao ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o reflexo da Guerra Urbana brasileira. Os altos índices de violência aumentam os gastos com segurança e exigem mais pessoal nos hospitais para atender aos feridos na Guerra. Enquanto isto não sobra espaço no orçamento para se remunerar mais o pessoal ativo da educação, os sofridos e heróicos professores do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto é assim, que a realidade na esfera municipal, que não é responsável pela segurança pública é outra. Neste período o gasto com pessoal ativo dos municípios cresceu 4,1% ao ano acima do IPCA. E com educação cresceu 5,7%! Eis o reflexo de não se ter a responsabilidade pública de zelar por segurança. As evidências estão aí, essas e muitas outras mais. A pergunta é: até quando seguiremos assim?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115590803141618296?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115590803141618296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115590803141618296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115590803141618296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115590803141618296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/guerra-urbana-evidncias-e-concluses.html' title='Guerra Urbana: evidências e conclusões nos números de Orçamento Público'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115583975469594403</id><published>2006-08-17T11:32:00.000-07:00</published><updated>2006-08-17T11:37:59.163-07:00</updated><title type='text'>Desenvolvimento Sustentável</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Crises de Sustentabilidade e Valor das Ações&lt;br /&gt;Casos Shell e ABN AMRO Bank&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Por Gustavo Pimentel&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;- Portal&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.acionista.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;www.acionista.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt; (29/05/2006)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;No último artigo foi abordado o tema da precificação da sustentabilidade. Embora tenhamos fortes indícios de que a sustentabilidade afete a performance e valor de mercado das companhias, como medir este impacto ainda continua como um questão a ser desvendada. Neste artigo, chamamos a atenção para a questão dos riscos sócio-ambientais que as empresas incorrem em seus projetos de expansão, no impacto que estes riscos podem ter na reputação corporativa e, consequentemente, na execução satisfatória destes projetos. Nossos personagens são reais: a gigante anglo-holandesa do petróleo Shell e o ABN AMRO, maior banco holandês e uma das 20 maiores instituições financeiras do mundo. A história é atualíssima: o controverso envolvimento dos personagens no projeto Sakhalin II. Para começar, faz-se necessário entender o embróglio ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;a href="http://www.gustavopimentel.blogspot.com"&gt;&lt;em&gt;Íntegra do Artigo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115583975469594403?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115583975469594403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115583975469594403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115583975469594403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115583975469594403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/desenvolvimento-sustentvel.html' title='Desenvolvimento Sustentável'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115573525534181280</id><published>2006-08-16T06:27:00.000-07:00</published><updated>2006-08-16T06:34:15.350-07:00</updated><title type='text'>Inflação sob baixa pressão em 2007</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;O IPCA, índice oficial para mensuração da taxa de inflação no Brasil e referência para o sistema de metas, que é calculado pelo IBGE, registrou uma alta de 0,19% em julho. Mesmo com um avanço de 0,33 p.p. em relação ao mês de junho, pela quinta vez consecutiva houve queda no acumulado em 12 meses desta taxa, que ficou em 3,97%, abaixo do centro da meta, que é 4,5%. O índice geral de preços (IGP-M), composto em 60% pela variação dos preços ao produtor - no atacado (IPA) - em 30% pelos preços ao consumidor (IPC) e em 10% pelos preços na construção civil (INCC), apresentou uma alta de 0,18% em julho. A taxa acumulada em 12 meses ainda está bastante baixa, em 1,40%. Há bem menos pressões inflacionárias do que, por exemplo, no mesmo período do ano passado. Como este ainda é o indexador de muitos contratos de serviços públicos, esta taxa reduzida representa pouca pressão inflacionária para o ano que vem&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115573525534181280?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115573525534181280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115573525534181280' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115573525534181280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115573525534181280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/inflao-sob-baixa-presso-em-2007.html' title='Inflação sob baixa pressão em 2007'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115564650658103798</id><published>2006-08-15T05:24:00.000-07:00</published><updated>2006-08-15T05:56:50.863-07:00</updated><title type='text'>Mercado Norte-Americano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A principal referência em Bolsa de Valores nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, caiu 1,36% na última semana. A principal razão foi a ameaça de novos ataques terroristas à Inglaterra e aos EUA. Apesar da interrupção no ciclo de alta da taxa de juros, que deveria ter impulsionado o índice a romper os 11.200 pontos, o índice recuou para 11.088 pontos. Mas essa semana deverá romper esta resistência, que já foi testada duas vezes nos últimos 30 dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;Os Fed Funds (juros norte-americanos), mantidos em 5,25% ao ano, deverão permanecer neste patamar até o ano que vem. E o dólar deve manter-se no canal entre US$ 1,26 e US$ 1,29 por euro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115564650658103798?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115564650658103798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115564650658103798' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115564650658103798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115564650658103798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/mercado-norte-americano.html' title='Mercado Norte-Americano'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115555892746372415</id><published>2006-08-14T05:34:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T05:37:29.353-07:00</updated><title type='text'>Mercado Financeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Ibovespa, principal índice da Bolsa de São Paulo voltou a testar o teto de 38.000 pontos. Caso supere esta resistência, o índice deverá buscar os 40 mil pontos. Mas seu desempenho seguirá sob forte influência da Bolsa de Nova York, que tem sido influenciada pelos juros nos EUA e pelo preço internacional do petróleo.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115555892746372415?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115555892746372415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115555892746372415' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115555892746372415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115555892746372415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/mercado-financeiro.html' title='Mercado Financeiro'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115555881402513771</id><published>2006-08-14T05:31:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T05:35:50.426-07:00</updated><title type='text'>Análise de mensuração do risco-país</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O risco-país calculado pelo JP Morgan - diferença entre o rendimento médio (juros) da carteira de títulos emitidos pelo país e o rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano, tidos como de referência de risco zero – teve uma redução de 166 pontos-base nos últimos 12 meses. O EMBI (Emerging Market Bonus Index) do Brasil segue 29 pontos-base acima da média dos mercados emergentes. Em maio a diferença média era de 50 pontos-base, em junho a média foi de 40 p.b. de diferença e em julho de 32 pontos-base.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115555881402513771?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115555881402513771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115555881402513771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115555881402513771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115555881402513771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/anlise-de-mensurao-do-risco-pas.html' title='Análise de mensuração do risco-país'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115529934921585493</id><published>2006-08-11T05:27:00.000-07:00</published><updated>2006-08-11T05:29:09.216-07:00</updated><title type='text'>Tendências para o Preço do Petróleo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;O preço internacional do barril de petróleo rompeu, estimuladas as especulações pelo conflito armado entre Líbano e Israel, o teto do canal dentro do qual vinha evoluindo desde junho de 2004. O preço estipulou um novo patamar, entre US$ 68 e US$ 75 o barril, havendo em alguns momentos o rompido, alcançando níveis superiores a US$ 77. Sem um aumento na capacidade de oferta da OPEP, a tendência é de se manter a evolução dentro do canal, que indica um fechamento em 2006 entre US$ 71,5 e US$ 77,5 por barril.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115529934921585493?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115529934921585493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115529934921585493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115529934921585493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115529934921585493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/tendncias-para-o-preo-do-petrleo.html' title='Tendências para o Preço do Petróleo'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115523426016055232</id><published>2006-08-10T11:23:00.000-07:00</published><updated>2006-08-11T05:27:42.203-07:00</updated><title type='text'>Governança:  Selo ou Pontuação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;GOVERNANÇA CORPORATIVA: selo ou pontuação?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Gustavo Pimentel&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;- Jornal Valor Econômico (17/01/2006)&lt;br /&gt;- Revista Relações com Investidores (Fevereiro 2006)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lançamento pela BOVESPA, em 2001, do Novo Mercado e dos Níveis 1 e 2 de Governança Corporativa, representou um marco para o mercado de capitais brasileiro, caracterizando-se como uma das mais bem sucedidas iniciativas de auto-regulação já vistas no país. No início do mês, após processo de consulta ao órgão regulador – Comissão de Valores Mobiliários – e às 63 empresas listadas em um dos referidos níveis de governança, a BOVESPA divulgou o enrijecimento das regras para o Nível 2 e Novo Mercado, o que demonstra o aspecto evolutivo da auto-regulação e a disposição da Bolsa no contínuo aperfeiçoamento do mercado. Dentre as principais alterações que entrarão em vigor no dia seis de fevereiro (...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;a href="http://www.gustavopimentel.blogspot.com/"&gt;Artigo completo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115523426016055232?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115523426016055232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115523426016055232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115523426016055232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115523426016055232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/governana-selo-ou-pontuao.html' title='Governança:  Selo ou Pontuação'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32472279.post-115515398799899087</id><published>2006-08-09T13:04:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T05:41:48.050-07:00</updated><title type='text'>Avaliação da Atividade Industrial de Junho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#000066;"&gt;A queda de 1,67% na produção industrial geral em junho reduziu bastante o crescimento em 12 meses. O fraco resultado da indústria em junho foi influenciado por greves em montadoras e pelas ações terroristas do PCC em São Paulo. O setor de embalagens teve queda de 5,42% em junho. O resultado em 12 meses fica bem abaixo do crescimento de 4,44% do mesmo período de 2005. Houve desaceleração da indústria de embalagens, um sinal de perspectivas pouco favoráveis à indústria nos próximos meses. O nível de utilização da capacidade instalada, medido pela CNI, continua estável, por volta de 81%. A fraca expansão de 2005 e o barateamento de máquinas e equipamentos importados, via câmbio valorizado, permitem a manutenção deste patamar, que ainda é confortável no que tange a pressões sobre preços.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32472279-115515398799899087?l=marcelpereira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://marcelpereira.blogspot.com/feeds/115515398799899087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32472279&amp;postID=115515398799899087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115515398799899087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32472279/posts/default/115515398799899087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://marcelpereira.blogspot.com/2006/08/avaliao-da-atividade-industrial-de.html' title='Avaliação da Atividade Industrial de Junho'/><author><name>Marcel Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05877350061303877826</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
